Conselho de Segurança marca transição dos 15 anos das forças de paz da ONU no Haiti

Após 15 anos de manutenção da paz no país caribenho, o Conselho de Segurança da ONU mantém seu compromisso de fortalecer e estabilizar o país. Com foco no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas continuarão apoiando o Haiti e sua população, com uma transição ininterrupta de manutenção para a construção da paz.

O novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) trabalhará com o governo e parceiros em antigas questões herdadas do período de manutenção da paz, como a eliminação da cólera e a abordagem de casos de exploração e abuso sexual, incluindo casos de paternidade.

XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas - Foto: divulgação

Fundo de População da ONU participa de seminário internacional de universidades

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou, na última semana, do XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, para explicar o papel da agência na assistência humanitária e no apoio a migrantes e refugiados. Com foco na internacionalização universitária, o Grupo Coimbra reúne 88 instituições.

Realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o evento contou com a presença de representantes universitários de 28 países, entre eles Colômbia, Costa Rica, Equador, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Itália, Japão, Angola, Moçambique, Nicarágua e Suíça.

A venezuelana Almeris, de 20 anos, viajou com seu filho de apenas dois anos e o marido por cerca de 40 horas em um ônibus até Boa Vista. Foto: ACNUR | Alexandre Pereira.

Operação Acolhida em Manaus inaugura espaço com serviços de documentação e interiorização para refugiados e migrantes venezuelanos

Inaugurado na última terça-feira (5), em Manaus, novo Posto de Interiorização e Triagem (PITRIG) da Operação Acolhida visa fornecer, em um único espaço, assistência para milhares de venezuelanos que passam pela cidade devido ao alto fluxo migratório de seu país.

“Quando decidimos deixar a Venezuela, nossa esperança era encontrar apoio aqui para vivermos e termos trabalho. Desde então não tínhamos documentos para isso, como CPF e Carteira de Trabalho. Foi quando soubemos que este posto seria aberto e poderia nos ajudar”, Almeris (20), venezuelana em Manaus.

O posto foi idealizado pelo Comitê Federal de Assistência Emergencial do governo federal e conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Organização Internacional para Migrações (OIM); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); entidades da sociedade civil e atores municipais e estaduais. Espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, na região Centro-Sul de Manaus.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego. Foto: FAO | Telcinia dos Santos.

Agências de alimentação da ONU pedem mais apoio para vítimas da fome na África Austral

Segundo agências de alimentação das Nações Unidas, até 45 milhões de pessoas em 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sofrerão grave insegurança alimentar nos próximos seis meses.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego.

“As chuvas tardias, largos período de seca, ciclones de grande magnitude e os problemas econômicos têm demonstrado ser uma combinação desastrosa para a segurança alimentar e os meios de subsistência em toda a África Austral”, afirmou Alain Onibon, coordenador sub-regional da FAO para a África Austral.

Distribuição de alimentos na Venezuela. Foto: NRC | Ingebjørg Kårstad.

Chefe de Ajuda Humanitária da ONU chega à Venezuela

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, chega nesta segunda-feira (04) à Venezuela para avaliar a situação no país, que enfrenta crise política desde 2015. O objetivo é reforçar a colaboração entre vários parceiros humanitários.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 4,5 milhões de pessoas já deixaram suas casas na Venezuela. Esta crise político-econômica gerou a segunda maior leva de refugiados do mundo, atrás apenas da Síria.

Crianças venezuelanas na praça Simon Bolívar, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e UE reafirmam compromisso de proteger refugiados e migrantes venezuelanos

A Conferência Internacional de Solidariedade sobre a crise de refugiados e migrantes venezuelanos, realizada em Bruxelas na segunda e terça-feira (28 e 29), enviou uma forte mensagem de apoio a essa população, bem como aos países e comunidades anfitriões de América Latina e Caribe.

Embora tenham reconhecido o direito soberano dos Estados de administrar suas fronteiras, os participantes enfatizaram a importância de preservar o acesso ao asilo, fortalecendo mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.

Também defenderam a necessidade de os países manterem políticas flexíveis de entrada, continuando a regularização e o fornecimento de documentos aos refugiados e migrantes venezuelanos, facilitando o reagrupamento familiar. A conferência foi presidida por União Europeia, ACNUR e OIM.

Marta Duque (de camisa azul clara) com alguns dos refugiados e migrantes venezuelanos que recebe em sua casa. Foto: ACNUR | Hélène Caux.

Colombiana transforma sua casa em abrigo temporário para ajudar refugiados e migrantes venezuelanos

Há dois anos, Marta Duque, de 56 anos, decidiu transformar sua casa em um abrigo para refugiados e migrantes venezuelanos. No espaço improvisado, eles se recuperam para continuar até o destino final.

Todas as noites, ela e sua equipe de cerca de dez voluntários preparam panelas gigantes de sopa para “os caminhantes”, como são chamados localmente os migrantes da Venezuela que se deslocam centenas ou até milhares de quilômetros a pé por uma estrada sinuosa e montanhosa até a Colômbia.

Segundo dados do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, mais de 4 milhões de venezuelanos já deixaram seu país desde 2015, fugindo de insegurança e violência; perseguição e ameaças; escassez crônica de alimentos e medicamentos; e um colapso dos serviços básicos.

Evento na Fiocruz em Brasília contou com apoio da OPAS/OMS e reuniu representantes do UNFPA e ACNUR. Foto: UNFPA Brasil | Thais Rodrigues.

ONU participa de debate sobre políticas de saúde em contexto de migração

Organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, da Fiocruz Brasília, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, o 10º Ciclo de Debates sobre Sustentabilidade de Políticas para Migrantes reuniu representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O evento aconteceu na última quinta-feira (24), na Fiocruz em Brasília, e discutiu o quadro das migrações, a resposta brasileira ao fluxo migratório de venezuelanos no norte do país e a importância da atenção à saúde nas fronteiras – em especial da população em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres, crianças, idosos, indígenas e pessoas LGBTI+.

Abeer Khreisha, vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen, do ACNUR, em sua casa na Jordânia. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

ONU premia voluntária jordaniana pelo seu trabalho em auxílio a refugiados sírios

Abeer Khreisha é conhecida como “mãe dos sírios” por ajudar refugiados que chegam à Jordânia escapando do conflito na Síria.

A senhora de 50 anos trabalha há 20 como voluntária em um centro comunitário na cidade de Madaba, ajudando jordanianos e sírios em situação de vulnerabilidade. Ela mantém contato regular com as famílias que apoiou e realiza doze visitas domiciliares por dia para se certificar de que estão bem.

Por esse trabalho, ela foi a vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen 2019, concedido anualmente pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em reconhecimento àqueles que se esforçam para apoiar refugiados e pessoas deslocadas ao redor do mundo.

Campanha de vermifugação foi uma das iniciativas de conscientização sobre hábitos de higiene para a população indígena do abrigo Pintolândia. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR difunde hábitos de saúde em contextos urbanos para indígenas venezuelanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) juntamente com a Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI) têm formulado campanhas de conscientização para difundir hábitos de saúde em contextos urbanos para indígenas Waraos e Eñepá vivendo em Roraima.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima vivem mais de mil indígenas venezuelanos em centros de abrigamento emergencial para refugiados e migrantes. As campanhas do ACNUR visam auxiliar o processo de adaptação desses povos à nova realidade que os cerca.

Em Pintolândia, abrigo dedicado exclusivamente a indígenas em Boa Vista, os trabalhos de conscientização envolveram atividades artísticas, como a produção e a exposição de desenhos seguida de debate, e uma campanha de vermifugação apoiada por entidades parceiras.

“Conversei pela primeira vez com meu companheiro sobre sexualidade”, conta migrante venezuelana depois de participar de formação do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, UNFPA promove formação em saúde sexual e reprodutiva a mulheres venezuelanas

Keibelin Yanez, 27, migrou da Venezuela para o Brasil em 2017 e participa das formações em saúde sexual, reprodutiva e direitos promovidas pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Roraima.

Ela e o esposo decidiram sair da Venezuela quando Keibelin descobriu estar grávida do terceiro filho. Segundo ela, o que ganhavam em seu país de origem mal dava para cuidar das duas crianças que já tinham.

A participação nas formações oferecidas pela ONU ofereceu à Keibelin a possibilidade de cuidar melhor de sua saúde e da saúde de sua família. A reportagem é do UNFPA Brasil.

Mulher síria é confortada por funcionária do ACNUR após chegar ao campo de refugiados de Bardarash em Duhok, Iraque. Foto: ACNUR | Rasheed Hussein Rasheed.

“Isso não é vida”, senhora de 64 anos relata momentos de angústia ao escapar dos conflitos no nordeste da Síria

Cerca de 900 a 1.200 pessoas chegam ao campo de Bardarash, no Iraque, por dia, relatou a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Segundo oficiais da agência, é provável que o campo atinja sua capacidade máxima nesta semana.

Para lidar com o fluxo contínuo, autoridades regionais curdas estão planejando abrir mais campos. O ACNUR está registrando todos os recém-chegados e, juntamente com seus parceiros, fornece serviços de saúde e proteção, incluindo apoio psicossocial e serviços específicos para crianças desacompanhadas e pessoas com necessidades específicas.

À medida que o número de sírios que fogem do nordeste do país rumo ao Iraque chega a 10 mil, recém-chegada conta sobre o que viu no caminho e sobre o medo do inverno que se aproxima. A reportagem é do ACNUR.

Fundo de População da ONU em Roraima impulsiona debate sobre saúde sexual, reprodutiva e direitos em abrigo de Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Encontro do UNFPA em Roraima reúne adolescentes migrantes para debater câncer de mama

Em outubro, mês em que no mundo todo acontecem atividades de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil promoveu um encontro para falar do assunto entre adolescentes migrantes vivendo no norte do país.

A atividade aconteceu em Roraima, no abrigo São Vicente, um espaço criado pela Operação Acolhida que é a iniciativa do governo federal responsável por coordenar a resposta e atendimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam ao país oriundas da Venezuela.

Promovido em parceria com a Associação Voluntários para o Serviço Internacional Brasil (AVSI Brasil), o encontro visou sensibilizar as jovens sobre a importância de fazer o autoexame como uma medida preventiva em relação à doença.

Salsabil e sua família vieram da Síria para recomeçar em São Paulo. Hoje, trabalham com culinária árabe. Foto: ACNUR/Érico Hiller

ACNUR e Caritas lançam mapeamento de pessoas em situação de refúgio em São Paulo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) lançaram na quarta-feira (23) o relatório “Georreferenciamento de Pessoas em Situação de Refúgio Atendidas pela Caritas Arquidiocesana de São Paulo em 2018”. Os dados foram levantados a partir dos atendimentos a pessoas em situação de refúgio pelo Centro de Referência para Refugiados da Caritas SP no último ano.

Das 84 nacionalidades atendidas pela Caritas em 2018, cinco países representam quase 70% do total de pessoas, sendo eles Angola (20%), Venezuela (19,8%), República Democrática do Congo (13,6%), Síria (10,7%) e Nigéria (4,15%). Ainda, é possível destacar que a maior parte das pessoas em situação de refúgio vive na zona leste da capital paulista (55%), mesmo que Sé e República sejam as localidades com maior número absoluto de residentes – 521 e 466, respectivamente.

Capacetes-azuis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) durante patrulha em Rumaysh, sul do país, em dezembro de 2017. Foto: UNIFIL/Pasqual Gorriz

Carta da ONU permanece como âncora em meio às turbulências globais, diz secretário-geral

Em sua mensagem anual para o Dia da ONU nesta quinta-feira (24), o secretário-geral António Guterres lembrou o papel que a Organização deve desempenhar, concentrando-se nos problemas reais das pessoas reais, como uma “âncora moral compartilhada” em meio a “mares globais tempestuosos”.

“Estamos trabalhando para uma globalização justa e uma ação climática ousada”, disse o chefe da ONU. “Estamos pressionando pelos direitos humanos e pela igualdade de gênero — e dizendo ‘não’ ao ódio de qualquer tipo. E estamos nos esforçando para manter a paz — ao mesmo tempo em que levamos ajuda para salvar vidas a milhões de pessoas envolvidas em conflitos armados.”

Menina de 4 anos caminha por campo de Bardarash, em Duhok, no Iraque. Ela é um dos milhares de refugiados que fugiram dos confrontos no nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Hossein Fatemi

Conflito no nordeste da Síria já deslocou 180 mil pessoas; necessidades se multiplicam

Depois de quase duas semanas de combates no nordeste da Síria, agências humanitárias da ONU estimam que cerca de 180 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas ou abrigos, incluindo 80 mil crianças, todas necessitando desesperadamente de assistência.

As chegadas de refugiados ao norte do Iraque continuam. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que mais de 7,1 mil chegaram desde segunda-feira passada (14). A maioria está abrigada no campo de Bardarash, cerca de 140 km a leste da fronteira Iraque-Síria.

A ONU e seus parceiros estão ampliando a assistência para salvar vidas, apesar dos contínuos obstáculos de segurança. Alimentos e cobertores estão sendo distribuídos a cerca de 580 mil civis nas províncias de Raqqa e Hasakeh, e estão sendo feitos esforços para fornecer serviços essenciais, em preparação para o início do inverno.

A cidade de São Paulo é um dos principais destinos de migrantes sul-americanos. Foto: Agência Brasil

Documento aponta São Paulo como exemplo de boas práticas na gestão das migrações

A liderança da capital paulista na gestão das migrações e suas boas práticas são destaques do “Perfil 2019 da cidade de São Paulo – Indicadores de Governança Migratória”, que será lançado na quarta-feira (23).

Além de apontar práticas positivas em seis áreas temáticas, o documento traça oportunidades de avanços em governança migratória. O lançamento é fruto de parceria entre Organização Internacional para as Migrações (OIM), Prefeitura de São Paulo e Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.

Refugiada síria abraça seu filho após chegar em segurança à ilha de Lesbos, na Grécia, em 2015. A mãe e o filho da foto viajaram a partir da Turquia pelo Mar Egeu, em um bote inflável. Foto: ACNUR/Achileas Zavallis

ONU pede que Europa amplie esforços para proteger crianças refugiadas e migrantes

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu que os Estados europeus intensifiquem seus esforços para proteger crianças refugiadas e migrantes, que passam por viagens difíceis e perigosas e enfrentam riscos quando chegam à Europa, incluindo acomodações inseguras e falta de cuidados adequados.

A Grécia recebeu a maior parte dos refugiados e migrantes na região do Mediterrâneo este ano — mais do que Espanha, Itália, Malta e Chipre juntos. Até o momento, mais de 12.900 crianças chegaram à Grécia por via marítima, incluindo quase 2.100 crianças desacompanhadas ou separadas dos familiares.

As condições nos centros de recepção superlotados e insalubres nas ilhas gregas do mar Egeu são extremamente preocupantes, alertou o ACNUR.

Lucas Rocha, assistente de campo do UNFPA em Paracaima, Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

UNFPA completa dois anos de atuação na resposta humanitária em Roraima

Em setembro de 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) completou dois anos atuando em Roraima, onde presta assistência a grupos com necessidades específicas de proteção.

Neste período, por meio de seu programa de Assistência Humanitária, a agência já atendeu mulheres, gestantes, lactantes, jovens, mães com crianças, população LGBTI, pessoas vivendo com HIV, indígenas, pessoas idosas, com deficiência, entre outros grupos que chegam diariamente ao Brasil, vindos da Venezuela.

O Fundo de População conta, hoje, com uma equipe de 26 pessoas que fazem parte do trabalho humanitário em Brasília, Roraima e, desde setembro de 2019, também em Manaus, capital do Amazonas.

Sírios deslocados, que deixaram suas casas na cidade fronteiriça de Ras al-Ain, recebem ajuda humanitária em 12 de outubro de 2019 na cidade de Tal Tamr, interior da província de Hasakeh, nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Delil Souleiman

Agência da ONU para Refugiados amplia ajuda no nordeste da Síria

Desde a escalada da violência no nordeste da Síria na semana passada, equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestaram assistência a 31.800 pessoas. Em Al-Hassakeh e Tal Tamer, o ACNUR distribuiu cobertores e outros itens essenciais de assistência a cerca de 20.250 pessoas em três campos de deslocados internos e a outras 11.550 pessoas que vivem em abrigos comunitários.

O ACNUR também enviou ajuda adicional, incluindo cobertores para 52.000 pessoas, lonas para 15.000 e lâmpadas solares para 20.000 pessoas em Qamishli. Através de parceiros de proteção, continua realizando avaliações em abrigos comunitários em Al-Hassakeh, Tal Tamer e Ar-Raqqa.

Muitas famílias recém-deslocadas se estabeleceram nas comunidades anfitriãs e suas necessidades também estão sendo avaliadas. Entre as necessidades imediatas de proteção identificadas estão a falta de documentação, uma vez que as pessoas saem de casa sem documentos e outros pertences. Famílias também foram separadas.

Em 11 de outubro de 2019. na Síria, mulher e criança sentam debaixo de caminhão enquanto população deslocada de Ras al-Ain chega a Tal Tamer, fugindo da violência. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

Operação militar turca no nordeste da Síria pode libertar membros do Estado Islâmico

A incursão militar turca em andamento no nordeste da Síria pode, involuntariamente, levar à libertação de dezenas de pessoas associadas ao grupo terrorista Estado Islâmico, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guterres pediu uma redução imediata dos combates, que deixaram muitas vítimas civis e deslocaram até 160 mil pessoas em menos de uma semana.

“Ele também observa com séria preocupação o fato de que as operações militares atuais possam levar à libertação não intencional de indivíduos associados ao Estado Islâmico, com todas as conseqüências que isso pode acarretar”, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (14) por seu porta-voz.

Crianças refugiadas rohingya no campo de refugiados de Balukhali, no distrito de Cox's Bazaar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Brian Sokol

ACNUR lista 5 ações que ajudam a garantir futuro melhor para crianças refugiadas

Metade dos refugiados do mundo são crianças. Muitas passam a infância inteira longe de casa, às vezes separadas de suas famílias. Em situações de crise e deslocamento, correm o risco de se tornarem vítimas de várias formas de abuso, violência, exploração, tráfico ou recrutamento militar.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha para garantir que crianças, adolescentes e jovens sejam protegidos e que seus direitos sejam assegurados.

O premiê etíope, Abiy Ahmed, fala durante fórum sobre liberdade de imprensa em Addis Ababa. Foto: UNESCO/Vintage Pixels

Secretário-geral da ONU elogia escolha de premiê etíope para Nobel da Paz

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta sexta-feira (11) a escolha do premiê etíope, Abiy Ahmed, como vencedor do prêmio Nobel da Paz por seus esforços para resolver duas décadas de conflito com a Eritreia.

“Eu afirmei muitas vezes que ventos de esperança estão soprando cada vez mais fortemente em toda a África. O primeiro-ministro Abiy Ahmed é uma das principais razões para isso”, afirmou o chefe da ONU, em comunicado.

Criança caminha no campo de Al Hol, nordeste da Síria. O campo abriga mais de 70 mil pessoas, das quais mais de 90% são mulheres e crianças. Foto: OCHA/Hedinn Halldorsson

Civis ‘não podem ser um alvo’, diz ACNUR após escalada militar no norte da Síria

O aumento das operações militares no nordeste da Síria obrigou dezenas de milhares de civis a procurar abrigo, disse a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) nesta quinta-feira (10), um dia depois de a Turquia ter lançado ataques aéreos e uma ofensiva terrestre na fronteira entre os dois países.

A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também manifestou preocupação com os últimos desenvolvimentos no país devastado pela guerra, decorrentes da decisão anunciada no domingo (6) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as tropas norte-americanas da região.

Fábio Porchat conduz bate-papo com refugiados transmitido ao vivo pelo Facebook

Na próxima segunda-feira (14), às 17 horas, os atores Fábio Porchat e Kaysar Dadour participam de um bate-papo sobre refúgio promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e transmitido ao vivo pela página do @ACNURPortugues no Facebook.

Também participarão da conversa Prudence Kalambay, modelo, atriz e ativista congolesa; Yilmary de Perdomo, terapeuta ocupacional na Venezuela que se transformou em empreendedora no Brasil; e Miguel Pachioni, assessor de Informação Pública do ACNUR Brasil. O bate-papo, que tem o apoio do Facebook e de Porchat, faz parte da campanha #GenteDaGente e tem o objetivo de desmistificar estereótipos sobre os refugiados.

Amina trabalha em sua máquina de costura no campo de refugiados de Domiz, no Iraque. Foto: ACNUR/Rasheed Hussein Rasheed

Costureira síria cultiva clientela fiel em campo de refugiados no Iraque

A síria Amina trabalha em uma oficina no meio de um grande campo de refugiados na região do Curdistão do Iraque. Ela usa pedaços de tecidos coloridos, que são pendurados nas paredes e prateleiras empilhadas, para fazer roupas sob medida para seus clientes.

Os negócios podem estar crescendo agora, mas quando Amina começou a trabalhar como costureira, era uma questão de sobrevivência. A mulher de 39 anos morava com o marido e seus sete filhos na capital síria, Damasco, quando sua vida foi virada de cabeça para baixo a partir do início do conflito, em 2011. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Guterres alerta que ONU pode ficar sem dinheiro até o fim do mês

As Nações Unidas estão enfrentando uma grave escassez de recursos e, a menos que mais governos paguem suas contribuições anuais, “nosso trabalho e nossas reformas estão em risco”, disse o chefe da ONU, António Guterres, aos Estados-membros nesta terça-feira (8).

De acordo com seu porta-voz, o secretário-geral disse ter comunicado os Estados-membros “sobre a pior crise de caixa que a ONU enfrenta em quase uma década”. “A Organização corre o risco de esgotar suas reservas de liquidez até o final do mês e deixar de pagar funcionários e fornecedores.”

Gêmeos de nove meses, junto com sua mãe e dois irmãos, fugiram da violência no vilarejo de Susa, no nordeste da Síria. Foto: UNICEF/Hasen

Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com situação no nordeste da Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou nesta terça-feira (8) “grande preocupação” com as recentes declarações políticas a respeito da situação no nordeste da Síria, após o anúncio dos Estados Unidos no início da semana de que retirará tropas da área próxima à fronteira com a Turquia.

Guterres pediu a todas as partes que exercitem o máximo de contenção, segundo comunicado divulgado por seu porta-voz. Ele enfatizou sua preocupação com os riscos que possíveis ações militares na região possam ter para civis, após anúncio no Twitter feito no domingo (6) pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU detalha impactos e oportunidades ambientais da resposta humanitária em Roraima

A ONU Meio Ambiente atua em Roraima, estado brasileiro que recebe alto fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, analisando os impactos e oportunidades ambientais relacionados à resposta humanitária no estado.

Segundo Dan Stothart, oficial regional de assuntos humanitários da ONU Meio Ambiente, os impactos estão ligados à forma como a provisão de alimentos e abrigo afeta o meio ambiente, como na geração de resíduos.

Já as oportunidades referem-se à chegada crescente de venezuelanos indígenas, por exemplo. “Podemos ajudar a integrá-los às comunidades venezuelanas brasileiras apoiando a agricultura local, a segurança alimentar e a gestão ambiental, como meio de facilitar a transição.” Leia a entrevista completa.

O alto-comissário reforçou o apoio do ACNUR ao México na abordagem das causas dos movimentos de migração e refugiados da América Central. Foto: ACNUR

Em visita ao México, alto-comissário da ONU pede mais apoio à resposta aos refugiados

Durante visita de quatro dias ao México, o alto-comissário da ONU para refugiados, Fillipo Grandi, reuniu-se com refugiados e requerentes de refúgio no norte e sul do país.

Na ocasião, eles falaram sobre atos de violência, abuso e perseguição promovidos por quadrilhas criminosas que os forçaram a abandonar seus países de origem.

“O México enfrenta desafios e preocupações crescentes como resultado de mudanças nas políticas dos Estados Unidos, que levaram a um aumento significativo no número de indivíduos que decidem solicitar asilo no México, colocando uma pressão adicional a um sistema de asilo já sobrecarregado”, explicou Grandi.

Ogrismar Del Valle (19) chegou ao Brasil em 24 de setembro, acompanhada da filha Glorismar (2) e de seu companheiro. Foto: UNICEF | Inaê Brandão.

Venezuelana warao conta que veio para o Brasil salvar a vida da filha

Ogrismar Del Valle, de 19 anos, viu a comunidade indígena em que vivia desde que nasceu, na Venezuela, esvaziar. Viu amigos, familiares, colegas, todos seguirem pelo curso do rio Delta Amacuro, fugindo da fome e das necessidades que se instalaram no local que abrigava parte da população warao de seu país de origem.

No fim de setembro, ela chegou ao Brasil com a filha de dois anos e o companheiro. Encontraram refúgio na ocupação Ka’ubanoko (que significa “meu lar” na língua Warao), localizada em Boa Vista, Roraima.

Lá, Ogrismar participou de evento realizado pela organização Médicos Sem Fronteiras com apoio da equipe técnica de Saúde & Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em Roraima. Ela recebeu materiais de higiene, comida e roupas, e sua filha, Glorismar Del Valle, passou por uma avaliação nutricional, recebeu remédio antiparasitário e atualizou a carteira de vacinação.

Australiana é nova alta-comissária assistente do ACNUR para proteção internacional

A australiana Gillian Triggs assumiu na segunda-feira (30), em Genebra, o cargo de alta-comissária assistente de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Triggs, que até recentemente era professora emérita e vice-reitora da Universidade de Melbourne e presidente da Comissão Australiana de Direitos Humanos, sucede Volker Türk no cargo — que deixou o ACNUR em julho para assumir o posto de secretário-geral adjunto de coordenação estratégica na sede da ONU, em Nova Iorque.

Família síria de Idlib chegou recentemente a Lesbos, na Grécia, abrigando-se em um olival localizado perto do centro de recepção de Moria, em 23 de setembro de 2019. Foto: ACNUR/Gordon Welters

ONU pede que Grécia acelere processos de refúgio em meio à crise em abrigos

Um aumento do número de refugiados que chegam aos centros de recepção das ilhas gregas deve piorar a situação em instalações já “perigosamente superlotadas”, disse a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) nesta terça-feira (1).

Em um pedido para que os requerentes de refúgio sejam transferidos urgentemente para o continente pelo governo central de Atenas, o ACNUR informou que as chegadas por mar em setembro subiram para mais de 10 mil — o nível mensal mais alto desde 2016.

O comunicado foi publicado após um incêndio no domingo (29) em um contêiner que servia de abrigo no centro de recepção Moria, em Lesbos, no qual uma mulher morreu, provocando protestos violentos.

Vanis é natural da cidade venezuelana de Carupano. Atualmente, ela vive em Brasília com a filha Luanna, nascida no Brasil. Foto: ACNUR | Alan Azevedo.

Refugiada venezuelana tenta reconstruir vida em Brasília com filha recém-nascida

O cenário de instabilidade em seu país tornou a vida da venezuelana Vanis e de sua família cada vez mais difícil. “Tudo era muito caro. O que eu ganhava não cobria as despesas básicas como aluguel, alimentação e coisas de que precisamos para viver. Não consegui manter minha filha na escola”, relatou.

Hoje, ela tenta reconstruir sua vida em Brasília (DF) com o filho Alejandro, de 20 anos, e a recém-nascida Luanna. Também espera algum dia conseguir trazer ao país a filha mais velha, de 18 anos, que ficou na Venezuela.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) atua na emergência humanitária no Norte do país e ajuda pessoas como Vanis a conseguir abrigo, proteção e atendimentos psicossociais.

Ministra Damares visitou o Espaço Amigável do UNFPA em Paracaima, Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Espaço Amigável, do UNFPA, recebe visita de comitiva do governo federal

Como parte da agenda em Roraima, a ministra do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, visitou o Posto de Triagem da Operação Acolhida em Pacaraima.

Durante a passagem, ela conheceu o Espaço Amigável do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) onde se encontravam 19 mulheres gestantes que participavam de uma sessão informativa sobre saúde sexual e reprodutiva.

A comitiva contou também com a presença do governador do estado de Roraima, Antônio Denarium e do prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato.

Abraham Bidal é refugiado sul-sudanês em Uganda. Foto: ACNUR | Michele Sibiloni.

Conheça oito refugiados que estão lutando pelo planeta

Mesmo longe de casa, esses refugiados fazem sua parte para combater as mudanças climáticas.

Assim como as lideranças e ativistas que participaram da Conferência do Clima 2019 da ONU, em Nova Iorque, muitos refugiados já se conscientizaram de que não é preciso ser um chefe de estado para entrar nessa luta.

Conheça a história de oito deles, que estão tomando ações concretas para combater os efeitos adversos das mudanças climáticas nos países que os receberam.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, abre os debates da 74a Assembleia Geralda ONU - Foto: Cia Pak/ONU

Em discurso, António Guterres lembra que diversidade é uma riqueza e não uma ameaça

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu nesta terça-feira (24), em Nova Iorque, o debate de alto nível da Assembleia Geral afirmando que a diversidade é uma riqueza e não uma ameaça e defendendo o multilateralismo.

Os 193 Estados-membros da ONU participarão em sessões presididas pelo diplomata nigeriano Tijjani Muhammad-Bande. A 74ª sessão terá como prioridades paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão. As reuniões também darão ênfase aos direitos humanos e à paridade de gênero.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).