Sérgio Vieira de Mello. Foto: ONU/Ky Chung

Sobrinho de Sérgio Vieira de Mello lembra história do ex-comissário da ONU no Dia Mundial Humanitário

“O trabalhador humanitário, herói da paz, anônimo, arriscando sua vida por pessoas que nunca viu e muitas vezes nem sua língua falam, é motivo de orgulho”, declarou André Simões, sobrinho do ex-alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, falecido em 19 de agosto de 2003.

A data foi escolhida pela ONU como o Dia Mundial Humanitário, lembrado anualmente. Em depoimento especial para as Nações Unidas, André lembra a relação e admiração pelo tio.

Famílias que fugiram de ataques de milícias na província de Kasai, na República Democrática do Congo, chegam no novo assentamento instalado em Lóvua, no norte da Angola. Foto: ACNUR/Rui Padilha

Agência da ONU realoca refugiados congoleses de zonas fronteiriças em Angola

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros começaram a realocar mais de 33 mil refugiados congoleses que estavam nos centros de acolhida superlotados no norte de Angola para um novo assentamento instalado em Lóvua, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a República Democrática do Congo.

A realocação de refugiados congoleses para Lóvua, em Angola, garante a segurança de milhares de pessoas que deixaram a situação de violência e tensões étnicas na República Democrática do Congo.

Em Uganda, mais de 85% dos refugiados que chegam são mulheres e crianças. Foto: ACNUR/ Jiro Ose

Refugiados do Sudão do Sul em Uganda ultrapassam 1 milhão; ONU reforça pedido de ajuda

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reiterou nesta quinta-feira (17) seu pedido de apoio aos refugiados do conflito no Sudão do Sul, em particular aos mais de 1 milhão que estão em Uganda. No último ano, Uganda registrou uma chegada média de 1,8 mil sul-sudaneses por dia.

A ausência de recursos em Uganda está afetando significativamente a capacidade de oferecer assistência vital e serviços básicos essenciais. Este ano, são necessários 674 milhões de dólares para a resposta aos refugiados sul-sudaneses no país. Entretanto, até agora, somente 21% desse total foi recebido.

Imagem: ONU/OCHA

Chefe da ONU pede compromisso com proteção de civis em zonas de guerra

Em mensagem para o Dia Mundial Humanitário, lembrado no próximo sábado, 19 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a lideranças políticas que façam tudo a seu alcance para proteger pessoas inocentes em zonas de conflito.

Chefe do organismo internacional chamou cidadãos de todo o mundo a participar da campanha da ONU lançada especialmente para a data. A iniciativa “Não É Alvo” — do original em inglês, #NotATarget — busca alertar o público sobre os riscos enfrentados por civis em situações de guerra. É possível assinar uma petição em prol da segurança e da vida de pessoas inocentes.

Pessoas deslocadas por inundações acampam em estrada no sul do Nepal. Foto: UNICEF Nepal/2017/NShrestha

ONU aciona equipe humanitária no Nepal após inundações e deslizamentos

Uma equipe humanitária da ONU foi acionada no Nepal para apoiar os esforços de resposta após severas inundações atingirem o país, disse o escritório do coordenador-residente do país nesta terça-feira (15).

Até segunda-feira (14), ao menos 66 pessoas haviam morrido, incluindo crianças, e 35 estavam desaparecidas e muitas deslocadas após inundações e deslizamentos de grande escala provocados pelas mais fortes chuvas a atingir o Nepal em 15 anos.

No hospital Al Sab’een Hospital em Sanaa, no Iêmen, médico atende menina doente de cólera. Foto: UNICEF/Fuad

Casos de suspeita de cólera ultrapassam 500 mil no Iêmen, diz OMS

Os casos de suspeita de cólera já ultrapassam 500 mil no Iêmen, disse nesta segunda-feira (14) a agência das Nações Unidas para a saúde, advertindo que a doença está se espalhando rapidamente devido à falta de água potável e de acesso à saúde.

“A epidemia de cólera no Iêmen, atualmente a maior do mundo, se espalhou rapidamente devido à deterioração das condições de higiene e saneamento e interrupções do abastecimento de água em todo o país”, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em comunicado.

Daniel, migrante camaronês, é fotografado em Agadez, no Níger. Ele saiu de seu país com o irmão e seu tio, mas foi detido e torturado na Líbia. Foto: ACNUR/Louise Donovan

Refugiados e migrantes são vítimas de trabalho forçado e cárcere em rotas que levam à Líbia

Daniel conhece bem os perigos das estradas que levam para a Líbia. Desde que saiu do Camarões com destino à Europa, no início do ano, sua vida se transformou em uma jornada arriscada. Acompanhado do tio e do irmão gêmeo, esse camaronense de 26 anos conversou com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre os caminhos que teve de percorrer e sobre os abusos por que passou para tentar atravessar o Mediterrâneo.

Jovens da Gâmbia em Pozzallo, na Sicília. Foto: UNICEF/Gilbertson

UNICEF: perigos na terra natal são principal causa de movimentos migratórios de crianças

Em relatório que avalia as variáveis por trás da migração infantil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que 75% dos jovens migrantes e refugiados vivendo na Europa decidiram deixar seus países de origem desacompanhados. Para a maioria, porém, a viagem não tinha como destino inicial o continente. Documento aponta que deslocamento é motivado mais por perigos nas comunidades de origem do que por desejo de ir para o território europeu.

Depois que as milícias mataram seu marido em Mossul, cidade iraquiana destruída pela guerra, Dalal, mãe de seis crianças que vive do distrito de Zanjili, deixou tudo para trás. Durante a fuga, uma tragédia: uma de suas filhas, Milad, de 16 anos, perdeu sua perna em um ataque enquanto fugia dos conflitos. Com o fim dos combates em Mossul, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) fizeram um apelo humanitário para atender as necessidades de crianças vulneráveis, mulheres e homens deslocados, incluindo os que estão voltando para a cidade.

Após retomada de Mossul, ONU detalha necessidades políticas e humanitárias do Iraque

Depois que as milícias mataram seu marido em Mossul, cidade iraquiana destruída pela guerra, Dalal, mãe de seis crianças que vive do distrito de Zanjili, deixou tudo para trás. Durante a fuga, uma tragédia: uma de suas filhas, Milad, de 16 anos, perdeu sua perna em um ataque enquanto fugia dos conflitos.

Com o fim dos combates em Mossul, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) fizeram um apelo humanitário para atender as necessidades de crianças vulneráveis, mulheres e homens deslocados, incluindo os que estão voltando para a cidade.

Onda de violência na República Centro-Africana leva a deslocamento de milhares para a vizinha República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Simon Lubuku

Violência recente na República Centro-Africana já levou à fuga de 160 mil refugiados para a RD Congo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) alertou neste mês que ondas recentes de violência têm levado milhares de pessoas a fugir da República Centro-Africana e buscar segurança na vizinha República Democrática do Congo. No início de julho, a organização Médicos Sem Fronteiras relatou às Nações Unidas que um bebê foi morto a tiros por militantes em um hospital na cidade centro-africana de Zemio. Posto de atendimento abrigava mais de 7 mil deslocados internos.

Funcionária da OIM conversa com uma migrante em um centro de recepção. Foto: OIM

ONU faz apelo para melhorar proteção de refugiados e migrantes em travessias perigosas

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu 412 milhões de dólares para ajudar a melhorar a proteção de refugiados e migrantes que cruzam o Deserto do Saara e o Mar Mediterrâneo, bem como para apoiar países europeus que prestam assistência a solicitantes de asilo.

Nos seis primeiros meses deste ano, mais de 2.171 refugiados e migrantes morreram ou estão desaparecidos no Mediterrâneo, enquanto comunicado do UNICEF criticou medidas na Itália que podem piorar ainda mais a situação de resgate.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que cerca de 80% das migrantes nigerianas que chegam à Europa pela costa da Itália são vítimas potenciais do tráfico sexual, destacando os níveis “chocantes” de abuso e violência enfrentados por meninas e mulheres da Nigéria.

Centro de detenção em Nauru. Foto: ACNUDH / N. Wright

ONU critica duramente políticas da Austrália para a detenção de refugiados

Em pronunciamento feito na segunda-feira (24), o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, criticou a Austrália por suas políticas de detenção “offshore”. Operações impedem populações deslocadas que chegam pelo mar sem visto válido de ter acesso a procedimentos de refúgio. Desde que entrou em vigor, em 2013, diretivas levaram ao encarceramento de 2,5 mil refugiados e requerentes de asilo na Papua-Nova Guiné e em Nauru.

No Quênia, até 3 milhões de pessoas estão lutando para encontrar o suficiente para comer, em meio ao avanço da mais recente seca. A chuva insuficiente nos últimos dois anos teve como resultado uma colheita fraca e um gado dizimado em algumas partes do país.

Avanço da seca no Quênia ameaça 3 milhões de pessoas, alerta agência agrícola da ONU

No Quênia, até 3 milhões de pessoas estão lutando para encontrar o suficiente para comer, em meio ao avanço da mais recente seca. A chuva insuficiente nos últimos dois anos teve como resultado uma colheita fraca e um gado dizimado em algumas partes do país.

Segundo estimativas do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas, o FIDA, algumas regiões podem chegar a níveis de emergência até setembro deste ano, enquanto muitas famílias estão comendo apenas uma vez ao dia. Confira nesse vídeo.

Crianças aguardando a refeição em uma escola em Bandarero, no norte do Quênia. Foto: OCHA/Daniel Pfister

Relatório da ONU pede ‘esforços acelerados’ para alcançar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Se o mundo quiser erradicar a pobreza, enfrentar as mudanças climáticas e construir sociedades pacíficas e inclusivas para todos até 2030, são necessários mais esforços para acelerar o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação consta em um relatório das Nações Unidas apresentado nessa segunda-feira (17) pelo secretário-geral da organização, António Guterres.

Iêmen enfrenta guerra, escassez de alimentos e água e surto de cólera. Foto: OMSIêmen enfrenta guerra, escassez de alimentos e água e surto de cólera. Foto: OMS

Dirigentes da ONU pedem a lideranças políticas do Iêmen que busquem a paz

Em pronunciamento no Conselho de Segurança sobre a conjuntura no Iêmen, dirigentes da ONU cobraram nesta semana (10) que lideranças políticas locais ouçam os apelos da sociedade civil por paz. O país vive uma crise humanitária descrita como o “resultado direito” do conflito civil que debilitou o acesso a serviços básicos. Atualmente, mais de 20 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e 7 milhões correm risco de passar fome.