Um menino de sete meses de idade é avaliado com desnutrição pela equipe do UNICEF em uma clínica de saúde apoiada pela agência da ONU no campo para deslocados internos em Muna Garage, Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. Foto: UNICEF/Katerina Vittozzi

ONU e parceiros pedem US$1 bi para ajudar milhões de pessoas no nordeste da Nigéria

De acordo com Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários, o conflito de oito anos deixou cerca de 8,5 milhões de pessoas necessitadas de ajuda nos estados mais afetados pela violência promovida pelo Boko Haram no nordeste da Nigéria.

Nos próximos meses, cerca de 5,1 milhões de pessoas devem enfrentar grave insegurança alimentar na região, onde cerca de 1,8 milhão de pessoas foram deslocadas e milhões de civis estão expostos à violência e ao abuso.

Mulher segurando criança em Bambari, na província de Ouaka, na República Centro-Africana, onde a violência perpetrada por grupos armados causou o deslocamento de várias pessoas. Foto: OCHA / Gemma Cortes

República Centro-Africana: quatro soldados da paz da ONU são feridos em emboscada com rebeldes

Missão da ONU na República Centro-Africana reportou nessa semana que quatro integrantes das forças de paz da Organização ficaram feridos em uma emboscada promovida por grupos armados próximo a Ippy, na prefeitura de Ouaka. Missão da ONU impediu entrada de combatentes em campo para deslocados, enquanto em outras regiões a situação também permanece tensa.

Confrontos entre a coalizão ex-Séléka, majoritariamente muçulmana, e a milícia anti-Balaka, de maioria cristã, colocaram o país de 4,5 milhões de pessoas em conflito civil desde 2013.

Segundo UNICEF, 1,4 milhão de crianças estão em risco iminente de morte por desnutrição aguda grave na Somália, Sudão do Sul, Iêmen e Nigéria. Foto: UNICEF

ONU precisa de US$ 4,4 bilhões para atender 20 milhões de pessoas que passam fome em 4 países

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou na quarta-feira (22) que mais de 20 milhões de pessoas estão passando fome no Sudão do Sul, na Somália, no Iêmen e na região nordeste da Nigéria. O chefe das Nações Unidas informou que, para ‘evitar uma catástrofe’, o organismo internacional precisa de pelo menos 4,4 bilhões de dólares até o final de março. ONU só recebeu 90 milhões de dólares.

Pecuarista no norte da Somália, região atingida duramente pela seca. Ele perdeu quase metade de seu rebanho de ovelhas, de um total de 70 animais. Foto: UNICEF / Sebastian Rich

‘Não há tempo a perder’ em meio a avanço de catástrofe humanitária na Somália, alerta ONU

Alerta é do UNICEF e do Programa Mundial de Alimentos. A situação das crianças é particularmente preocupante: estima-se que 1 milhão delas estejam desnutridas só esse ano, incluindo 185 mil desnutridas e com necessidade de apoio imediato. Há também temores graves de que este número poderia aumentar para 270 mil nos próximos meses. António Guterres pediu luta contra a fome no topo da agenda do novo governo.

Assim como centenas de milhares de idosos em Luhansk, Hanna e seu marido Oleksiy enfrentam dificuldades financeiras e médicas desde que a guerra começou no leste da Ucrânia, em abril de 2014. Foto: ACNUR/Anastasia Vlasova

Casal de idosos depende da ajuda humanitária para sobreviver na Ucrânia

Hanna e Oleksiy Huzovskiy não têm forças para deixar a casa onde moram. Vivendo perto da linha de frente das batalhas do conflito na Ucrânia, o casal de idosos tem problemas de saúde e depende da ajuda humanitária, que dá dinheiro para a aquisição de alimentos e remédios. São os vizinhos e profissionais de assistência que vão à rua comprar comida para o casal. “Deus não deveria permitir que alguém passasse por duas guerras em uma mesma vida”, comenta Oleksiy, que testemunhou a Segunda Guerra Mundial.

Jovem com seu recipiente para coletar água em um campo de proteção de civis em Bentiu, no Sudão do Sul. Foto: UNICEF / Holt

Crise alimentar atinge 2 milhões de refugiados em 10 países da África, alerta ONU

De acordo com duas agências da ONU – o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Agência para Refugiados (ACNUR) –, suplementos alimentares foram consideravelmente reduzidos – em alguns casos em até 50% – em grandes operações de assistência nos Camarões, Chade, Quênia, Mauritânia, Sudão do Sul e Uganda. Já em Burkina Faso, Djibuti, Burundi e Etiópia, houve cortes em refeições fortificadas com micronutrientes.

Zahrah, uma viúva e mãe de oito filhos deslocadas pela guerra, senta em um abrigo improvisado em Sanaa, no Iêmen. Foto: ACNUR/Mohammed Hamoud

ACNUR: crise humanitária no Iêmen está ‘além de qualquer catástrofe já vista’

No Iêmen, 14,1 milhões de pessoas passam fome e 3,1 milhões de iemenitas são considerados deslocados internos por conta da guerra que afeta o país desde março de 2015. Dois terços da população de 27 milhões de habitantes dependem de assistência externa. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) recebeu apenas 1% dos 99,6 milhões de dólares solicitados a doadores internacionais para socorrer pessoas vulneráveis em 2017.

As modificações que fez serão ignoradas se navegar para fora desta página.Tem certeza de que deseja atualizar esta página?

UNICEF: número de mortes no Mediterrâneo Central aumenta quase 13 vezes em um ano

Pelo menos 1.354 migrantes e refugiados morreram afogados no Mediterrâneo de novembro de 2016 até o final de janeiro de 2017, um recorde de fatalidades. Entre as vítimas, estavam pelo menos 190 crianças.

A maioria dos falecimentos ocorreu na rota que passa pela região central do oceano e liga a Itália à Líbia. Foram 1.191 afogamentos, número quase 13 vezes maior que o registrado durante o mesmo período em 2015-2016.

Na cidade ucraniana de Avdiivka, Alexander, de 80 anos, limpa seu apartamento que foi atingido por bombardeios. Foto: ACNUR/Evgeny Maloletka

ACNUR aumenta assistência humanitária para vítimas do conflito no leste da Ucrânia

Desde o final de janeiro, uma nova onda de violência no leste da Ucrânia levou à destruição de 150 casas e 30 apartamentos na cidade de Avdiivka, localizada em região controlada pelo governo do país. Em Donetsk, sob o domínio de outras autoridades, mais de 20 aldeias estavam sem eletricidade no início de fevereiro. Em meio a temperaturas que poderiam chegar aos -20ºC, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem distribuído suprimentos, roupas, cobertores e materiais de abrigo.

VÍDEO: Resumo semanal da ONU em imagens #108

VÍDEO: Resumo semanal da ONU em imagens #108

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressa preocupação sobre a política norte-americana em relação ao reassentamento de refugiados; autoridades da ONU apelam pela paz na Síria, devastada pela guerra que completará, em breve, 7 anos; UNICEF lança campanha global para arrecadar 3 bilhões de dólares para ajudar as cerca de 50 milhões de crianças que vivem em países de conflito – estes são os destaques do resumo semanal da ONU em imagens.

Mulheres e crianças pequenas chegam a passar horas perto do fogo, inalando fumaça tóxica que causa doenças e leva à morte. Foto: ACNUR/Anneliese Holllmann

ACNUR e empresa ajudam refugiados vivendo em Ruanda a trocar lenha e carvão por combustível limpo

Em Ruanda, praticamente todos os 150 mil refugiados dependem de lenha e carvão para cozinhar. A dependência dessas fontes de energia provoca problemas de saúde: 225 refugiados morrem todos os anos por causas relacionadas à poluição do ar em ambientes fechados. Outros riscos incluem o desmatamento das florestas. Globalmente, 80% dos refugiados dependem de biomassa tradicional para cozinhar, levando à queima de 64,7 mil acres de floresta por ano.

Haytham* e sua família vivem no acampamento de Hasansham, administrado pelo ACNUR. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Novos confrontos em Mossul devem deslocar mais iraquianos, alerta ACNUR

Batalha entre governo e Estado Islâmico pelo controle de Mossul teve início em outubro do ano passado e deslocou cerca de 153 mil pessoas. Autoridades reconquistaram o leste da cidade e planejam agora retomar a parte ocidental do local, que é o lar de mais de 750 mil iraquianos. Essa população está presa na região e corre o risco de passar fome, informou neste mês a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Sanaa, com seus quatro filhos pequenos. Foto: ACNUR/David Azia

Agências da ONU pedem doações para dar assistência a refugiados sírios

A guerra na Síria é responsável pela maior crise de refugiados do mundo. Mais de 4,9 milhões de pessoas deixaram o país. A maioria buscou segurança em países vizinhos, onde agências humanitárias prestam assistência e fornecem moradia, alimentos, cuidados médicos e educação. Falta de recursos, porém, preocupa a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU / Mark Garten

Em visita à Arábia Saudita, secretário-geral da ONU debate crises no Iêmen e Líbia

Secretário-geral da ONU, António Guterres, se reuniu com ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita e declarou ter tido “discussões muito importantes e construtivas sobre o Iêmen e a Líbia”. Eles também falaram sobre a Síria e o Iraque.

O número de pessoas em insegurança alimentar no Iêmen aumentou em 3 milhões em sete meses, com cerca 17,1 milhões de civis atualmente passando fome no país – mais de dois terços da população total de 27,4 milhões.

Doaa sobreviveu a naufrágio e conseguiu salvar uma das cerca de cem crianças a bordo do barco que deveria lhe levar à Europa. Foto: Elena Dorfman

Funcionária do ACNUR publica livro sobre refugiada que sobreviveu a naufrágio no Mediterrâneo

“Sinto que estamos sendo levados para a nossa morte”. As palavras são da refugiada síria Dooa Al Zamel, logo antes de entrar num barco pesqueiro clandestino junto com outros 500 passageiros. A história da jovem é contada em detalhes no livro ‘A Hope More Powerful than the Sea’, da porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Melissa Fleming.

A autora chefiou por oito anos o departamento de comunicação da agência e atualmente faz parte da equipe de transição do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Em um campo em Tindouf, na Argélia, um jovem refugiado saarauí constrói abrigos resistentes a tempestades — de chuva e de areia — usando garrafas de plástico. Foto: ACNUR/Russell Fraser

Refugiado usa garrafas de plástico para construir moradias resistentes ao clima do deserto

Em um campo para refugiados do Saara Ocidental, próximo à fronteira com a Argélia, Tateh Lehbib Breica constrói residências com garrafas de plásticos que iriam para o lixo. Material permite erguer residências mais resistentes às chuvas e às tempestades de areia da região. Ajudado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o rapaz está construindo 25 unidades residenciais que darão abrigo a deslocados forçados vulneráveis.