Maikel José Yepez, de 23 anos, trabalha como monitor no Espaço Amigo da Criança que o UNICEF mantém em Roraima para atender crianças em situação de rua. Foto: UNICEF/João Laet

Monitor do UNICEF relata atendimento a crianças venezuelanas que chegam a Roraima

Era manhã quando um menino venezuelano de 7 anos chegou sozinho à Rodoviária Internacional de Boa Vista (RR). Ele havia pegado carona da Venezuela até o Brasil e desembarcado na capital roraimense com sintomas de malária.

Ao chegar à rodoviária – um dos principais pontos de informação para refugiados e migrantes em Boa Vista –, encontrou ajuda no Espaço Amigo da Criança, montado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela organização Visão Mundial.

“Graças a Deus não aconteceu nada, porque, se esse menino chega aqui e não entra no espaço, ele estaria nas ruas correndo muitos riscos”, contou o venezuelano Maikel José Yepez, de 23 anos, monitor do espaço responsável pelo atendimento das crianças. Leia o relato completo.

Doryit e seus dois filhos vivem em abrigo da Operação Acolhida, em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Venezuelana cria rede de apoio para proteção de mulheres em abrigos de Roraima

Doryit é uma mulher venezuelana de 41 anos formada em contabilidade e administração de empresas, mãe de dois meninos de 10 e 11 anos. Chegou ao Brasil em junho de 2018 com seu marido e filhos, em busca de abrigo e acesso a serviços básicos.

A venezuelana trouxe consigo grande capacidade de mobilização e ativismo que, com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mantém viva em solo brasileiro. Ela criou um grupo em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR), com o objetivo de estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres que compartilham o mesmos espaços.

Prestes a serem interiorizados, venezuelanos recebem o cartão com assistência financeira fornecido pelo ACNUR em parceria com o Social Bank. Foto: ACNUR/Aline Maccari

Cartão Apoio do ACNUR ajuda integração de refugiados no Brasil

Após dois anos vivendo em Boa Vista (RR), o venezuelano Mateus, de 38 anos, conseguiu trabalho em Fortaleza (CE) por meio do programa de interiorização voluntária da Operação Acolhida, resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada pelo governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil. E até receber o primeiro salário na sua nova cidade de moradia, ele poderá cobrir despesas imediatas com um apoio adicional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Por meio de um inovador programa de proteção social, Mateus e sua família receberam o cartão Apoio ACNUR, uma espécie de cartão pré-pago com o qual é possível fazer diferentes tipos de pagamentos ou sacar dinheiro para cobrir despesas básicas, como aluguel, alimentação e transporte.

Carla é uma personagem fictícia que retrata a trajetória de milhares de mulheres migrantes e refugiadas. Foto: Reprodução

Fundo de População da ONU cria animação sobre direitos de migrantes venezuelanas

Carla é uma jovem mulher venezuelana migrante que chegou sozinha ao Brasil como consequência do deslocamento forçado e passou por diversas situações de risco ao longo de sua trajetória, as quais são retratadas em uma animação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A personagem fictícia representa uma das milhares de mulheres que sofrem diferentes tipos de violência no seu processo de deslocamento. Assista ao vídeo feito pela agência da ONU.

A brasileira Tainanda Oliveira, de 26 anos, trabalha há dois anos na região Norte do Brasil com os venezuelanos que chegam a Boa Vista e Pacaraima (RR). Foto: ACNUR

Trabalhadora humanitária fala sobre experiência de apoiar venezuelanos em Roraima

A brasileira Tainanda Oliveira, de 26 anos, trabalha há dois na região Norte do Brasil com os venezuelanos que chegam a Boa Vista e Pacaraima (RR). Ela sentiu necessidade de ajudar os refugiados e migrantes ao ver tantas pessoas chegando ao país em busca de apoio.

“É fundamental mostrar que eles podem começar uma nova vida aqui. E que todos têm direito a regularização migratória, podem obter documentos, como refúgio, CPF, Carteira de trabalho e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde)”, disse. Leia a entrevista completa feita pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Chefe de agência da ONU pede apoio internacional para ajuda a venezuelanos no Brasil

O alto-comissário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, concluiu uma visita de quatro dias ao Brasil com um apelo urgente por maior engajamento internacional, inclusive por instituições financeiras e agentes de desenvolvimento, nas comunidades que abrigam refugiados e migrantes venezuelanos.

“A solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela tem sido exemplar. Mas o impacto sobre as comunidades anfitriãs em estados como Roraima e Amazonas tem sido avassalador”, disse Grandi, durante visita a Brasília (DF) no domingo (18).

Voluntária atende refugiados em centro de saúde em campo de Cox's Bazar em Bangladesh. Foto: UNICEF/Brown

Dia Mundial presta tributo a mulheres que trabalham com ajuda humanitária no mundo

A atuação das trabalhadoras humanitárias faz uma enorme diferença para as vidas de milhões de mulheres, homens e crianças em necessidade urgente, disse o chefe da ONU em sua mensagem para o Dia Mundial Humanitário, lembrado nesta segunda-feira (19).

Marcando o décimo aniversário do dia oficial, a ONU está homenageando a contribuição de dezenas de milhares de trabalhadoras humanitárias que fornecem suporte para salvar vidas de pessoas vulneráveis ​​em meio a crises em alguns dos lugares mais perigosos do mundo.

O dia é lembrado todos os anos em 19 de agosto de 2003, quando a sede da ONU em Bagdá foi alvo de um ataque com caminhão-bomba que matou 22 pessoas, incluindo o brasileiro Sergio Vieira de Mello, o então principal representante das Nações Unidas no Iraque.

Ann Encontre visita o assentamento de refugiados Mulongwe, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/ Georgina Goodwin

Representante regional do ACNUR fala sobre seu trabalho com ajuda humanitária

Ann Encontre é a atual representante regional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Kinshasa, na República Democrática do Congo. Ann fez uma corajosa mudança profissional — trocou o Direito corporativo e passou a trabalhar com a proteção de refugiados. Há 23 anos, integra a equipe do ACNUR, tendo trabalhado em Serra Leoa, Chade, Sudão do Sul e Suíça.

“Como profissional de ajuda humanitária feminina, vi como as mulheres são julgadas de maneira diferente quando trabalham em zonas de guerra ou em lugares onde não podem levar seus filhos. Invariavelmente, você encontra funcionários da própria organização que te perguntam: ‘Você está sozinha? Onde está sua família? O seu marido deixou você vir aqui sozinha?’. Eu enfrentei essas perguntas o tempo todo sobre minhas responsabilidades como mãe”. Leia a entrevista completa.

Centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima (RR) identifica e emite documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU Mulheres e organizações parceiras prestaram apoio humanitário a 235 mil pessoas em 2018

A ONU Mulheres e suas organizações parcerias estiveram presentes em 33 países para o desenvolvimento de ações humanitárias e atividades de redução de risco e recuperação de desastres. Cerca de 235 mil mulheres e meninas e 89 mil homens e meninos foram atendidos. Do total de mulheres, 61,5 mil receberam apoio para subsistência e 35,2 mil foram beneficiadas com programas de liderança em contextos de crise.

O Brasil é parte desta resposta com ações humanitárias, a exemplo do apoio prestado a refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), em todo o mundo, 132 milhões de pessoas precisaram de assistência humanitária devido a conflitos, repressões e desastres naturais. Metade desse grupo é representado por meninas e mulheres que diariamente enfrentam discriminação e violência.

Seminário realizado em Esteio contou com público de mais de 200 pessoas. Foto: Prefeitura de Esteio/Luciana Abdur

Eventos no RS discutem acolhimento de refugiados e migrantes

Com cerca de 270 participantes, o Seminário de Engajamento Humanitário e Atendimento a Migrantes e Refugiados, realizado na semana passada (7), na cidade de Esteio (RS), proporcionou um dia de reflexão e debate sobre temas que envolvem a realidade dos refugiados e o reassentamento dessa população.

O evento foi promovido pela Prefeitura de Esteio, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE), e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Esteio é uma cidade que hoje serve como referência ao se falar de interiorização de venezuelanos – o município já recebeu mais de duzentos refugiados e migrantes da Venezuela.

Mais de 1 milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da violência política, das altas taxas de criminalidade e da falta de produtos básicos. Muitos, como a família da imagem, buscaram abrigo na Praça Simon Bolívar, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Chefe de agência da ONU para refugiados elogia solidariedade do Chile com venezuelanos

Durante visita ao Chile, a primeira de um alto-comissário da ONU para refugiados, Felippo Grandi elogiou a solidariedade e a hospitalidade do povo do país ao receber venezuelanos em momento de necessidade, lembrando o fato de a Venezuela já ter recebido refugiados chilenos no passado.

“Também reconheço os esforços que o Chile e as comunidades locais fizeram para acolher, documentar e integrar os refugiados e migrantes venezuelanos e de outras nacionalidades. É importante continuar e intensificar esses esforços para que essas pessoas possam viver de maneira digna e contribuir para a economia e a sociedade do Chile”, declarou Grandi.

Acnayeli (centro), de 9 anos, fugiu da violência na Venezuela e vive agora com sua mãe e irmã em Cúcuta, na Colômbia (abril de 2019). Foto: UNICEF/Arcos

Agência humanitária da ONU lança novo plano de resposta à crise venezuelana

A agência humanitária das Nações Unidas lançou nesta quarta-feira (14) um novo plano de resposta que pretende ajudar cerca de 2,6 milhões de venezuelanos até o fim do ano, quase a metade deles, jovens.

Lembrando que o plano “só representa um número limitado de pessoas em necessidade”, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que são necessários 223 milhões de dólares de doadores para atingir esse objetivo.

Duante sua visita à ponte internacional Simon Bolivar, o chefe do ACNUR, Filippo Grandi, conheceu Yinaica Quintero e sua filha Shaina, de 9 meses. Elas cruzaram a fronteira da Colômbia para acessar os serviços de saúde. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

Chefe de agência da ONU para refugiados inicia visita ao Brasil nesta quinta-feira (15)

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, inicia nesta quinta-feira (15) uma visita ao Brasil para conhecer de perto a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos que têm sido forçados a deixar seu país devido à piora da situação política e socioeconômica, de direitos humanos e da ordem pública.

Grandi iniciará sua visita por Brasília, onde se reunirá com autoridades nacionais, organizações da sociedade civil e do Sistema ONU, além de doadores e famílias venezuelanas vivendo no Distrito Federal.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos. Foto: UNFPA

UNFPA leva informação a refugiados e migrantes em Roraima que viajarão a outras partes do país

Em uma sala lotada, 60 pessoas refugiadas e migrantes que em breve deixarão Roraima participaram na sexta-feira (2) de mais uma sessão informativa pré-interiorização promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Boa Vista.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos, e tem o objetivo levar refugiados e migrantes a outras cidades, onde possam encontrar mais oportunidades.

O UNFPA atua, nesta etapa, levando informação sobre direitos e serviços que podem ser encontrados na cidade de destino, tendo como foco a promoção da saúde reprodutiva e dos direitos humanos, a prevenção e resposta à violência de gênero e a resiliência comunitária.

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

ONU alerta para crescente atividade de Al Qaeda e Estado Islâmico no Iêmen

Movimentos armados afiliados aos grupos terroristas Al-Qaeda e Estado Islâmico teriam intensificado suas atividades no Iêmen nas últimas semanas, disse nesta terça-feira (6) a porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, lembrando “preocupantes acontecimentos” que afetaram seriamente a vida de civis iemenitas nos últimos dez dias.

Em comunicado, a porta-voz afirmou que, durante esse período, o escritório verificou que 19 civis foram mortos e 42 ficaram feridos nos distritos de Taiz, Sa’ada e Aden. A maioria das mortes resultou de um ataque em um mercado da província de Sa’ada em 29 de julho, no qual 14 civis foram assassinados e 26 ficaram feridos.

Segundo a imprensa internacional, uma das consequências do conflito entre os rebeldes houthis e as forças pró-governo foi o reforço da presença dos grupos terroristas da Al-Qaeda e do Estado Islâmico no sul do Iêmen, onde os extremistas reivindicaram dezenas de atentados nos últimos anos.

A cada manhã, centenas de meninos e meninas atravessam a fronteira da Venezuela para embarcar em ônibus rumo a Cúcuta, na Colômbia. Foto: UNICEF/Arcos

Colômbia: OIM elogia concessão de nacionalidade a crianças venezuelanas nascidas no país

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) elogiou a decisão tomada pela Colômbia na segunda-feira (5) de conceder nacionalidade a mais de 24 mil bebês venezuelanos que nasceram no país, após seus pais atravessarem a fronteira.

“Esta resolução é uma contribuição para uma migração segura e regular, a qual esperamos que facilite o reconhecimento dos direitos fundamentais de crianças venezuelanas, além de contribuir para integração delas na sociedade”, disse Ana Durán Salvatierra, chefe de Missão da OIM na Colômbia, nesta terça-feira (6).

De acordo com a imprensa internacional, a medida irá garantir um caminho para que estas crianças obtenham passaportes colombianos, até agosto de 2021, facilitando acesso a serviços de saúde e educação. A medida também previne uma crise de apatridia dentro do país.

Crianças em campo de deslocados internos em Damaturu, Nigéria. Foto: OCHA/Otto Bakano

Crise na Nigéria completa 10 anos; ONU pede apoio a milhões de pessoas vulneráveis

Dez anos após o início de uma violenta insurgência no nordeste da Nigéria levar o país a uma crise humanitária que “ainda está longe do fim”, as Nações Unidas e parceiros destacaram a necessidade de “redobrar esforços coletivos” para ajudar populações mais vulneráveis.

Ao longo da última década, o conflito deixou mais de 27 mil civis mortos e devastou comunidades, vilarejos e cidades nos três estados mais afetados.

Hoje, a crise humanitária continua sendo uma das mais severas do mundo. Mais de 7 milhões de pessoas precisam de ajuda e 1,8 milhão tiveram que deixar suas casas – a maioria mulheres e crianças.

Em 6 de dezembro de 2018, em uma creche apoiada pelo UNICEF em Beni, no leste da República Democrática do Congo, Kavira Langa Jemima, sobrevivente do ebola, dá banho em seu filho de 6 meses em tratamento para o vírus. Foto: UNICEF/Hubbard

Surto de ebola completa um ano na RD Congo; ONU pede intensificação da resposta global

Oficiais de agências das Nações Unidas pediram nesta quinta-feira (1º) uma resposta global mais intensa e investimentos de doadores para combater o surto de ebola na República Democrática do Congo, que completou um ano. Há duas semanas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma emergência internacional de saúde pública.

No total, houve mais de 2,6 mil casos confirmados, incluindo mais de 1,8 mil mortes em partes das províncias de Ituri e Kivu do Norte. Um em cada três casos envolvia crianças.

“Um novo caso da doença foi confirmado ontem em Goma, com o paciente morrendo posteriormente – o segundo caso confirmado neste mês na cidade de cerca de 1 milhão de habitantes”, disseram os oficiais das Nações Unidas. “Este caso mais recente em um centro populacional tão denso destaca o risco muito real de maior transmissão da doença, talvez além das fronteiras do país, e a necessidade de uma resposta global intensificada”.

Equipe do UNFPA tem forte atuação em saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil

Jovens que trabalham com assistência humanitária em Roraima contam suas experiências

Na resposta humanitária ao fluxo de venezuelanos em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem desenvolvido ações em Boa Vista, capital do estado, e em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. O objetivo é garantir direitos em saúde sexual e reprodutiva, prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Entre o time de profissionais do UNFPA no local, estão os assistentes de campo, jovens com a missão de garantir que as pessoas refugiadas e migrantes possam ter uma resposta qualificada e sensível às suas demandas e necessidades de proteção.

Os assistentes de campo atuam ativamente contribuindo para o trabalho de assistência humanitária, tanto na mobilização comunitária quanto nos processos de escuta e referenciamento para a rede de proteção. Leia depoimentos desses profissionais.

Na segunda fase do processo de interiorização, 233 venezuelanos vivendo em Boa Vista foram levados a São Paulo e Manaus. Foto: ACNUR

ACNUR e Pacto Global promovem fórum sobre integração laboral de refugiados em Manaus

Com o objetivo de alinhar desenvolvimento econômico sustentável ao crescimento da população venezuelana que vive na capital amazonense, aconteceu o primeiro Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes de Manaus na manhã da última sexta-feira (26). De acordo com dados da Polícia Federal, Manaus é a terceira cidade do país que mais recebe pessoas venezuelanos no Brasil.

O fórum, que teve sua primeira edição em Curitiba (PR), é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Rede Brasil do Pacto Global que chegou em Manaus para esclarecer dúvidas sobre contratação de refugiados, bem como estabelecer novas metas e fluxos de trabalho no contexto da emergência incorporando cada vez mais o setor privado como um aliado na integração local.

Médico clínico, o frei Leonardo Gonzales realiza exame de ultrassonografia em gestante venezuelana moradora em um abrigo de Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Jornada de Saúde atende em Boa Vista brasileiros e venezuelanos em situação vulnerabilidade

Os olhos da gestante Lucylde, de 17 anos, permaneciam fixos no monitor da ultrassonografia enquanto via pela primeira vez a imagem de seu bebê na 39ª semana de gestação. “É uma menina!”, exclamou emocionada a jovem. “Me senti muito feliz por ver minha filha. É muito difícil ter acesso a médicos da cidade, mas agora pude conhecer a minha neném”, conta a mãe, ao sair de uma consulta pré-natal promovida pelo Serviço Jesuíta para Refugiados e Migrantes (SJRM), em Boa Vista (RR). Venezuelana de Anzoátegui, ela vive no Brasil há seis meses.

Lucylde está entre refugiados e migrantes venezuelanos atendidos no SJMR por meio do projeto Jornada da Saúde, que aconteceu entre os dias 8 e 16 de julho em diferentes pontos da cidade de Boa Vista. O projeto também atendeu brasileiros em situação de vulnerabilidade. O relato é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Ideeya Jimcaale, de 17 anos, em sua casa em um campo para pessoas internamente deslocadas na praia de Bossaso, Puntland, Somália (2018). Foto: UNICEF/Karel Prinsloo

Apesar de progressos, Somália precisa de apoio da comunidade internacional

Ainda há muito a ser feito na Somália em torno da situação política, econômica, social e de direitos humanos, apesar de “progressos consideráveis” nos últimos seis anos, afirmou nesta quinta-feira (25) um especialista das Nações Unidas, pedindo ajuda à comunidade internacional.

“Insto a comunidade internacional e o governo federal da Somália a responderem aos efeitos negativos da mudança climática sobre a população e garantirem acesso a direitos humanos básicos, como água, serviços de saúde e educação para todas as crianças, especialmente meninas”, disse o especialista independente Bahame Tom Nyanduga, ao fim de uma visita de 12 dias ao país.

Barco que transportava refugiados e migrantes à deriva no mar Mediterrâneo pouco antes de ser resgatada pela Marinha italiana em 2014. Foto: Marinha italiana

ONU: cerca de 100 refugiados e migrantes estão desaparecidos após naufrágio no Mediterrâneo

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta quinta-feira (25) que em torno de cem refugiados e migrantes estão desaparecidos, após um naufrágio no Mediterrâneo.

A embarcação que levava cerca de 250 passageiros deixou a Líbia, mas apresentou uma falha nos motores e virou perto da costa da cidade de Khums. Segundo a OIM, 145 pessoas conseguiram se salvar e retornar ao litoral líbio.

Em dezembro de 2018, crianças sírias preparam-se para o inverno em campo de refugiados em Ersal, no leste do Líbano, perto da fronteira com a Síria. Eles recebem suprimentos emergenciais do UNICEF, incluindo kits com agasalhos e roupas de inverno para ajudar a mantê-los aquecidos durante toda a estação. Foto: UNICEF

Parcerias e inovação ajudam UNICEF a apoiar crianças em 150 países

Em 2018, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) adquiriu 3,5 bilhões de dólares em bens e serviços para ajudar crianças em 150 países a ter uma vida melhor. Vacinas, roupas, medicamentos, kits de educação e livros escolares são alguns dos bens e serviços que as ajudaram a combater doenças, aprender e crescer – especialmente em países afetados por emergências e conflitos.

“O apoio de governos, empresas, doadores e parceiros locais tem sido inestimável para nos permitir alcançar milhões de crianças o mais rápido possível”, disse Etleva Kadilli, diretora da Divisão de Suprimentos do UNICEF em Copenhague. “No entanto, as necessidades continuam imensas. O financiamento sustentável e de longo prazo deve continuar sendo uma prioridade para atender às necessidades das crianças em situações cada vez mais complexas”.

Demolição de casas de beduínos palestinos, por autoridades israelenses, na já vulnerável comunidade de Abu Nwar, na Área C, perto de Jerusalém Oriental, na Cisjordânia. Foto: UNRWA

Chefe política da ONU alerta para ‘paralisia’ em negociações no conflito Israel-Palestina

A “perigosa paralisia” que prevalece no conflito israelense-palestino está impulsionando extremismo e exacerbando tensões, levando à “perda de esperança” de que a paz um dia possa ser alcançada através de negociações, disse a chefe de Assuntos Políticos das Nações Unidas na terça-feira (23) ao Conselho de Segurança.

Rosemary Dicarlo disse que o desejo internacional de uma solução de dois Estados, com ambos os países vivendo lado a lado de forma segura, não é uma causa perdida. Mas, para solucionar todas as questões finais que dividem israelenses e palestinos, é preciso “liderança, vontade política e determinação para alcançar progresso tangível, apesar das dificuldades”.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em parceria com UNFPA, Exército da Salvação cria espaço para refugiados em Boa Vista

“Cada Vida Uma História” é o nome dado ao primeiro espaço de encontro que permitirá às pessoas que transitam pela Rodoviária Internacional de Boa Vista ter um momento para compartilhar suas experiências nos processos migratórios, por meio da escrita e da conversa. A atividade acontece dentro do espaço seguro que o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) abriu em junho, em parceria com as Forças Armadas, no âmbito da Operação Acolhida.

Atualmente, as áreas de apoio da Rodoviária Internacional de Boa Vista contam com uma estrutura que permite aos migrantes que chegam à cidade em condições de vulnerabilidade ter acesso a diferentes serviços oferecidos por agências da ONU — UNFPA, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) — e pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, entre outros.

Menino tenta atravessar rio em Bangladesh após chuvas. Ele coleta garrafas plásticas lançadas no rio para vendê-las à reciclagem, em julho de 2019. Foto: UNICEF/Thomas Nybo

UNICEF: enchentes e deslizamentos matam 90 crianças em Nepal, Índia e Bangladesh

Chuvas fortes, enchentes intensas e deslizamentos em Nepal, Índia e Bangladesh mataram ao menos 93 crianças e colocaram as vidas de milhões em risco, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Estimativas revelam que mais de 12 milhões de pessoas foram afetadas até agora, e a expectativa é de que esse número deve aumentar.

Danos em estradas, pontes e ferrovias tornaram muitas áreas inacessíveis e crianças estão em necessidade urgente de água limpa, itens de higiene, alimentos e espaços seguros em abrigos.

O UNICEF está trabalhado em coordenação com governos e parceiros humanitários dos três países para aumentar a resposta às crianças e famílias afetadas.

Migrantes e refugiados desembarcam de navio no porto de Benghazi, na Líbia. Foto: OIM/Nicole Tung

ONU elogia compromisso de países da UE com reassentamento de refugiados

Os chefes das duas agências das Nações Unidas para refugiados e migrantes pediram o fim de “detenções arbitrárias” na Líbia, após um acordo nesta terça-feira (23) entre países da União Europeia. O acordo tem o objetivo de fornecer um porto seguro aos refugiados e migrantes que viajam pelo Mediterrâneo, através de um novo mecanismo de reassentamento.

“A violência em Trípoli nas últimas semanas tornou a situação mais desesperadora do que nunca, e há necessidade de ações críticas”, destacaram António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), e Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Embora detalhes específicos não tenham sido divulgados, agências de notícias relataram que 14 países da UE chegaram a um acordo provisório para alocar refugiados e migrantes de forma mais igualitária dentro do bloco.

Menina palestina na Cisjordânia. A jovem e sua família foram forçadas a abandonar o local onde moravam duas vezes ao longo de 2018. Imagem de arquivo. Foto: UNRWA/Lara Jonasdottir

Demolição de casas palestinas por Israel viola direito humanitário internacional, diz ONU

Três dirigentes das Nações Unidas afirmaram que a demolição por autoridades israelenses de prédios residenciais na comunidade palestina de Sur Bahir, na Cisjordânia, constitui uma violação do direito humanitário internacional.

Na manhã desta segunda-feira (22), quando ainda estava escuro, centenas de soldados israelenses participaram de uma operação para expropriar moradores e destruir suas casas no vilarejo.

Agências da ONU apoiam centros de saúde no maior campo de refugiados do mundo

Em um barraco com telhado de plástico no maior assentamento de refugiados do mundo, em Bangladesh, a rohingya Rajuma entrou em trabalho de parto. Por volta das 23 horas, sua dor se tornou intensa demais para suportar. Mas, felizmente, a ajuda estava próxima.

Seu marido Mohammed Aiiyub correu pelo labirinto de becos e a levou a um centro de atenção básica perto de Kutupalong, no sudeste do país, onde médicos e enfermeiros forneceram o cuidado e a confiança necessários para lidar com um parto complicado.

A unidade de saúde que atendeu Rajuma é apoiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Menina síria refugiada é atendida em centro de saúde para refugiados apoiado pelo ACNUR no Egito. Foto: ACNUR/Scott Nelson

ONU e parceiros financiam atendimento médico para mais de 10 milhões de refugiados

Em meio aos níveis recordes de deslocamento forçado no mundo, cerca de 10,5 milhões de refugiados receberam tratamento médico em programas de saúde pública financiados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros no ano passado, de acordo com dados do Relatório Anual de Saúde Pública Global do ACNUR, publicado na semana passada (18).

“Com a maioria dos refugiados (84%) abrigada em regiões em desenvolvimento, onde serviços básicos estão sobrecarregados, sistemas nacionais de saúde precisam de maior apoio para garantir que refugiados e comunidades anfitriãs possam ter acesso a atendimentos de saúde essenciais que salvam vidas”, disse o alto-comissário assistente de operações do ACNUR, George Okoth-Obbo.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Pesquisa aponta riscos enfrentados por venezuelanos em deslocamento

Uma pesquisa sobre venezuelanos que deixaram seu país revelou que metade (50,2%) das famílias entrevistadas enfrentaram ou continuam enfrentando riscos específicos durante suas jornadas por conta de fatores como idade, gênero, saúde e outras necessidades. Há também aqueles que precisaram tomar drásticas decisões para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil ou prostituição.

Estes fatores estão entre as descobertas da pesquisa publicada nesta sexta-feira (19) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os resultados estão baseados em 7.846 entrevistas conduzidas em diversos países da América Latina e Caribe de janeiro a junho de 2019, nas quais pessoas eram perguntadas sobre suas experiências.

Os dois jovens se apoiam mutuamente no enfrentamento ao HIV. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Fundo de População da ONU atende venezuelanos vivendo com HIV em Roraima

O venezuelano Misael González, um indígena de 29 anos do povo Pemón Taurepang, havia acabado de conseguir um emprego em uma padaria na Venezuela quando descobriu que vivia com HIV. Tomado por uma mistura de choque e medo do estigma e do preconceito, decidiu deixar a família e cruzar a fronteira com o Brasil em busca de tratamento.

Um médico do programa Mais Médicos que conhecia o mandato do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) o encaminhou ao Espaço Amigável. Lá, ele foi uma das pessoas vivendo com HIV acolhidas pelo Fundo em Roraima, desde o início de 2019. Em junho, foram 13 atendimentos realizados pela equipe da agência da ONU.