Acampamento nos arredores do Hospital Geral em Bunia, a capital da província de Ituri da República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

Violência étnica já deslocou 150 mil pessoas desde abril na RD Congo

No nordeste da República Democrática do Congo, a região de Tchomia transformou-se no palco de mais uma crise de deslocamento forçado, provocada pela violência étnica. O local fica na rota para Uganda e, por isso, virou caminho para os congoleses que precisaram fugir para o país vizinho. Mas ao decidir voltar para seu território de origem, esses refugiados descobriram que os confrontos continuavam. O relato é Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

ONU elogia acordo que põe fim a impasse envolvendo embarcação de migrantes no Mediterrâneo

O chefe da agência da ONU para refugiados, Filippo Grandi, acolheu de forma cautelosa nesta quinta-feira (19) a decisão de diversos países da União Europeia de receber cerca de 450 migrantes que estavam em uma embarcação no Mar Mediterrâneo há dias, alertando, no entanto, que acordos “navio por navio” não são sustentáveis.

As declarações foram feitas depois de França, Alemanha, Itália, Malta, Espanha e Portugal colocarem fim a um impasse envolvendo o desembarque dos migrantes — que partiram da Líbia —, concordando em recebê-los e processar quaisquer pedidos de refúgio.

Embarcação da organização Sea Watch resgata migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Espanha supera Itália e Grécia e se torna principal entrada de migrantes pelo Mediterrâneo

Quase 51 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar até 15 de julho, uma forte queda frente os quase 110 mil do mesmo período do ano passado, informou na segunda-feira (16) a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Na mesma etapa de 2016, esse número estava em quase 242 mil.

A Espanha tornou-se o principal ponto de entrada para migrantes que atravessam o Mediterrâneo, ultrapassando Itália e Grécia.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Com apoio da ONU Brasil, centro governamental em Pacaraima recebe venezuelanos

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Localizado a poucos metros da fronteira, o local começou a operar no dia 18 de junho. O centro também oferece informações, serviços sociais e de saúde para aqueles que escolheram permanecer no Brasil.

Criança sul-sudanesa atrás de soldados da Gâmbia que integram a Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS). Foto tirada num acampamento improvisado próximo à base da operação das Nações Unidas, em Leer, onde cerca de 2 mil pessoas buscaram abrigo devido a conflitos armados recentes. Foto: UNMISS/Eric Kanalstein

Conselho de Segurança aprova embargo de armas contra Sudão do Sul

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na sexta-feira (13) um embargo de armas contra o Sudão do Sul. Com vigência até 31 de maio do próximo ano, a medida obriga todos os países da ONU a impedir a entrada de armamentos no país africano, incluindo munição, veículos, equipamentos militares e paramilitares. Decisão do organismo não foi unânime, com seis abstenções, incluindo da China e Rússia.

“Nunca poderíamos imaginar que eles sequestrariam nossos filhos”, diz Faiza (no centro, de saia vermelha), sentada com outras mães que tiveram suas crianças raptadas. “Eles devem estar mortos agora”. Foto: ACNUR/Colin Delfosse

Mães de crianças desaparecidas quebram silêncio na República Democrática do Congo

“Os rebeldes invadem as nossas aldeias, levam nossos filhos e desaparecem com eles”, conta Augustine. “Eles estupram as meninas e as cortam em pequenos pedaços com facões.”

Há seis anos, a congolesa não vê sua filha. No província de Tanganyika, na República Democrática do Congo, a história se soma a de outras mães que tiveram seus filhos raptados. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini

Chefe da ONU diz que migração não é crime e cobra apoio a novo pacto global

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quinta-feira (12), em Nova Iorque, que migrar não é crime e sim, um “motor de crescimento” das economias de todo o mundo. Em coletiva de imprensa, o chefe da Organização pediu apoio da comunidade internacional ao novo pacto global sobre migração segura, ordenada e regular. Amanhã (13), o documento será avaliado para aprovação pela Assembleia Geral.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ARTIGO: os rohingya são vítima de limpeza étnica; o mundo está falhando

Em artigo publicado no jornal The Washington Post, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre os relatos assustadores que ouviu este mês em Bangladesh por parte de refugiados rohingya, que fugiram da violência generalizada no estado de Rakhine, em Mianmar.

“Os abusos sistemáticos dos direitos humanos pelas forças de segurança em Mianmar no ano passado foram projetados para incutir terror na população rohingya, deixando-a com uma escolha terrível — ficar, temendo a morte, ou deixar tudo para sobreviver”, disse Guterres. Leia o artigo completo.

Homem próximo a sua casa destruída em Baga, estado de Borno, na Nigéria, após os intensos combates entre as forças militares da Nigéria, Níger e Chade e o Boko Haram. Foto: IRIN/Aminu Abubakar

Chefe da ONU diz que combate ao terrorismo na África traz proteção para cidadãos de todo mundo

Em Adis Abeba, na Etiópia, para a conferência anual da ONU e da União Africana, o secretário-geral António Guterres cobrou na segunda-feira (9) mais apoio da comunidade internacional para a África, sobretudo nas áreas de combate ao terrorismo. Dirigente lembrou que a ascensão de grupos armados, como o Boko Haram, trouxe desafios de segurança que não podem ser enfrentados com abordagens tradicionais de promoção da paz.

Halima Aden em visita ao campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. Foto: TEDxKakumacamp/Tobin Jones

Top model e ex-refugiada Halima Aden é nomeada embaixadora do UNICEF

Nascida em 1997 no campo de refugiados de Kakuma, noroeste do Quênia, a modelo Halima Aden, de origem somali, sacudiu as passarelas norte-americanas e europeias quando começou a carreira em 2017, desfilando para grandes nomes da moda e usando o seu hijab, o véu que muitas mulheres muçulmanas vestem.

Mais do que uma voz pela diversidade religiosa, a jovem de apenas 20 anos anos é também uma ativista dos direitos das crianças e adolescentes migrantes. Neste mês (2), Halima recebeu o título de embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nos Estados Unidos.

Mais de 1 milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da violência política, das altas taxas de criminalidade e da falta de produtos básicos. Muitos, como a família da imagem, buscaram abrigo na Praça Simon Bolívar, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Evento em Boa Vista discute formas de garantir direitos de migrantes venezuelanos em Roraima

Cerca de 150 pessoas participaram do seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a ONU Mulheres. O seminário contou com a participação de migrantes de seis abrigos de Boa Vista.

Durante o seminário, o representante no Brasil do UNFPA, Jaime Nadal, reforçou a importância de fortalecer políticas públicas para reduzir as violações aos direitos humanos de migrantes.

A venezuelana Yelitza Paredes chegou há quase seis meses no Brasil. Foto: UNIC Rio/Luise Martins

Venezuelanos deixam histórias de fome e pobreza para recomeçar a vida no Rio

“Todos viemos com uma mala cheia de roupa. Mas trazemos uma outra mala ou mochila, cheia de sonhos e esperança”. No Brasil há quase seis meses, a venezuelana Yelitza Paredes tira o otimismo e o sorriso no rosto da vontade de buscar um futuro melhor para a família. Mãe de cinco filhos, a professora de Biologia chegou ao Rio de Janeiro na terça-feira (3), com outros 49 venezuelanos vindos de Roraima.

A viagem foi a quarta etapa do processo de interiorização de venezuelanos, uma estratégia do governo federal para realocar do Norte do Brasil estrangeiros em situação de vulnerabilidade. O Sistema das Nações Unidas apoia as autoridades no encaminhamento de venezuelanos para outras partes do país.

Crianças vão à aula em uma escola temporária no vilarejo de Mulombela, região de Kasai. Foto: UNICEF/Vincent Tremeau

Mais de 400 mil crianças estão em risco de morte por malnutrição na RD Congo, alerta UNICEF

Mais de 400 mil crianças da República Democrática do Congo (RDC) estão “em risco de morte” na região do Kasai devido à escassez de comida causada por conflitos e deslocamentos, afirmou um funcionário sênior da ONU após uma visita ao local.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) emitiu o alerta em maio e, desde então, tem ampliado suas ações destinadas às pessoas atingidas.

Comboio da MINUSMA passa por rua de Meneka, nordeste do Mali. A região testemunhou uma escalada da violência e da insegurança. Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Relator da ONU alerta para aumento das violações de direitos humanos no Mali

No Mali, um especialista das Nações Unidas descreveu um cenário de deterioração “alarmante” da segurança, dos direitos humanos e da situação humanitária no norte e leste do país.

Os comentários de Alioune Tine foram feitos após dois ataques mortíferos nos últimos dias contra forças internacionais no Mali, incluindo um homem-bomba em Gao, que deixou ao menos dois civis mortos e mais de 15 feridos.

Chefe da ONU ouve relatos de sofrimento de refugiados rohingya durante visita a Bangladesh

O secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou campos de refugiados rohingya em Bangladesh nesta segunda-feira (2), declarando que não estava preparado para a escala da crise e a extensão do sofrimento que presenciou no local.

Falando à imprensa em Cox’s Bazar, região do sul de Bangladesh onde aproximadamente 1 milhão de rohingya estão vivendo sob constante risco de inundações e deslizamentos, Guterres disse que a violência que enfrentaram em Mianmar desde agosto do ano passado foi uma das histórias mais trágicas de “violação sistemática” dos direitos humanos já registradas.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

UNICEF teve em 2017 maior gasto da história com suprimentos para crises humanitárias no mundo

Fome, seca, conflitos e desnutrição ameaçaram a sobrevivência de milhões em 2017. Diante desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) gastou mais de 500 milhões de dólares para fornecer suprimentos emergenciais vitais para crianças com necessidade urgente de assistência. Esse é o maior gasto da história da agência em suprimentos para crises humanitárias.

No total, o UNICEF adquiriu 3,46 bilhões de dólares em suprimentos e serviços para crianças em 150 países e regiões no ano passado.

A maioria dos suprimentos de emergência foi para os refugiados rohingyas em Bangladesh e para o Iêmen, o Chifre da África, a Síria, a região do Lago Chade e o Sudão do Sul.

Mulher rohingya atravessa fronteira entre Mianmar e Bangladesh, próximo ao vilarejo de Anzuman Para, em Palong Khali. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU mobiliza esforços para apoiar refugiadas rohingya vítimas de violência sexual

No Dia Internacional para Eliminação da Violência Sexual em Conflito, lembrado na semana passada (19), as agências das Nações Unidas em Bangladesh alertaram para a situação dos refugiados rohingya de Mianmar, incluindo milhares de vítimas de violência sexual.

Pessoas da etnia rohingya, formada principalmente por muçulmanos, começaram a fugir do estado de Rakhine, em Mianmar, em agosto do ano passado, após uma onda de repressão militar do exército birmanês, que incendiou vilarejos, matou civis e estuprou meninas e mulheres.

Estrada que conecta porto de Hodeida ao resto do Iêmen foi bombardeada em 2016. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU negocia gestão de porto no Iêmen para evitar crise de abastecimento

Hodeida, cidade litorânea do Iêmen, transformou-se num gargalo humanitário desde que confrontos armados ameaçam fechar o porto local, por onde passam 70% das importações do país. No território iemenita, 99% dos alimentos e dos remédios vêm de fora. O enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, afirmou nesta semana (28) que ofereceu os serviços das Nações Unidas para administrar o ancoradouro.

António Vitorino é o novo diretor-geral da OIM. Foto: OIM

Ex-ministro português é eleito chefe da agência da ONU para migrações

O advogado e ex-ministro da Defesa de Portugal, António Vitorino, foi eleito nesta sexta-feira (29) para o cargo de diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Em coletiva de imprensa, o novo chefe da agência da ONU afirmou que o mundo vive um momento “particularmente crítico” para discutir políticas migratórias. Dirigente afirmou que trabalhará para garantir os direitos fundamentais de quem atravessa fronteiras.

Mohamed e Issam são refugiados sírios no Líbano que nasceram surdos. Para que pudessem escutar, era necessária uma cirurgia que a família não tinha condições de pagar. Graças a uma visita organizada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a história dos irmãos se popularizou e Crescente Vermelha se ofereceu para custear as operações. Os procedimentos foram um sucesso. Hoje, os irmãos estão aprendendo a se comunicar verbalmente. Confira nesse vídeo

Com apoio de agência da ONU, irmãos sírios surdos adquirem audição; vídeo

Mohamed e Issam são refugiados sírios no Líbano que nasceram surdos. Para que pudessem escutar, era necessária uma cirurgia que a família não tinha condições de pagar. Graças a uma visita organizada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a história dos irmãos se popularizou e Crescente Vermelha se ofereceu para custear as operações.

Os procedimentos foram um sucesso. Hoje, os irmãos estão aprendendo a se comunicar verbalmente. Confira nesse vídeo.

Visita do presidente Michel Temer ao abrigo Nova Canaã em Boa Vista (RR). À extrema esquerda da foto, o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic, e à sua direita, a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU participa de visita do presidente brasileiro a venezuelanos em Roraima

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, acompanhou a visita do presidente Michel Temer ao abrigo Nova Canaã, em Boa Vista, que acolhe 403 venezuelanos. Na visita, realizada no dia 21, foi sancionada a lei que dispõe sobre medidas de assistência emergencial aos imigrantes em situação de vulnerabilidade.

Atualmente, nove abrigos em Roraima acolhem cerca de 4 mil venezuelanos, oferecendo atendimento médico e cerca de 7,6 mil refeições diárias. Agências das Nações Unidas apoiam governo, sociedade civil e setor privado para garantir a integração dos venezuelanos no novo país.

Mãe e filho refugiados em centro de detenção na fronteira com a Hungria. Foto: ACNUR/Kitty McKinsey

Hungria: chefe de direitos humanos da ONU critica lei que criminaliza ajuda a migrantes

O alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou nesta quinta-feira (21) a decisão do parlamento húngaro de aprovar uma lei que criminaliza indivíduos e grupos que ajudam migrantes em situação irregular, entre os quais, refugiados e solicitantes de refúgio.

Ele reiterou sua crítica à penalização da ajuda àqueles que podem estar enfrentando situações de extrema necessidade. “Criminalizar aqueles que lidam com os mais vulneráveis, simplesmente porque são estrangeiros, é verdadeiramente vergonhoso”, disse.

Crianças refugiadas no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ACNUR/Balqis Albsharat

UNICEF: cerca de 30 milhões de crianças deslocadas por conflitos precisam de proteção

Existem atualmente mais crianças deslocadas à força por causa de conflitos — cerca de 30 milhões — do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Dia Mundial do Refugiado, lembrado na quarta-feira (20).

Em meio a conversas em curso sobre um plano global de apoio aos refugiados, o UNICEF pede aos líderes mundiais que redobrem esforços para garantir os direitos, a segurança e o bem-estar das crianças mais vulneráveis do mundo – muitas das quais continuam deslocadas por causa de conflitos, violência e instabilidade política.

Mulheres e crianças aguardam ajuda em Cox's Bazar, Bangladesh, onde 1 milhão de refugiados rohingya vivem atualmente. Foto: OIM/Olivia Headon

Chefe da ONU pede ‘solidariedade, compaixão e ação’ no Dia Mundial do Refugiado

Com mais de 68 milhões de pessoas no mundo todo deslocadas devido a conflitos e perseguições — quase o equivalente à população da Tailândia — o chefe das Nações Unidas pediu unidade e solidariedade como um primeiro passo para apoiá-las.

O apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, foi feito em mensagem de vídeo para o Dia Mundial do Refugiado, lembrado anualmente em 20 de junho.

A enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, visita o oeste de Mossul. Residentes contaram que os corpos de diversos militantes terroristas estão enterrados nos destroços dos edifícios da cidade. O cobertor vermelho atrás dela cobre um artefato explosivo não detonado. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Angelina Jolie visita famílias iraquianas que tentam reconstruir suas vidas no oeste de Mossul

A atriz norte-americana Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), visitou no sábado (16) o oeste de Mossul, uma área urbana controlada pelo Estado Islâmico por três anos até 2017.

Após caminhar entre edifícios bombardeados, ruas desertas e se reunir com algumas das primeiras famílias a retornar à região, a atriz pediu que o mundo não se esqueça da agonia que essas pessoas passaram — e não ignore as dificuldades que enfrentam agora.

“Esta é a pior devastação que presenciei em todos os meus anos no ACNUR”, disse Jolie, falando em frente às ruínas da mesquita de al-Nuri, na cidade velha. “Essas pessoas perderam tudo, e o trauma e a perda que sofreram é sem paralelos”.

O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, também manifestou profunda preocupação com a política de proteção de fronteiras adotada recentemente pelos Estados Unidos, que forçou milhares de crianças migrantes a serem separadas de seus pais. Foto: UNICEF

ONU diz que as crianças migrantes não podem ser separadas de seus pais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira (18) que os refugiados e migrantes devem ser tratados com respeito e dignidade, criticando políticas migratórias que separam crianças de seus pais.

“Como questão de princípio, o secretário-geral (da ONU) acredita que os refugiados e migrantes devem ser sempre tratados com respeito e dignidade, e de acordo com a lei internacional existente. As crianças não podem ser traumatizadas ao serem separadas de seus pais. A unidade familiar precisa ser preservada”, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU.