Faisal tem 18 meses e sofre grave desnutrição aguda. Ele recebe tratamento no hospital Sabeen, na capital do Iêmen, Sanaa. Foto: UNICEF /Yasin

Valores consagrados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos estão sob ataque, diz ONU

A universalidade de direitos está sendo contestada em boa parte do mundo e tem enfrentado intenso ataque por parte de terroristas, líderes autoritários e populistas que parecem querer sacrificar os direitos dos outros em benefício do poder. A avaliação é do chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“A Declaração Universal foi elaborada por um mundo ferido pela guerra, o remédio prescrito pelos Estados para inocular suas populações contra seus piores instintos e omissões”, disse Zeid.

“Essa consciência parece estar se evaporando em ritmo alarmante, e o enorme progresso alcançado através da promulgação progressiva dos princípios de direitos humanos, (…) está sendo cada vez mais esquecido ou deliberadamente ignorado”, completou, às vésperas do Dia dos Direitos Humanos.

No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

Reunião sobre futuro pacto de migração termina com compromisso em prol da dignidade humana

“O que é certo, acima de tudo, são as exigências legítimas de todos os migrantes de que as palavras da Declaração Universal dos Direitos Humanos se aplicam a eles como a todos os outros: todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, disse a representante especial do secretário-geral da ONU para a Migração Internacional, Louise Arbour.

Encontro de três dias no México preparou caminho para adoção de novo pacto global das Nações Unidas para a migração segura, ordenada e regular.

Peter foi forçado a deixar o Zimbábue por causa da instabilidade política, mas não teve sua solicitação de refúgio aceita no Reino Unido e deixou de ser reconhecido como cidadão por seu próprio país de origem. Foto: ACNUR/Greg Constantine

Mostra fotográfica em Londres aborda desafios de quem não tem nacionalidade

Em todo o mundo, existem cerca de 10 milhões de apátridas. Essas pessoas não têm nacionalidade, o que as torna vulneráveis a instabilidade jurídica e violações. Para essa população, a vida cotidiana pode ser cheia de medo e discriminação. A fim de debater os desafios de quem vive em situação de apatridia, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o fotógrafo Greg Constantine apresentam em Londres uma mostra fotográfica sobre o tema, em cartaz até 30 de dezembro.

Refugiados sírios em, Akkar, no Líbano. Foto: UNICEF/MeMo/Diego Ibarra Sánchez

Doadores garantem US$ 857 milhões para proteção e assistência de refugiados em 2018

Países comprometeram-se na terça-feira (5) a doar 857 milhões de dólares para as atividades do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2018. O valor equivale a cerca de 11% do financiamento necessário para o próximo ano — o orçamento total supera 7,5 bilhões de dólares. A quantia já assegurada, porém, é consideravelmente maior que a acordada ao final de 2016, quando foram arrecadados 701 milhões de dólares.

O Uruguai se tornou no primeiro país da América do Sul a receber refugiados da América Central. As quatro famílias serão acolhidas em locais do interior do país. Foto: ACNUR

Uruguai é 1º país sul-americano a acolher refugiados da América Central

Desde 2009, o governo do país sul-americano implementa um programa de reassentamento que possibilita o acolhimento de refugiados com necessidades específicas de proteção. Iniciativa já havia permitido a transferência de 69 colombianos e 32 sírios para terras uruguaias. Agora, projeto foi ampliado para contemplar pessoas do norte da América Central. Quatro famílias da região chegaram ao Uruguai ao final de novembro.

Refugiados e migrantes chegam à ilha de Lesbos na Grécia. Foto: ACNUR/Achilleas Zavallis

Fluxo de refugiados e migrantes aumenta rumo à Grécia e Espanha, aponta ACNUR

No terceiro trimestre de 2017, refugiados tentando chegar à Europa utilizaram rotas distintas das usualmente percorridas. Enquanto a Grécia viu aumentar o número de pessoas entrando em seu território, a Itália registrou o menor volume dos últimos quatro anos de migrantes e refugiados recorrendo à rota que leva da Líbia até o sul da nação europeia. Dados são de relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), divulgado ao final de novembro (23).

Um bebê é examinado com suspeita de desnutrição no hospital Al-Jomhouri, apoiado pelo UNICEF em Sa'ada, no Iêmen. Foto: UNICEF / Maad Al-Zekri

ONU pede fim de confrontos e ataques aéreos no Iêmen; bloqueio saudita ameaça milhões de pessoas

“O secretário-geral pede a retomada urgente de todas as importações comerciais. Sem estas, milhões de crianças, mulheres e homens correm o risco de sofrer com fome, doenças e a morte em massa”, afirmou o secretário-geral, António Guterres, e chefes de sete agências das Nações Unidas.

Um número alarmante de 20,7 milhões de pessoas no Iêmen precisa de algum tipo de apoio humanitário ou de proteção, com cerca de 9,8 milhões em necessidade extrema de assistência.

Uma das bombas de água manual em torno do leste de Ghouta serve como uma das poucas fontes de água na área sitiada. A água não é testada nem purificada por falta de recursos, devido à insegurança. Foto: UNOCHA

Síria: negociações apoiadas pela ONU seguem até meados de dezembro

Não será “apenas uma rodada normal de negociações”. Esta é a análise de Staffan de Mistura, o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, que insistiu que não deve haver condições prévias para a atual rodada de discussões destinadas a resolver o conflito sírio. A guerra já dura mais de seis anos e resultou em um imenso sofrimento humano. “Estamos falando sobre as regras do jogo e, portanto, reafirmamos: sem pré-condições.”

Cidade de Codrington em Barbuda, durante a visita do secretário-geral da ONU, em outubro de 2017, para avaliar os danos causados pelos furacões Irma e Maria. Foto: ONU/Rick Bajornas

Chefe da ONU pede mais recursos para adaptação de países do Caribe às mudanças climáticas

‘Durante minha visita a Dominica, Antígua e Barbuda, testemunhei um nível de devastação que eu nunca tinha visto na minha vida’, afirmou o chefe das Nações Unidas, António Guterres, ao final de novembro em conferência sobre a devastação deixada pelos furações Irma e Maria no Caribe. O secretário-geral das Nações Unidas alertou que, apenas nessas três ilhas, os danos foram estimados em 1,1 bilhão de dólares, e as perdas econômicas em 400 milhões.

Joung-ah Ghedini-Williams entrevista refugiados rohingya em centro de transição do ACNUR em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ARTIGO: Carta de um campo de refugiados em Bangladesh

A coordenadora para resposta de emergência da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Joung-ah Ghedini-Williams, está em Bangladesh, país que recebeu nos últimos meses cerca de 620 mil refugiados rohingyas, vítimas de perseguições em Mianmar. Ela escreveu um depoimento após passar um dia no campo de Kutupalong, em Cox’s Bazar.

“Imagine o horror de tentar sobreviver, tentar alimentar seus filhos e manter algum senso de conforto enquanto você está perdendo seus entes queridos, ou observando sua casa sendo incendiada e reduzida a cinzas. Esta é a realidade de algumas pessoas que conheci aqui em Bangladesh”. Leia o depoimento completo.

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para operações de paz, em visita ao Brasil. Foto: UNIC Rio/Luise Martins

Chefe de operações de paz diz que ONU precisará de contribuições do Brasil

Em visita oficial ao Brasil, o subsecretário-geral da ONU para as operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou estar convencido de que as Nações Unidas precisarão de contribuições do Brasil em missões do organismo internacional. Dirigente participou no Rio de Janeiro de seminário da ONU e do governo sobre os 13 anos da participação brasileira na MINUSTAH, a Missão de Estabilização no Haiti.