Com formulários em mãos, refugiados sul-sudaneses recentemente chegados exigem ser registrados em centro de recepção no distrito de Arua, norte de Uganda. Foto: ACNUR/Jiro Ose

ONU apela por US$1,4 bilhão para 1,8 milhão de refugiados que fugiram do Sudão do Sul

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) pediram no início dessa semana (15) aos doadores internacionais que aumentem o apoio financeiro para ajudar mais de 1,8 milhão de refugiados que fugiram do conflito em curso no Sudão do Sul. Até o momento, apenas 14% do orçamento de 1,4 bilhão de dólares solicitados para sul-sudaneses fugindo da guerra foi financiado.

Imagem: UNICEF

UNICEF: 300 mil crianças refugiadas e migrantes viajaram desacompanhadas em 2015-2016

Em novo relatório, o Fundo das Nações para a Infância (UNICEF) aponta que o número global de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas atingiu um recorde, aumentando quase cinco vezes desde 2010,

Nos últimos dois anos, 200 mil crianças pediram refúgio, sozinhas, em 80 países. Segundo o UNICEF, no mesmo período, 100 mil menores desacompanhados foram presos na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Também no biênio 2015-2016, 170 mil adolescentes, meninos e meninas solicitaram asilo na Europa sem a companhia dos pais ou outros responsáveis.

Refugiados sírios aguardam ônibus para a Turquia na tentativa de fugir de confrontos próximos à cidade de Cobani. Foto: ACNUR / I. Prickett

Crimes de guerra continuam ocorrendo na Síria, alerta presidente de comissão da ONU

Enquanto não há solução para o conflito sírio, crimes de guerra continuam a ser perpetuados no país, disse o presidente da Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre a Síria, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio).

Em março, relatório da comissão concluiu que tanto o governo sírio como os grupos armados de oposição cometeram crimes de guerra na batalha por Alepo durante o ano passado. Outra investigação recente também apontou o uso de gás sarin em um ataque ocorrido no início de abril no país.

Cerca de 19 milhões de pessoas precisam de assistência no Iêmen, sendo que mais da metade depende da ajuda para sobreviver. Foto: Giles Clarke/OCHA

Ataque contra cidade e porto no Iêmen pode comprometer capacidade humanitária, alerta OIM

“Caso o ataque aconteça, a expectativa é que, no mínimo, cerca de 400 mil pessoas fujam da cidade [de Al Hudaydah], aumentando a situação já desesperadora de mais de 2 milhões de pessoas deslocadas e suas comunidades de acolhimento afetadas pelo conflito”, alertou o diretor de operações e emergências da Organização Internacional para as Migrações, Mohammed Abdiker. Cerca de 19 milhões de pessoas precisam de assistência no país, sendo que mais da metade depende da ajuda para sobreviver.

Migrantes e refugiados resgatados no Mediterrâneo aguardam desembarque em Pozzalo, na Itália. Foto: ACNUR/F. Malavolta

Mais de 43 mil refugiados e migrantes já cruzaram o Mediterrâneo em 2017, diz ACNUR

Desde a última sexta-feira (5), 6 mil refugiados e migrantes chegaram à Itália pelo Mediterrâneo. O contingente elevou para mais de 43 mil o número total de pessoas que já se arriscaram pelo mar em 2017 para aportar em solo europeu.

Os dados foram divulgados pelo alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, que alertou no último domingo (7) para as mortes e desaparecimentos, registrados desde o início do ano, de mais de 1,1 mil indivíduos durante a travessia.

A refugiada síria e ativista pela educação, Muzoon Almellehan, visita

Conflitos armados deixam 25 milhões de crianças fora da escola, diz UNICEF

Em 22 países, conflitos armados e violência deixam mais de 25 milhões de crianças de seis a 15 anos fora da escola. O número equivale a 22% do total de jovens nesta faixa etária. É o que revela um novo levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado na terça-feira (25). Segundo a agência da ONU, meninas são desproporcionalmente afetadas pelo abandono escolar motivado por guerras.

Hadiya, deslocada interna iemenita. Foto: ACNUR/Shabia Mantoo

Agência da ONU prevê mais deslocamentos com intensificação do conflito no Iêmen

Desde o início do ano, as hostilidades em Taiz, no Iêmen, já forçaram o deslocamento de quase 50 mil pessoas. Além dessas, 3 milhões já se deslocaram desde o início do conflito em 2015, das quais 2 milhões continuam deslocadas, e 1 milhão retornaram provisoriamente para casas em condições precárias.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) teme que recentes ofensivas militares nas regiões de Taiz e Al Hudaydah possam causar o deslocamento de mais de meio milhão de pessoas, tornando ainda mais grave a crise humanitária no país.

Castelo foi transformado em centro de recepção para refugiados. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

Vilarejo na França transforma castelo em centro de acolhimento para refugiados

Em novembro de 2015, o vilarejo de Pessat-Villeneuve, que tinha uma população de apenas 550 pessoas, decidiu abrir as portas de um antigo castelo sob responsabilidade da câmara municipal. Os ‘hóspedes’ são refugiados que estavam vivendo em Paris e em Calais. Desde então, o palácio se transformou no lar de 136 vítimas de deslocamento forçado que haviam deixado suas nações de origem para buscar segurança na Europa. Saiba o que aconteceu com os antigos e novos moradores da cidade.

Reyes (à direita) é diretor de uma cooperativa de pesca artesanal. Foto: Governo do Equador

Um ano após terremoto no Equador, agricultores retomam produção com apoio da ONU

Em 16 de abril de 2016, a província litorânea de Manabí, no Equador, era atingida pelo terremoto mais devastador dos últimos 70 anos do país. A catástrofe matou pouco mais de 660 pessoas e deixou 80 mil cidadãos sem casa e sem recursos para sobreviver. Produtores de alimentos apoiados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) estiveram na linha de frente da resposta à crise humanitária e receberam ajuda para reconstruir centros de produção e armazenamento.