Time do UNFPA em ação na comunidade indígena Sakaumotá, em março deste ano. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU completa um ano de atividades em Pacaraima

Há um ano, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) chegava a Pacaraima, município na fronteira do Brasil com a Venezuela, para integrar os serviços de ordenamento de fronteira da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal e das Forças Armadas para coordenar a resposta e atendimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam ao país.

Desde então, o UNFPA lidera as ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva e de prevenção da violência baseada em gênero no contexto de assistência humanitária. “É fundamental a atuação do Fundo de População neste cenário: para garantir que cada gestação seja desejada, cada parto seja seguro e cada pessoa jovem possa atingir o seu potencial, inclusive em situações de crises humanitárias”, disse o chefe do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

O terrível dilema vivenciado por Charity Arko – dar a seus filhos água suja ou nenhuma água – não deveria fazer parte da realidade de nenhuma mãe no mundo. Por isso, o UNICEF construiu um poço de água potável perto da casa de Charity, em Juba, capital do Sudão do Sul. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

VÍDEO: A escolha impossível de Charity no Sudão do Sul

O terrível dilema vivenciado por Charity Arko – dar a seus filhos água suja ou nenhuma água – não deveria fazer parte da realidade de nenhuma mãe no mundo. Por isso, o UNICEF construiu um poço de água potável perto da casa de Charity, em Juba, capital do Sudão do Sul.

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Migrante venezuelana na Colômbia. Cerca de 5 mil pessoas atravessaram a fronteira da Venezuela diariamente no último ano, de acordo com dados da ONU. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Na Venezuela, chefe de direitos humanos da ONU pede que governo liberte manifestantes presos

Falando ao final da primeira missão oficial à Venezuela de uma chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet pediu ao governo que liberte todos os manifestantes pacíficos detidos, e anunciou que uma equipe de seu escritório permanecerá em Caracas para monitorar a situação dos direitos humanos no país.

A alta-comissária da ONU chegou à Venezuela na quarta-feira (20) a convite do governo de Nicolás Maduro. Ela já havia manifestado profunda preocupação com a deterioração dramática do cenário no país em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra em março, no qual também mencionou a “contínua criminalização de protestos e dissidências pacíficas”.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ACNUR: 8 fatos sobre refugiados que você precisa conhecer

Em junho, a Agência da ONU para Refugiados lançou seu relatório anual Tendências Globais, que aponta um número recorde de pessoas forçadas a se deslocar no mundo. São 70,8 milhões de indivíduos que tiveram de abandonar suas casas por causa de conflitos armados, violência e perseguições.

Trata-se do maior contingente já verificado pelo organismo internacional nas quase sete décadas de sua existência — a instituição foi criada em 1950.

O ACNUR separou oito fatos sobre quem são e onde vivem essas pessoas forçadas a deixar tudo para trás:

“No Dia Mundial do Refugiado, os meus pensamentos estão com os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens – refugiados e deslocados internos – que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição. Este é um número surpreendente – o dobro do que era há 20 anos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem especial para a data (20 de junho).

‘Temos de restabelecer regime de proteção internacional’, diz chefe da ONU no Dia Mundial do Refugiado

“No Dia Mundial do Refugiado, os meus pensamentos estão com os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens – refugiados e deslocados internos – que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição. Este é um número surpreendente – o dobro do que era há 20 anos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem especial para a data (20 de junho).

A maioria dos deslocados à força veio de apenas alguns países: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália. Nos últimos 18 meses, outros milhões fugiram da Venezuela.

“Eu quero reconhecer a humanidade dos países que abrigam refugiados, mesmo quando eles enfrentem seus próprios desafios econômicos e preocupações de segurança. Devemos combinar sua hospitalidade com desenvolvimento e investimento. É lamentável que o exemplo deles não seja seguido por todos. Temos de restabelecer a integridade do regime de proteção internacional”, acrescentou.

Cerca de 400 famílias se abrigavam em acampamento improvisado no norte de Idlib, Síria, após fugirem da violência no sul da cidade no começo de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Síria: coordenador humanitário da ONU alerta para situação de crescente violência em Idlib

O coordenador humanitário das Nações Unidas, Mark Lowcock, alertou na terça-feira (18) o Conselho de Segurança sobre a crescente violência, destruição e disseminação do desespero entre moradores de Idlib, noroeste da Síria, onde pessoas estão presas em meio ao conflito armado. Ele afirmou que “um desastre humanitário está ocorrendo diante de nossos olhos”.

“Ao longo das últimas seis semanas, as hostilidades deixaram mais de 230 civis mortos, incluindo 69 mulheres e 81 crianças”, detalhou ao Conselho. “Centenas de pessoas ficaram feridas” e, desde 1º de maio, “estima-se que 330 mil pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas”. O número é quase o dobro do relatado no último briefing feito por Lowcock ao Conselho.

Para se distrair dos obstáculos que sua família enfrentava, Roberth aprendeu a fazer origami, a jogar xadrez e rúgbi. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Venezuelano de 17 anos retoma estudos e práticas esportivas no Brasil

O venezuelano Roberth Anzoategui, de 17 anos, jogava beisebol em uma academia de seu país e estava a dois meses de assinar um contrato profissional quando sua vida tomou rumos inesperados.

A casa onde ele morava com mãe, pai e dois irmãos foi alvo de um assalto à mão armada. A família teve todos os seus pertences roubados, foi ameaçada de morte e, para sobreviver, precisou fugir.

Quando chegou a Pacaraima (RR), cidade na fronteira entre Venezuela e Brasil, em outubro de 2018, o adolescente encontrou conforto no atendimento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A cada manhã, centenas de meninos e meninas atravessam a fronteira da Venezuela para entrar em ônibus que os levarão a uma escola em Cúcuta, na Colômbia. Abril de 2019. Foto: UNICEF/Arcos

Número recorde de venezuelanos chega ao Peru; ONU intensifica resposta

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) enviou equipes adicionais nesta semana à fronteira entre Peru e Equador para apoiar as autoridades, após um número sem precedentes de migrantes e refugiados venezuelanos – mais de 15 mil – entrarem no Peru esta semana.

Na sexta-feira (14), mais de 8 mil venezuelanos cruzaram a fronteira em Tumbes, o número mais alto já registrado em um único dia. Destes, 4.700 pediram refúgio no Peru, também um número sem precedentes em um único dia.

Maria e seu bebê no abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Arte, esporte e integração marcam Dia Mundial do Refugiado em Roraima e Amazonas

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros realizam nesta semana diversos eventos voltados para a população refugiada e sua integração no Brasil, no marco do Dia Mundial do Refugiado (celebrado em 20 de junho).

Nos estados de Roraima e Amazonas, as iniciativas incluem rodas de conversas, sessões de cinema e atividades esportivas.

As atividades ocorrerão em Boa Vista, Pacaraima e Manaus, cidades da região Norte que recebem grande parte do fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao Brasil.

Ao promover a integração desta população com a comunidade local, estas cidades demonstram sua capacidade de agregar quem foi forçado a deixar tudo para trás.

Martin Griffiths, enviado especial do secretário-geral da ONU para o Iêmen, durante entrevista coletiva na Suécia. Foto: Governo da Suécia/Ninni Andersson

Conselho de Segurança manifesta apoio a enviado para o Iêmen após críticas do governo

Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiram na segunda-feira (10) um comunicado expressando “total apoio” ao enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, após relatos de críticas feitas pelo governo iemenita contra ele.

Um frágil cessar-fogo tem sido amplamente mantido dentro e nos arredores da cidade portuária de Hodeida desde a assinatura do histórico Acordo de Estocolmo em dezembro do ano passado. O acordo foi o primeiro passo crucial para mediar uma paz duradoura entre rebeldes houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo.

O ator britânico e embaixador do UNICEF, Orlando Bloom, visitou Moçambique no final de maio. O país foi atingido recentemente pelos ciclones Idai e Kenneth. No total, 1,1 milhão de crianças continuam precisando de assistência humanitária urgente.

Embaixador do UNICEF, Orlando Bloom visita Moçambique; vídeo

O ator britânico e embaixador do UNICEF, Orlando Bloom, visitou Moçambique no final de maio. O país foi atingido recentemente pelos ciclones Idai e Kenneth. No total, 1,1 milhão de crianças continuam precisando de assistência humanitária urgente.

O ator viajou para a cidade da Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai, ocorrido em março deste ano. O desastre natural matou mais de 600 pessoas e destruiu 240 mil casas.

O UNICEF e outras agências das Nações Unidas estão apoiando as famílias afetadas a voltar para casa ou se mudar para locais mais seguros.

“São crianças e jovens com sonhos, querem estar na escola. Mas, devido aos ciclones, quase todos que conhecemos aqui perderam as salas de aula, os livros e documentos de identificação. Sem identidades, elas não são registradas, quase invisíveis e vulneráveis à exploração. É de partir o coração”, disse o ator.

Oficinas ocorrerão até agosto. Foto: UNFPA/Débora Rodrigues

Oficina em Roraima capacita mulheres sobre leis e políticas de combate à violência de gênero

A primeira oficina do projeto Promotoras Legais Populares ocorreu no Espaço Insikiran, em Boa Vista (RR), no sábado (8), e contou com a participação de 39 mulheres: 17 brasileiras, líderes ou membros de organizações da sociedade civil, e 22 venezuelanas refugiadas e migrantes que ocupam posição de liderança nos abrigos da Operação Acolhida.

A iniciativa, que capacitará essas mulheres até setembro com conceitos, leis e políticas públicas relacionadas à violência de gênero, é uma iniciativa de Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Núcleo de Mulheres de Roraima (NUMUR) e Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC).

Tenda do UNFPA na rodoviária atua como espaço seguro para receber refugiados e migrantes venezuelanos em situação de rua. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU inaugura tenda em Boa Vista para atender venezuelanos em situação de rua

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) abriu na sexta-feira (7) o primeiro Espaço Seguro na Rodoviária de Boa Vista (RR). No local, a equipe da ONU promoverá o atendimento de pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes que estão em situação de rua, realizando escutas de proteção e fornecendo insumos em saúde sexual e reprodutiva.

A tenda do UNFPA foi instalada em parceria com as Forças Armadas, no âmbito da Operação Acolhida, ação do governo federal que lidera a resposta de recepção brasileira às pessoas venezuelanas que chegam ao país.

Jacqueline recebeu um kit de higiene e outros itens básicos da equipe do UNFPA. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Fundo da ONU distribui kits de higiene e itens básicos a pessoas venezuelanas em Roraima

Quando entrou pela primeira vez no Espaço Amigável do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Boa Vista (RR), a venezuelana Jacqueline Pereira, de 41 anos, lamentou sua situação. Recém-chegada ao país, ela não tinha quase nenhuma roupa extra e vivia em situação de rua.

“Não estou acostumada a andar assim, suja”, explicou, chorando. Entregue pela equipe do UNFPA, um kit com artigos de higiene e outros itens básicos foi um alento imediato. Fez o rosto de Jacqueline se iluminar. “Tem até creme para pele e cabelo”, disse.

Adolescentes ouviram palestra de especialista do UNFPA. Foto: UNFPA

Venezuelanas participam de roda de conversa sobre saúde sexual e reprodutiva em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizou na semana passada uma roda de conversa sobre saúde sexual e reprodutiva com 40 jovens do BV-8, alojamento temporário da Operação Acolhida que abriga pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes que chegam a Pacaraima (RR).

O objetivo foi levar informação sobre métodos contraceptivos e a necessidade de prevenir Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e gestações precoces. A atividade foi feita em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Ministério da Cidadania.

Em Riohacha, na Colômbia, a enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie, encontra Ester Barboza, de 17 anos, que tem deficiência visual desde os 3 anos e fugiu da Venezuela por falta de atendimento médico. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Jolie visita acampamentos na fronteira entre Venezuela e Colômbia

Após as Nações Unidas anunciarem que 4 milhões de venezuelanos deixaram o país, a atriz norte-americana Angelina Jolie visitou acampamentos na fronteira entre Colômbia e Venezuela. No sábado (8), a enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu maior liderança, mais humanidade e mais apoio aos países que lidam com a crise.

“Esta é uma situação de vida ou morte para milhões de venezuelanos”, disse a enviada especial do ACNUR a jornalistas em entrevista coletiva em Maicao, na Colômbia. Ela realizou uma visita de dois dias e se encontrou com refugiados, migrantes e autoridades governamentais para avaliar o impacto humano do êxodo crescente.

No terraço da escola El Carmen, em Petare, nos arredores de Caracas, crianças encontram um espaço seguro para brincar. Nas ruas, atividades recreativas tornaram-se um risco por causa da crise venezuelana e os jovens têm que ir direto para casa assim que saem do centro de ensino. Foto: UNICEF/Velasquez

Uma em cada três crianças na Venezuela precisa de assistência humanitária para ter saúde, educação e nutrição

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou neste mês (7) que 3,2 milhões de meninos e meninas na Venezuela precisam de assistência humanitária para acessar serviços básicos de nutrição, saúde e educação.

Segundo a agência da ONU, o contingente equivale a um terço das crianças do país. Entre 2014 e 2017, a nação latina-americana teve um aumento de mais de 50% na mortalidade infantil entre jovens com menos de cinco anos de idade.

Japão apoia ações da ONU na proteção de venezuelanos no Norte do Brasil

O governo do Japão assinou um acordo de cooperação com quatro agências do Sistema ONU no Brasil que prevê o repasse de 3,6 milhões de dólares para apoio a projetos desenvolvidos na proteção e assistência a venezuelanos que chegam ao país. Os recursos serão utilizados em ações em Roraima, Amazonas e Pará.

Participam do acordo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,2 bilhões para a reconstrução das áreas atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi, no final de uma Conferência Internacional de Doadores que aconteceu no início de junho na cidade da Beira. O país precisa, no entanto, de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane Nampula e Cabo Delgado. A base deste apelo é a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, realizada pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Moçambique: doadores prometem 1,2 bilhão para reconstrução após ciclones

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,2 bilhões para a reconstrução das áreas atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi, no final de uma Conferência Internacional de Doadores que aconteceu no início de junho na cidade da Beira.

O país precisa, no entanto, de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane Nampula e Cabo Delgado.

A base deste apelo é a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, realizada pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Jackeline Lozada quer estudar artes em uma faculdade brasileira. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Refugiada venezuelana descobre talento para arte após chegar ao Brasil

Em Boa Vista, Roraima, uma colorida pintura toma conta do muro do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial para refugiados e migrantes venezuelanos. Na obra, uma mulher indígena carrega as bandeiras da Venezuela e do Brasil e recebe os recém-chegados com uma mensagem de acolhimento e amizade.

A artista por trás do painel saiu das fileiras de pessoas beneficiárias do centro: Jackeline Lozada, de 25 anos, trabalhou no mural enquanto estava grávida. Ela deu à luz uma menina poucas semanas após receber a equipe de reportagem do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Oficial da polícia antidrogas da Libéria faz busca em lixão nos arredores de Monrovia. Foto: Staton Winter/ONU

No oeste da África, ONU defende abordagem de direitos humanos para lidar com uso de drogas

Representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e da Comissão da África Ocidental sobre Drogas divulgaram em maio uma proposta de “lei modelo” sobre drogas para o oeste do continente africano. Durante a apresentação do texto para ministros da Saúde de países da região, a agência da ONU defendeu a efetividade da descriminalização e de políticas de redução de danos.

Desastres, conflitos e surtos de doenças infecciosas mostram que o mundo continua em risco de emergências de saúde que podem ter um impacto global. Nós trabalhamos com países para salvar vidas e proteger a saúde em todas as fases de uma emergência, da prevenção à preparação, resposta, recuperação e fortalecimento do sistema de saúde. Vinte e quatro horas por dia, 365 dias por ano, a vigilância global da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha para detectar potenciais ameaças à saúde. Mais de 7 mil sinais são captados todo mês.

VÍDEO: OMS e parceiros atuam em emergências 24 horas por dia, 365 dias por ano

Desastres, conflitos e surtos de doenças infecciosas mostram que o mundo continua em risco de emergências de saúde que podem ter um impacto global. Nós trabalhamos com países para salvar vidas e proteger a saúde em todas as fases de uma emergência, da prevenção à preparação, resposta, recuperação e fortalecimento do sistema de saúde.

Vinte e quatro horas por dia, 365 dias por ano, a vigilância global da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha para detectar potenciais ameaças à saúde. Mais de 7 mil sinais são captados todo mês. Saiba mais nesse vídeo.

A militar brasileira Marcia Andrade Braga alertou para a baixa participação de mulheres na missão da ONU na República Centro-Africana. Foto: Cia Pak

Vencedora de prêmio da ONU participa de comemoração do Dia dos Trabalhadores das Forças de Paz

O Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz da ONU será lembrado nesta sexta-feira (31) no Salão de Leitura do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro. A cerimônia contará com a participação da militar brasileira Márcia Braga, vencedora do prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero das Nações Unidas, recebido em março deste ano das mãos do secretário-geral António Guterres. 

O evento é parceria do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) com o CCOPAB, o CIASC e a REBRAPAZ.

O atacante do Corinthians Vagner Love, campeão paulista de 2019, foi um dos atletas que assinaram a bola usada na final do campeonato e que está sendo leiloada em prol das crianças afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth no sudeste da África. Foto: UNICEF/Gazzanel

UNICEF promove leilão de bola do Paulistão para apoiar ações em Moçambique

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) iniciou esta semana (28) um leilão da bola utilizada na decisão do Paulistão 2019. A peça foi doada à organização pela Federação Paulista de Futebol e foi autografada pelos atletas Cássio, Fagner, Vagner Love, Jadson, Junior Urso e Clayson, além do técnico Fábio Carille, campeões paulistas deste ano.

O leilão online está sendo realizado em parceria com a Football For a Cause (footballforacause.com.br). Toda a verba arrecadada será doada para as ações do UNICEF em resposta à emergência de Moçambique, Malauí e Zimbábue, países atingidos pelos ciclones Idai e Kenneth.

Barcos com migrantes na costa da Itália. Foto: Marinha italiana/M. Sestini

Itália: especialistas condenam projeto de lei para multar quem resgata migrantes e refugiados no mar

Especialistas das Nações Unidas em direitos humanos condenaram em maio (20) uma proposta de decreto do ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, para multar pessoas que resgatam migrantes e refugiados no mar.

Em carta formal ao governo da Itália, os especialistas independentes pediram a retirada do projeto e afirmaram que “o direito à vida e o princípio de não devolução devem prevalecer sobre a legislação nacional ou outras medidas supostamente adotadas em nome da segurança nacional”.

Sacos de cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) na província de Taiz, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Fome no Iêmen: PMA considera suspensão de ajuda após novas interferências de líderes houthis

A agência das Nações Unidas de ajuda alimentar de emergência afirmou que, sem acesso pleno e “liberdade para decidir”, pode ser forçada a implementar uma “suspensão em fases” para pessoas que recebem ajuda vital em áreas controladas por rebeldes houthis no Iêmen.

Em comunicado, o porta-voz sênior do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Hervé Verhoosel, afirmou que, após mais de quatro anos de conflito brutal entre houthis e uma coalizão do governo por controle do país, “nosso maior desafio não vem das armas”, mas “do papel obstrutivo e não cooperativo de alguns líderes houthis em áreas sob o controle deles”.

Durante o dia, as crianças recebem reforço escolar e aprendem português. “Elas falam melhor do que nós”, disse a mãe de uma das meninas. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Grupo de amigos cria casa de acolhimento para refugiados venezuelanos em Manaus

Um grupo de amigos de Manaus começou a ajudar famílias venezuelanas vítimas de um esquema de venda de bilhetes aéreos falsos em sua jornada rumo ao Brasil. A iniciativa deu origem a uma casa de acolhida denominada Oásis, que agora oferece comida, itens básicos de higiene, roupas e abrigo aos venezuelanos vivendo em situação de vulnerabilidade na capital amazonense.

Desde a inauguração, o abrigo se mantém por meio de doações voluntárias. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia a casa por meio de doações de produtos necessários e acompanha os pedidos de refúgio. Leia o relato completo.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita Vanuatu em última parada de missão ao Pacífico para ver os efeitos da mudança climática. Foto: ONU/Mark Garten

ONU: líderes mundiais precisam adotar políticas ‘esclarecidas’ sobre ações climáticas

Encerrando uma visita de uma semana ao Pacífico Sul, o secretário-geral das Nações Unidas pediu para líderes mundiais adotarem escolhas “esclarecidas” sobre ações climáticas, à medida que “todo o planeta” pode sofrer.

António Guterres lembrou que, para alguns Estados insulares do Pacífico, a “mudança climática é agora uma ameaça existencial”.

Destacando que vilarejos inteiros estão sendo realocados, meios de subsistência estão sendo destruídos e pessoas estão ficando doentes por problemas relacionados ao clima, Guterres lamentou que “os riscos são todos muito reais”.

Em torno de 53 mil nigerianos deslocados por conflito vivem no acampamento de refugiados de Minawao, nos Camarões. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Na ONU, série de diálogos busca solucionar deslocamentos forçados na África

Com mais de 24,2 milhões de africanos forçados a deixar suas casas em 2017 – 4,6 milhões a mais em relação ao ano passado – as Nações Unidas sediaram um evento de três dias em Nova Iorque com foco em encontrar soluções duradouras para o problema.

A situação é um fardo crescente para a economia e para o meio ambiente do continente, além de impactar comunidades que acolhem os deslocados.

A Série de Diálogos sobre a África deste ano, que aconteceu nesta semana sob o tema “Em direção a soluções sustentáveis para pessoas deslocadas à força na África”, reuniu uma série de lideranças para encontrar maneiras de lidar com a questão.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, deposita uma coroa de flores durante cerimônia em memória aos membros das forças de paz mortos em serviço. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU honra membros das forças de paz mortos em missões

Desde que as Nações Unidas realizaram a primeira de suas 72 missões de paz, em 1948, mais de 3.800 capacetes-azuis perderam suas vidas, afirmou o secretário-geral da ONU, em cerimônia nesta sexta-feira (24) em memória dos “bravos homens e mulheres” que servem nas operações.

Falando do “verdadeiro custo das operações de paz”, António Guterres pediu um momento de silêncio em homenagem aos que “pagaram o preço final” para proteger outros e para dar “uma chance de paz e de esperança a países devastados pela guerra”.

“Hoje, em 14 missões pelo mundo, nossos membros das forças de paz servem heroicamente para preservar a paz e a estabilidade”, disse, acrescentando que eles também “enfrentam graves ameaças”.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Venezuelanos fogem devido a ameaças de morte e doenças; leia relatos

Atualmente, existem cerca de 3,7 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos em todo o mundo, a maioria na América Latina e no Caribe.

Devido à piora na situação política, econômica, de direitos humanos e humanitária na Venezuela, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera agora que a maioria dos que fogem do país precisam de proteção internacional como refugiados. Leia relatos de venezuelanos ouvidos pela agência das Nações Unidas.

Em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e acompanhado pelo representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, Rangarajan visitou a base da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil/Samara Cordeiro

Embaixador britânico visita iniciativas do UNFPA de atendimento a refugiados venezuelanos

Em visita a Boa Vista (RR) esta semana, o embaixador britânico no Brasil, Vijay Rangarajan, conheceu as atividades do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no atendimento a pessoas refugiadas venezuelanas que chegam ao país. O embaixador observou também projetos implementados em Pacaraima, cidade localizada na fronteira com a Venezuela.

A visita foi realizada em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e acompanhada pelo representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Dois meses do ciclone Idai: a “dificuldade em não chorar” do funcionário da ONU em Moçambique

Dois meses do ciclone Idai: funcionário da ONU relembra tragédia em Moçambique

Um relato do trabalhador humanitário Pedro Matos foi o primeiro a correr o mundo após o ciclone Idai atingir a costa leste do sul da África, nos dias 14 e 15 de março.

Matos conta a experiência única em 10 anos de ação como funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA). Do Iêmen, na maior crise humanitária do mundo, ele agora revive o momento, dois meses depois da tragédia.

Falando à ONU News, Matos ainda procura tirar as palavras que nunca saíram logo depois da passagem do primeiro dos dois ciclones que abalaram Moçambique.

A situação atual, como destacam as Nações Unidas, ainda é de grande necessidade. A ONU continua dando ajuda e pedindo mais apoio para os milhões de vítimas.

Venezuela conversa com oficial de proteção do ACNUR após cruzar a fronteira para Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Maioria das pessoas que foge da Venezuela necessita de proteção internacional para refugiados

Dado o agravamento da situação política, econômica, humanitária e de direitos humanos na Venezuela, que já deslocou globalmente mais de 3,6 milhões de pessoas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera que a maioria dos que fogem do país precisa de proteção internacional para refugiados.

Em uma nota de orientação emitida nesta terça-feira (21), o ACNUR reitera seu apelo aos Estados para que permitam o acesso dos venezuelanos a seu território e forneçam proteção e tratamento adequado, destacando a necessidade crítica de segurança das pessoas forçadas a fugir por suas vidas e por liberdade.