Sírios deslocados, que deixaram suas casas na cidade fronteiriça de Ras al-Ain, recebem ajuda humanitária em 12 de outubro de 2019 na cidade de Tal Tamr, interior da província de Hasakeh, nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Delil Souleiman

Agência da ONU para Refugiados amplia ajuda no nordeste da Síria

Desde a escalada da violência no nordeste da Síria na semana passada, equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestaram assistência a 31.800 pessoas. Em Al-Hassakeh e Tal Tamer, o ACNUR distribuiu cobertores e outros itens essenciais de assistência a cerca de 20.250 pessoas em três campos de deslocados internos e a outras 11.550 pessoas que vivem em abrigos comunitários.

O ACNUR também enviou ajuda adicional, incluindo cobertores para 52.000 pessoas, lonas para 15.000 e lâmpadas solares para 20.000 pessoas em Qamishli. Através de parceiros de proteção, continua realizando avaliações em abrigos comunitários em Al-Hassakeh, Tal Tamer e Ar-Raqqa.

Muitas famílias recém-deslocadas se estabeleceram nas comunidades anfitriãs e suas necessidades também estão sendo avaliadas. Entre as necessidades imediatas de proteção identificadas estão a falta de documentação, uma vez que as pessoas saem de casa sem documentos e outros pertences. Famílias também foram separadas.

Em 11 de outubro de 2019. na Síria, mulher e criança sentam debaixo de caminhão enquanto população deslocada de Ras al-Ain chega a Tal Tamer, fugindo da violência. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

Operação militar turca no nordeste da Síria pode libertar membros do Estado Islâmico

A incursão militar turca em andamento no nordeste da Síria pode, involuntariamente, levar à libertação de dezenas de pessoas associadas ao grupo terrorista Estado Islâmico, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guterres pediu uma redução imediata dos combates, que deixaram muitas vítimas civis e deslocaram até 160 mil pessoas em menos de uma semana.

“Ele também observa com séria preocupação o fato de que as operações militares atuais possam levar à libertação não intencional de indivíduos associados ao Estado Islâmico, com todas as conseqüências que isso pode acarretar”, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (14) por seu porta-voz.

Crianças refugiadas rohingya no campo de refugiados de Balukhali, no distrito de Cox's Bazaar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Brian Sokol

ACNUR lista 5 ações que ajudam a garantir futuro melhor para crianças refugiadas

Metade dos refugiados do mundo são crianças. Muitas passam a infância inteira longe de casa, às vezes separadas de suas famílias. Em situações de crise e deslocamento, correm o risco de se tornarem vítimas de várias formas de abuso, violência, exploração, tráfico ou recrutamento militar.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha para garantir que crianças, adolescentes e jovens sejam protegidos e que seus direitos sejam assegurados.

O premiê etíope, Abiy Ahmed, fala durante fórum sobre liberdade de imprensa em Addis Ababa. Foto: UNESCO/Vintage Pixels

Secretário-geral da ONU elogia escolha de premiê etíope para Nobel da Paz

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta sexta-feira (11) a escolha do premiê etíope, Abiy Ahmed, como vencedor do prêmio Nobel da Paz por seus esforços para resolver duas décadas de conflito com a Eritreia.

“Eu afirmei muitas vezes que ventos de esperança estão soprando cada vez mais fortemente em toda a África. O primeiro-ministro Abiy Ahmed é uma das principais razões para isso”, afirmou o chefe da ONU, em comunicado.

Criança caminha no campo de Al Hol, nordeste da Síria. O campo abriga mais de 70 mil pessoas, das quais mais de 90% são mulheres e crianças. Foto: OCHA/Hedinn Halldorsson

Civis ‘não podem ser um alvo’, diz ACNUR após escalada militar no norte da Síria

O aumento das operações militares no nordeste da Síria obrigou dezenas de milhares de civis a procurar abrigo, disse a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) nesta quinta-feira (10), um dia depois de a Turquia ter lançado ataques aéreos e uma ofensiva terrestre na fronteira entre os dois países.

A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também manifestou preocupação com os últimos desenvolvimentos no país devastado pela guerra, decorrentes da decisão anunciada no domingo (6) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as tropas norte-americanas da região.

Fábio Porchat conduz bate-papo com refugiados transmitido ao vivo pelo Facebook

Na próxima segunda-feira (14), às 17 horas, os atores Fábio Porchat e Kaysar Dadour participam de um bate-papo sobre refúgio promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e transmitido ao vivo pela página do @ACNURPortugues no Facebook.

Também participarão da conversa Prudence Kalambay, modelo, atriz e ativista congolesa; Yilmary de Perdomo, terapeuta ocupacional na Venezuela que se transformou em empreendedora no Brasil; e Miguel Pachioni, assessor de Informação Pública do ACNUR Brasil. O bate-papo, que tem o apoio do Facebook e de Porchat, faz parte da campanha #GenteDaGente e tem o objetivo de desmistificar estereótipos sobre os refugiados.

Amina trabalha em sua máquina de costura no campo de refugiados de Domiz, no Iraque. Foto: ACNUR/Rasheed Hussein Rasheed

Costureira síria cultiva clientela fiel em campo de refugiados no Iraque

A síria Amina trabalha em uma oficina no meio de um grande campo de refugiados na região do Curdistão do Iraque. Ela usa pedaços de tecidos coloridos, que são pendurados nas paredes e prateleiras empilhadas, para fazer roupas sob medida para seus clientes.

Os negócios podem estar crescendo agora, mas quando Amina começou a trabalhar como costureira, era uma questão de sobrevivência. A mulher de 39 anos morava com o marido e seus sete filhos na capital síria, Damasco, quando sua vida foi virada de cabeça para baixo a partir do início do conflito, em 2011. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Guterres alerta que ONU pode ficar sem dinheiro até o fim do mês

As Nações Unidas estão enfrentando uma grave escassez de recursos e, a menos que mais governos paguem suas contribuições anuais, “nosso trabalho e nossas reformas estão em risco”, disse o chefe da ONU, António Guterres, aos Estados-membros nesta terça-feira (8).

De acordo com seu porta-voz, o secretário-geral disse ter comunicado os Estados-membros “sobre a pior crise de caixa que a ONU enfrenta em quase uma década”. “A Organização corre o risco de esgotar suas reservas de liquidez até o final do mês e deixar de pagar funcionários e fornecedores.”

Gêmeos de nove meses, junto com sua mãe e dois irmãos, fugiram da violência no vilarejo de Susa, no nordeste da Síria. Foto: UNICEF/Hasen

Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com situação no nordeste da Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou nesta terça-feira (8) “grande preocupação” com as recentes declarações políticas a respeito da situação no nordeste da Síria, após o anúncio dos Estados Unidos no início da semana de que retirará tropas da área próxima à fronteira com a Turquia.

Guterres pediu a todas as partes que exercitem o máximo de contenção, segundo comunicado divulgado por seu porta-voz. Ele enfatizou sua preocupação com os riscos que possíveis ações militares na região possam ter para civis, após anúncio no Twitter feito no domingo (6) pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU detalha impactos e oportunidades ambientais da resposta humanitária em Roraima

A ONU Meio Ambiente atua em Roraima, estado brasileiro que recebe alto fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, analisando os impactos e oportunidades ambientais relacionados à resposta humanitária no estado.

Segundo Dan Stothart, oficial regional de assuntos humanitários da ONU Meio Ambiente, os impactos estão ligados à forma como a provisão de alimentos e abrigo afeta o meio ambiente, como na geração de resíduos.

Já as oportunidades referem-se à chegada crescente de venezuelanos indígenas, por exemplo. “Podemos ajudar a integrá-los às comunidades venezuelanas brasileiras apoiando a agricultura local, a segurança alimentar e a gestão ambiental, como meio de facilitar a transição.” Leia a entrevista completa.

O alto-comissário reforçou o apoio do ACNUR ao México na abordagem das causas dos movimentos de migração e refugiados da América Central. Foto: ACNUR

Em visita ao México, alto-comissário da ONU pede mais apoio à resposta aos refugiados

Durante visita de quatro dias ao México, o alto-comissário da ONU para refugiados, Fillipo Grandi, reuniu-se com refugiados e requerentes de refúgio no norte e sul do país.

Na ocasião, eles falaram sobre atos de violência, abuso e perseguição promovidos por quadrilhas criminosas que os forçaram a abandonar seus países de origem.

“O México enfrenta desafios e preocupações crescentes como resultado de mudanças nas políticas dos Estados Unidos, que levaram a um aumento significativo no número de indivíduos que decidem solicitar asilo no México, colocando uma pressão adicional a um sistema de asilo já sobrecarregado”, explicou Grandi.

Ogrismar Del Valle (19) chegou ao Brasil em 24 de setembro, acompanhada da filha Glorismar (2) e de seu companheiro. Foto: UNICEF | Inaê Brandão.

Venezuelana warao conta que veio para o Brasil salvar a vida da filha

Ogrismar Del Valle, de 19 anos, viu a comunidade indígena em que vivia desde que nasceu, na Venezuela, esvaziar. Viu amigos, familiares, colegas, todos seguirem pelo curso do rio Delta Amacuro, fugindo da fome e das necessidades que se instalaram no local que abrigava parte da população warao de seu país de origem.

No fim de setembro, ela chegou ao Brasil com a filha de dois anos e o companheiro. Encontraram refúgio na ocupação Ka’ubanoko (que significa “meu lar” na língua Warao), localizada em Boa Vista, Roraima.

Lá, Ogrismar participou de evento realizado pela organização Médicos Sem Fronteiras com apoio da equipe técnica de Saúde & Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em Roraima. Ela recebeu materiais de higiene, comida e roupas, e sua filha, Glorismar Del Valle, passou por uma avaliação nutricional, recebeu remédio antiparasitário e atualizou a carteira de vacinação.

Australiana é nova alta-comissária assistente do ACNUR para proteção internacional

A australiana Gillian Triggs assumiu na segunda-feira (30), em Genebra, o cargo de alta-comissária assistente de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Triggs, que até recentemente era professora emérita e vice-reitora da Universidade de Melbourne e presidente da Comissão Australiana de Direitos Humanos, sucede Volker Türk no cargo — que deixou o ACNUR em julho para assumir o posto de secretário-geral adjunto de coordenação estratégica na sede da ONU, em Nova Iorque.

Família síria de Idlib chegou recentemente a Lesbos, na Grécia, abrigando-se em um olival localizado perto do centro de recepção de Moria, em 23 de setembro de 2019. Foto: ACNUR/Gordon Welters

ONU pede que Grécia acelere processos de refúgio em meio à crise em abrigos

Um aumento do número de refugiados que chegam aos centros de recepção das ilhas gregas deve piorar a situação em instalações já “perigosamente superlotadas”, disse a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) nesta terça-feira (1).

Em um pedido para que os requerentes de refúgio sejam transferidos urgentemente para o continente pelo governo central de Atenas, o ACNUR informou que as chegadas por mar em setembro subiram para mais de 10 mil — o nível mensal mais alto desde 2016.

O comunicado foi publicado após um incêndio no domingo (29) em um contêiner que servia de abrigo no centro de recepção Moria, em Lesbos, no qual uma mulher morreu, provocando protestos violentos.

Vanis é natural da cidade venezuelana de Carupano. Atualmente, ela vive em Brasília com a filha Luanna, nascida no Brasil. Foto: ACNUR | Alan Azevedo.

Refugiada venezuelana tenta reconstruir vida em Brasília com filha recém-nascida

O cenário de instabilidade em seu país tornou a vida da venezuelana Vanis e de sua família cada vez mais difícil. “Tudo era muito caro. O que eu ganhava não cobria as despesas básicas como aluguel, alimentação e coisas de que precisamos para viver. Não consegui manter minha filha na escola”, relatou.

Hoje, ela tenta reconstruir sua vida em Brasília (DF) com o filho Alejandro, de 20 anos, e a recém-nascida Luanna. Também espera algum dia conseguir trazer ao país a filha mais velha, de 18 anos, que ficou na Venezuela.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) atua na emergência humanitária no Norte do país e ajuda pessoas como Vanis a conseguir abrigo, proteção e atendimentos psicossociais.

Ministra Damares visitou o Espaço Amigável do UNFPA em Paracaima, Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Espaço Amigável, do UNFPA, recebe visita de comitiva do governo federal

Como parte da agenda em Roraima, a ministra do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, visitou o Posto de Triagem da Operação Acolhida em Pacaraima.

Durante a passagem, ela conheceu o Espaço Amigável do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) onde se encontravam 19 mulheres gestantes que participavam de uma sessão informativa sobre saúde sexual e reprodutiva.

A comitiva contou também com a presença do governador do estado de Roraima, Antônio Denarium e do prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato.

Abraham Bidal é refugiado sul-sudanês em Uganda. Foto: ACNUR | Michele Sibiloni.

Conheça oito refugiados que estão lutando pelo planeta

Mesmo longe de casa, esses refugiados fazem sua parte para combater as mudanças climáticas.

Assim como as lideranças e ativistas que participaram da Conferência do Clima 2019 da ONU, em Nova Iorque, muitos refugiados já se conscientizaram de que não é preciso ser um chefe de estado para entrar nessa luta.

Conheça a história de oito deles, que estão tomando ações concretas para combater os efeitos adversos das mudanças climáticas nos países que os receberam.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, abre os debates da 74a Assembleia Geralda ONU - Foto: Cia Pak/ONU

Em discurso, António Guterres lembra que diversidade é uma riqueza e não uma ameaça

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu nesta terça-feira (24), em Nova Iorque, o debate de alto nível da Assembleia Geral afirmando que a diversidade é uma riqueza e não uma ameaça e defendendo o multilateralismo.

Os 193 Estados-membros da ONU participarão em sessões presididas pelo diplomata nigeriano Tijjani Muhammad-Bande. A 74ª sessão terá como prioridades paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão. As reuniões também darão ênfase aos direitos humanos e à paridade de gênero.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O secretário-geral da ONU visita o assentamento de Mandruzi, em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Ação coletiva é única maneira de enfrentar desafios globais, diz Guterres

Os desafios globais de nosso tempo demandam soluções globais, e devemos demonstrar continuamente os méritos da cooperação multilateral, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (23), ao lançar o relatório anual de 2019 das Nações Unidas.

O relatório de 120 páginas documenta o progresso da Organização no ano passado no que se refere a desenvolvimento sustentável, paz e segurança; desenvolvimento da África, direitos humanos, assistência humanitária, direito internacional, desarmamento e prevenção ao crime, juntamente à luta contra o terrorismo.

Em espanhol, Esperanza significa ‘fé’. Depois que Esperanza recebeu a apoio financeiro e as aulas de culinária da ONU Mulheres em Boa Vista, ela espera um futuro melhor para sua família. Foto: ONU Mulheres | Felipe Abreu.

ONU Mulheres auxilia resposta humanitária em Roraima

Atuando na resposta humanitária em Roraima, a ONU Mulheres, com financiamento do Fundo Central da ONU de Resposta de Emergência, ofereceu diversos serviços e treinamentos para mulheres refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio em Boa Vista, entre novembro de 2018 e março de 2019.

O trabalho da agência teve como foco ajudar a população que se encontra em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, com problemas de saúde e deficiências, com um familiar doente ou em risco de exploração sexual e/ou tráfico.

Uma das mulheres alcançadas foi Briggitte Jimenez, venezuelana de 49 anos. Jimenez chegou a Boa Vista em fevereiro de 2019, depois que o programa de saúde público venezuelano cortou a oferta de tratamento contra o câncer no país. Seu filho de 17 anos tinha câncer no estômago. Ela deixou seus três outros filhos na Venezuela na esperança de salvar o mais velho.

Novo escritório do UNFPA em Manaus funciona dentro da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Fundo de População da ONU leva ações de assistência humanitária a Manaus

A partir de setembro de 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) passa a operar em Manaus, no Amazonas, ampliando o apoio à Operação Acolhida na assistência à população refugiada e migrante, majoritariamente da Venezuela, que chega ao Brasil pela região norte.

O UNFPA Brasil atua desde agosto de 2017 no estado vizinho, Roraima, liderando a prevenção e a resposta à violência de gênero, além de assessor a gestão local na oferta e no acesso aos serviços de saúde materna, parto seguro e planejamento da vida reprodutiva.

A ideia é levar para o novo posto de trabalho atendimentos em assistência humanitária, apoiando conjuntamente o governo do Amazonas, o município de Manaus e atores da sociedade civil da cidade.

Prince-Bonheur e Gothier são primos e melhores amigos. Costumavam ser inseparáveis, até que um conflito em seu país os obrigou a trilhar caminhos opostos. Foto: ACNUR.

Separados por um conflito, primos centro-africanos anseiam por estudar juntos novamente

Gothier e Prince-Bonheur cresceram juntos, mas um conflito os separou; enquanto Gothier pôde retornar ao seu país e aos seus estudos, com o auxílio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Prince permanece no exílio – e fora da escola.

“Eu sei que preciso de educação. A escola é o meu futuro. A vida sem escola não é vida”, pontuou Prince.

À medida que mais centro-africanos retornam do exílio, o país precisará de dinheiro para construir e expandir escolas, treinar mais professores e fornecer materiais de aprendizado adicionais, avalia o ACNUR.

Quando o conflito armado começou no Iêmen, em 2015, o país já era considerado um dos mais pobres do mundo. Foto: PMA/Reem Nada

UNICEF: 29 milhões de bebês nasceram em áreas de conflito em 2018

Mais de 29 milhões de bebês nasceram em áreas afetadas por conflitos armados em 2018, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta sexta-feira (20). A violência armada em países como Afeganistão, Iêmen, Síria, Somália e Sudão do Sul significou que, durante o ano passado, ao menos um em cada cinco bebês em todo o mundo passou seus primeiros momentos em comunidades afetadas por conflitos, muitas vezes em ambientes profundamente inseguros e altamente estressantes.

“Todos os pais e mães deveriam poder valorizar os primeiros momentos do seu bebê, mas, para milhões de famílias que vivem em meio a conflito, a realidade é muito mais sombria”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF.

Quando crianças pequenas experimentam eventos adversos e traumáticos prolongados ou repetidos, o sistema de gerenciamento de estresse do cérebro é ativado sem pausas, causando “estresse tóxico”. Com o tempo, as substâncias químicas do estresse quebram as conexões neurais existentes e inibem a formação de novas, levando a consequências duradouras para o aprendizado, o comportamento e a saúde física e mental das crianças.

O refugiado sírio Fahed participa de aulas no Ouzai Center, uma escola informal em uma favela do sul de Beirute. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

Amizades são uma ponte para crianças refugiadas estudarem, aponta ACNUR

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a ONG Centro Sem Fronteiras oferece chances para crianças refugiadas sírias retomarem os estudos em Beirute, Líbano.

“A educação é uma salvação para todos nós, mas especialmente para os jovens no momento certo”, apontou a co-fundadora do projeto, Lina Lina Attar Ajami.

A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para retirar crianças sírias que vivem no Líbano do trabalho infantil, inserindo-as na escola.

A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Com apoio da ONU, venezuelana recebe informações sobre cuidados de pré-natal

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica. Leia o relato completo.

Magdali e seus filhos, felizes em solo brasileiro. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, Espaço Amigável acolhe, escuta e encaminha mulheres venezuelanas a serviços públicos

Em 2018, Magdali Bronn e sua família iniciaram uma luta para ter acesso a serviços de saúde na Venezuela. Os empecilhos, no entanto, foram muitos. Seu marido faleceu de malária no fim de 2018, e sua filha mais nova contraiu otite aguda, que agora precisa ser operada.

Magdali chegou ao Brasil em 14 fevereiro de 2019, quando se celebra, na Venezuela, o Dia do Amor e da Amizade. “Fui recebida pelas pessoas do UNFPA no Espaço Amigável, que me trataram muito bem. Expliquei minha situação e da minha filha, e soube que a operação dela seria possível aqui”, contou.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) dá apoio a mulheres que chegam em situação de extrema vulnerabilidade ao Brasil, oferecendo um espaço de escuta sensível nos ‘Espaços Amigáveis’, em Roraima.

Aline Maccari, 42, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública do ACNUR em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR | Santiago Escobar-Jaramillo.

‘Aqui se chora de tristeza e de alegria no mesmo dia’, diz funcionária do ACNUR em Boa Vista

Aline Maccari, de 42 anos, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Boa Vista (RR). Seu trabalho é oferecer informação e suporte para a mídia acerca da situação dos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil, garantindo que este cenário e estas pessoas sejam registrados de forma responsável e justa.

Ela compartilhou com a agência momentos marcantes de sua experiência e os principais desafios e alegrias do dia a dia em uma emergência humanitária.

“A parte mais gratificante sem dúvida é perceber que parte do meu trabalho ajudou alguém a melhorar sua vida, minimizar seu sofrimento ou criar empatia com o público. Além disso, o mundo precisa saber da resposta exemplar que estamos oferecendo aos refugiados no Brasil”, contou Maccari. Leia mais na entrevista.

Exposição do UNICEF em Nova Iorque mostra impactos do deslocamento forçado nas crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Fundação World Press Photo inauguraram na semana passada (11) em Nova Iorque uma exposição de fotografias sobre os desafios enfrentados pelas crianças obrigadas a deixar suas casas e seus países em busca de proteção ou melhores condições de vida.

As fotografias – muitas das quais receberam ampla atenção global e estimularam o debate sobre questões relacionadas à migração – foram selecionadas a partir de imagens premiadas nos concursos da World Press Photo realizados entre 2016 e 2019.

Menino olha ruínas de escola destruída em junho de 2015 em Saada, no Iêmen. Foto: UNOCHA

Guterres pede ‘contenção máxima’ após ataques contra refinarias na Arábia Saudita

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu no domingo (15) “contenção máxima” após uma onda de ataques de drones reivindicados por rebeldes iemenitas houthis contra duas instalações de processamento de petróleo baseadas na Arábia Saudita.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Guterres disse “condenar os ataques de sábado às instalações de petróleo da Aramco na província oriental da Arábia Saudita reivindicados pelos houthis”.

Ele também pediu para todas as partes em conflito “exercerem restrição máxima, evitarem qualquer escalada em meio a tensões elevadas e cumprirem o Direito internacional humanitário”.

Diariamente, cerca de 250 refugiados e migrantes venezuelanos têm a possibilidade de ligar gratuitamente para seus familiares. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR apoia serviço de ligações gratuitas oferecido a venezuelanos em Roraima e Amazonas

Desde abril de 2018, a Operação Telefonia Humanitária é parte da resposta emergencial para os refugiados e migrantes venezuelanos que chegam aos estados de Roraima e Amazônia, e conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e suporte financeiro da União Europeia.

Entre janeiro e agosto deste ano, a Télécoms Sans Frontières (TSF), primeira ONG focada em resposta de emergência através da tecnologia, registrou mais de 55.000 ligações entre o norte do Brasil e várias regiões da Venezuela.

Diariamente, nas cidades de Boa Vista, Pacaraima e Manaus, em torno de 250 refugiados e migrantes atendidos pelo projeto têm a possibilidade de falar com familiares e quem precisou deixar para trás.

Nas regiões atingidas pela seca na Somália, famílias estão abandonando suas casas e se deslocando para cidades ou territórios onde chegam as assistências. Foto: Eropean Union - Anouk Delafortrie.

Somália tem pior colheita desde 2011; 2 milhões de pessoas estão sob risco de fome

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou no início de setembro (3) que a colheita de cereais deste ano na Somália é a pior desde 2011. A organização atribui este resultado a padrões climáticos instáveis, ou “choques do clima”.

A comunidade humanitária internacional e o governo somali lançaram conjuntamente um “Plano de Resposta à Seca” que cobrirá o período de junho a dezembro de 2019.

Apesar disso, os 487 milhões de dólares recebidos até o momento representam menos da metade do que se avalia como o necessário.

1º Mutirão da Saúde em Ka'ubanoko, ocupação de refugiados e migrantes venezuelanos indígenas e não indígenas, em Roraima. Foto: UNFPA | Yareidy Perdomo.

UNFPA apoia venezuelanos indígenas no processo de integração ao território brasileiro

Agências da ONU têm realizado diversas atividades para ampliar o nível de informação e acesso daqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade social em Roraima.

Ka’ubanoko, que significa “meu lar” na língua Warao, é uma ocupação que conta com mais de 600 pessoas indígenas e não indígenas vindas da Venezuela.

O local sediou o 1º Mutirão da Saúde – atividade que reuniu comunidade local, agências das Nações Unidas, instituições públicas e outras organizações para tratar de cuidados médicos e sanitários, além de outros eventos e rodas de conversa sobre direitos, liderança e resiliência comunitária.

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram nesta terça-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. Foto: UNICEF

ONU e parceiro fornecem ajuda humanitária a milhares de deslocados no sudeste da Síria

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram na quarta-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. A comida foi distribuída a todos os civis no campo, e suprimentos nutricionais foram fornecidos para as crianças.

A distribuição foi a segunda fase de uma extensa operação cujo objetivo é aliviar o sofrimento de milhares de pessoas que ficam presas na fronteira entre a Síria e a Jordânia há anos. A primeira fase foi uma missão preparatória, em agosto de 2019, para avaliar as necessidades prioritárias da população de Rukban e identificar civis que desejam e buscam apoio para deixar a área.

Em 8 de setembro de 2017, foi inaugurada na sede da ONU, em Nova Iorque, uma instalação com mochilas do UNICEF para lembrar a morte de crianças durante conflitos armados e pedir ação de líderes mundiais. Foto: UNICEF

Instalação do UNICEF em NY mostra escala dos assassinatos de crianças em conflitos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou no domingo (8) na sede da ONU, em Nova Iorque, uma instalação que mostra a escala devastadora dos assassinatos de crianças em zonas de conflito durante o ano de 2018.

A exposição apresenta 3.758 mochilas em fileiras que lembram um cemitério, cada uma representando a perda de uma criança por conta de conflitos armados. De acordo com relatório recente, mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em zonas de conflito no ano passado – o número mais alto desde que as Nações Unidas começaram a monitorar e denunciar essa grave violação.

A instalação, que fica exposta até esta terça-feira (10), é uma mensagem para que líderes mundiais atuem, em um momento em que crianças de muitas partes do mundo retornam às aulas. Também ocorre às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Para responder à situação da Venezuela, a ONU Brasil prevê um investimento de 146 milhões de dólares. Desse total, 53% foram arrecadados por meio de doações de países como Estados Unidos, Japão, Brasil e da União Europeia. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e sociedade civil lançam plataforma de dados sobre venezuelanos no Brasil

A Plataforma R4V (Resposta a Venezuelanos) apresenta página brasileira que traz a público os dados mais recentes sobre o fluxo de venezuelanos e venezuelanas no país, como o número de refugiados, refugiadas e migrantes, solicitações de refúgio e venezuelanos com visto de residência.

Também é possível acessar documentos, relatórios de monitoramento, fichas informativas e notas de orientação sobre o contexto brasileiro, além de ter acesso às notícias mais recentes da ONU Brasil sobre o assunto. Os dados utilizados são validados e fornecidos pelo governo federal e por ONGs parceiras.

O evento ocorreu no âmbito da iniciativa Red Calle, que congrega os países participantes para sensibilizar instituições públicas e a sociedade civil sobre a realidade das pessoas em situação de rua. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira

ONU participa de evento em Brasília sobre pessoas em situação de rua e migração

Seminário internacional realizado em Brasília (DF) na segunda-feira (9) reuniu representantes de Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Costa Rica para troca de experiências sobre sistemas de monitoramento e atendimento a pessoas em situação de rua e migração.

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, participou da mesa de abertura, assim como os ministros Osmar Terra, do Ministério da Cidadania, e Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O trabalho conjunto da ONU Brasil com o governo brasileiro na resposta à crise humanitária na Venezuela foi destaque.

Gift, de 14 anos, fugiu da guerra que estava devastando sua terra natal, o Sudão do Sul, um conflito que acabou com a vida de seu pai. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiado do Sudão do Sul luta para manter estudos na República Democrática do Congo

O adolescente sul-sudanês Gift, de 14 anos, teve o melhor desempenho entre os estudantes de sua classe no assentamento de Biringi, na República Democrática do Congo (RDC), nos últimos três anos. Mas isso pode não ser suficiente para mantê-lo estudando. Gift está em seu último ano da escola primária, enquanto as vagas na escola secundária são poucas e em lugares distantes. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).