A rua em que Heni vivia. Foto: ACNUR/Christopher Reardon

ARTIGO: Passei pela sua casa na Síria hoje, mas ninguém estava lá

Em carta, o chefe de conteúdo multimídia da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Christopher Reardon, fala sobre sua ida a Homs, na Síria, onde visitou as ruínas do que um dia foi a casa de seu amigo Hani Al Muliam, que hoje vive como refugiado no Canadá.

“Na sua rua, não havia nenhum cachorro ou gato perdido. Nem mesmo pássaros. O único som era o zumbido distante de uma serra cortando metal. Seu bairro, Hani, é uma cidade-fantasma”, contou.

Após oito anos de conflito, metade da população do país saiu de casa. Hoje, 5,6 milhões de sírios ainda estão vivendo como refugiados em países vizinhos. Outros milhões continuam deslocados dentro da Síria. Leia a carta completa.

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana. Foto: UNAIDS

Missão da ONU destaca necessidade de ação urgente para HIV na República Centro-Africana

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana, com a prevalência do vírus em 11,9%, em comparação com uma média nacional de 4%.

Alertados por relatos de falta persistente de medicamentos, atendimento precário e barreiras de acesso a serviços de saúde e HIV devido à insegurança, uma missão conjunta do Ministério da Saúde da República Centro-Africana, Conselho Nacional de AIDS, Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) visitaram Haut-Mbomou de 8 a 12 de abril.

Localizada a 1.000 km da capital Bangui, a província é uma das mais carentes em serviços sociais e de saúde. Metade dos serviços de saúde da província estão fechados devido à falta de profissionais ou instalações degradadas.

Refugiado congolês Kitungano Kinga ajuda uma mulher afetada pelo Ciclone Idai a carregar seus pertences para um centro de realocação em Beira, Moçambique. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Refugiados congoleses ajudam sobreviventes do ciclone Idai em Moçambique

Em Moçambique, dois jovens congoleses estão na linha de frente da resposta humanitária aos desdobramentos do ciclone Idai. Kinga e Kevin se voluntariaram para ajudar as pessoas afetadas pela tempestade na cidade portuária de Beira.

Para a dupla, o trabalho é uma forma de retribuir a solidariedade dos moçambicanos, que acolheram os congoleses quando esses deixaram seu país de origem em busca de segurança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Manifestantes protestam do lado de fora da sede das Forças Armadas na capital do Sudão, Cartum, em 11 de abril de 2019. Foto: ONU Sudão/Ayman Suliman

Desejos democráticos do povo sudanês devem ser atendidos, diz Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou na quinta-feira (11) que as “aspirações democráticas do povo sudanês” precisam ser transformadas em realidade através de um processo de transição apropriado, após a queda do presidente Omar al-Bashir, preso por ordens do novo conselho militar que passou a governar o país.

Em comunicado emitido em Nova Iorque por seu porta-voz, Guterres disse que irá continuar monitorando de perto os desdobramentos da situação no Sudão, e reiterou seu pedido de calma.

Mais de 20 pessoas foram assassinadas e mais de 100 ficaram feridas desde 6 de abril em protestos no país, segundo relatores independentes da ONU. Eles acrescentaram ter recebido informações de prisões disseminadas e ataques contra jornalistas cometidos pelas forças de segurança.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU ajuda países a administrar impactos ambientais dos deslocamentos de população

Em janeiro de 2018, a ONU Meio Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), lançaram um projeto com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países de enfrentar os impactos ambientais das respostas humanitárias a populações deslocadas em Guatemala, Líbano e Nigéria. As atividades do projeto também foram ampliadas para Brasil, Turquia e Vanuatu.

Em 2016, na 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Estados-membros, por meio da Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, se comprometeram a fornecer assistência a comunidades anfitriãs para proteger e reabilitar o meio ambiente em áreas afetadas por amplos movimentos de pessoas deslocadas, assim como garantir cooperação e encorajar o planejamento conjunto entre atores humanitários e outros, como trabalhadores de desenvolvimento.

Filippo Grandi, alto-comissário da ONU para Refugiados, em pronunciamento no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Evan Schneider

ONU critica linguagem tóxica contra refugiados

Em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, o alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, alertou na terça-feira (9) para a linguagem tóxica disseminada na imprensa, nas redes sociais e entre políticos para falar sobre refugiados, migrantes e estrangeiros.

Dirigente cobrou respostas do Conselho a diferentes conflitos armados, que estão por trás do deslocamento forçado de quase 70 milhões de pessoas no planeta.

Crianças são as vítimas mais vulneráveis de conflitos. A ONU e o governo internacionalmente reconhecido da Líbia lançaram um plano de resposta humanitária para o país que pretende arrecadar 202 milhões de dólares. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares de civis fogem na Líbia após novo agravamento de confrontos

Mais de 3.400 pessoas fugiram de confrontos perto da capital da Líbia, Trípoli, nos últimos dias, alertaram as Nações Unidas nesta segunda-feira (8), pedindo para partes conflitantes cessarem atividades militares para que serviços de emergência possam resgatar civis.

De acordo com relatos, ao menos 32 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas desde os confrontos na quinta-feira (4) entre forças do governo reconhecido internacionalmente e forças do comandante Khalifa Haftar no leste do país.

Após oito anos de guerra, 6,6 milhões de sírios permanecem deslocados internamente e outros 5,6 milhões estão refugiados. A maior parte dos que voltam para suas cidades não tem casas ou trabalhos, nem meios para alimentar e educar as crianças. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornece refeições escolares como incentivo para crianças voltarem à escola. E entrega assistência alimentar para mais de três milhões de pessoas.

Após oito anos de guerra na Síria, mais de 12 milhões permanecem deslocados; vídeo

Após oito anos de guerra, 6,6 milhões de sírios permanecem deslocados internamente e outros 5,6 milhões estão refugiados. A maior parte dos que voltam para suas cidades não tem casas ou trabalhos, nem meios para alimentar e educar as crianças.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornece refeições escolares como incentivo para crianças voltarem à escola. E entrega assistência alimentar para mais de três milhões de pessoas.

Confira nesse vídeo.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) intensificou a ajuda humanitária dentro e em torno da cidade de Beira, em Moçambique.

Programa Mundial de Alimentos da ONU intensifica ajuda humanitária em Moçambique; vídeo

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) intensificou a ajuda humanitária dentro e em torno da cidade de Beira, em Moçambique.

A agência enviou durante toda a semana mais biscoitos de alta energia para bolsões isolados onde pessoas estavam presas pelas enchentes, além de ampliar a entrega de alimentos fortificados fáceis de preparar para famílias deslocadas abrigadas em escolas e outros edifícios públicos na cidade de Dondo, a 45 quilômetros ao nordeste da cidade portuária de Beira. O território moçambicano foi o mais atingido pelo ciclone Idai.

Saiba aqui como ajudar.

Quase dois terços das pessoas que passam fome aguda estão em apenas oito países: Afeganistão, Etiópia, Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen. Foto: FAO

Fome aguda afeta 113 milhões de pessoas no mundo, diz relatório da ONU

Um relatório apresentado nesta terça-feira (2) conjuntamente por União Europeia, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Programa Mundial de Alimentos (PMA), concluiu que cerca de 113 milhões de pessoas em 53 países tiveram insegurança alimentar aguda em 2018, na comparação com 124 milhões em 2017.

A insegurança alimentar aguda ocorre quando a incapacidade de uma pessoa de consumir alimentos adequados coloca em perigo imediato sua vida ou seus meios de subsistência. Apesar do recuo em 2018, o número de pessoas no mundo que enfrentam crise alimentar se manteve acima dos 100 milhões nos últimos três anos, e o volume de países afetados aumentou.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam ponte Simon Bolívar com destino à Colômbia. Foto: ACNUR

ONU e governos sul-americanos discutem como proteger direitos de crianças venezuelanas

Durante uma Reunião Técnica de Alto Nível nos dias 27 e 28 de março em Buenos Aires, Argentina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), convocaram representantes institucionais de países da América do Sul receptores de refugiados e migrantes da Venezuela para trocar experiências sobre os desafios e oportunidades para a proteção de crianças e adolescentes venezuelanos.

Com um número de pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes chegando a 3,4 milhões no mundo todo, crianças e adolescentes são os grupos mais afetados, enfrentando sérios riscos de proteção como separação familiar, falta de regularização migratória, exploração laboral e sexual, tráfico de pessoas, recrutamento forçado, limitações no acesso à certidão de nascimento e aos serviços básicos de saúde e educação.

Crianças em escola feita de tendas do UNICEF no Acampamento de Alhabanya, em Anbar, no Iraque. Foto: UNICEF/Anmar

Estudo avalia preparação de sistemas de proteção social para emergências no Oriente Médio

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram um estudo que analisa o funcionamento dos sistemas de proteção social em situações de emergência em países do Norte da África e Oriente Médio. Relatório reúne pesquisas sobre oito nações da região, incluindo Palestina, Iraque, Sudão e Síria.

Para a cenografia, a agência disponibilizou tendas familiares usadas na operação humanitária de Roraima, que seriam descartadas, para compor um campo de refugiados fictício. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

ACNUR firma parceria técnica com ‘Órfãos da Terra’, nova novela das seis da Globo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) selou uma parceria inédita com a próxima novela das seis da Globo, “Órfãos da Terra”, que tem estreia prevista para 2 de abril. A obra, que conta uma história de amor, superação e empatia, traz como pano de fundo o universo de refugiados de diversos lugares do mundo, vítimas de guerras, conflitos e perseguições – e também pessoas que deixaram seus países por razões econômicas ou devido a desastres naturais.

Famílias deslocadas da área rural de Quneitra, sudoeste da Síria, para áreas próximas às colinas de Golã. Famílias estão buscando abrigo em áreas abertas e passam por necessidade de abrigo. Foto: UNICEF/Alaa Al-Faqir

Conflito da Síria entra em seu nono ano; crise humanitária ainda está longe do fim

Entrando em seu nono ano, o conflito na Síria provocou uma crise humanitária que ainda está longe do fim, disseram na quarta-feira (27) autoridades das Nações Unidas ao Conselho de Segurança. Atualmente, 11,7 milhões de pessoas precisam de proteção e assistência humanitária e mais de 5,6 milhões de sírios vivem como refugiados na região.

A chefe de Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, e o diretor sênior do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Ramesh Rajasingham, destacaram a membros do Conselho a crescente violência em Idlib, último enclave tomado por rebeldes, e em áreas próximas no noroeste do país.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Com assistência da ONU, 130 venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul

Dormindo nas ruas de Boa Vista (RR) por quase um mês, o venezuelano Daniel Andrade, de 29 anos, buscou apoio no centro de registro e documentação da Operação Acolhida na cidade e conseguiu, por meio da estratégia de interiorização, um emprego em Dourados (MS). Em busca de melhores oportunidades de integração, ele confirmou sua participação, refez as malas e embarcou rumo a uma nova vida.

Daniel é um dos 100 venezuelanos embarcados há uma semana para Dourados. Outros trinta, divididos em diferentes voos comerciais, também se juntaram ao grupo, que começa a trabalhar na cidade em 8 de abril. Todos receberam auxílio financeiro emergencial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O voo foi fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A militar brasileira Marcia Andrade Braga recebe das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Forças Armadas comemoram prêmio da ONU sobre igualdade de gênero para militar brasileira

Em torno de 40 representantes das Forças Armadas, academia, sociedade civil e missões diplomáticas celebraram nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro (RJ), a premiação da militar brasileira Marcia Andrade Braga, que recebeu em Nova Iorque uma condecoração da ONU por promover a igualdade de gênero em missões de paz. A capitão de corveta da Marinha trabalha desde abril de 2018 na operação das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA).

Aniversário de um ano da Operação Acolhida promoveu interação entre brasileiros e venezuelanos. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Agências da ONU lembram um ano da operação de acolhimento de venezuelanos

Um ano após iniciar as atividades de proteção e assistência aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima, a Operação Acolhida celebrou seu primeiro aniversário com atividades culturais e esportivas para promover a integração entre refugiados e migrantes e brasileiros residentes de Boa Vista (RR).

Nas últimas semanas, uma feijoada beneficente e uma exposição fotográfica em um dos shopping da cidade marcaram o início das celebrações. No fim de semana, as comemorações tomaram a Praça Flávio Marques Paracat, um dos principais pontos turísticos de Boa Vista, com corridas de rua para crianças e adultos.

A Operação Acolhida envolve 11 ministérios e possui apoio e engajamento de organizações da sociedade civil e de diversas agências da ONU, como Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Resposta brasileira aos venezuelanos é referência para outros governos, diz oficial da ONU

Ao combinar ajuda humanitária e integração socioeconômica, a inovadora resposta do governo brasileiro aos refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao país é uma boa prática que deve ser mais bem conhecida e replicada em outras ações emergenciais voltadas a esta população no mundo.

Essa visão foi manifestada na última segunda-feira (25) pelo representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, durante reuniões em Brasília com os principais órgãos do governo brasileiro que trabalham na resposta humanitária.

Ciclone Idai foi o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas. Foto: UNICEF

UNICEF: Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda em Moçambique, Malauí e Zimbábue

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões de pessoas, das quais mais da metade são crianças, precisem urgentemente de ajuda humanitária em Malauí, Moçambique e Zimbábue após a passagem do ciclone Idai – o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas.

O UNICEF lançou na quarta-feira (27) um apelo para arrecadar 122 milhões de dólares para ajudar em sua resposta humanitária a crianças e famílias afetadas pela tempestade e seus efeitos nos três países atingidos pelos próximos nove meses. Saiba como doar.

Mulher alimenta filho de dois anos após terem sido obrigados a deixar sua casa após enchentes em Buzi, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ações climáticas são necessárias para conter ciclones fatais como Idai, diz Guterres

O crescente número de mortos provocado pelo ciclone Idai é “outro sinal alarmante dos perigos da mudança climática”, disse na terça-feira (26) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertando que países vulneráveis como Moçambique serão atingidos com mais força se ações urgentes não forem tomadas pela comunidade internacional.

“Tais eventos estão se tornando mais frequentes, mais severos e mais amplos, e isto só irá piorar se não agirmos agora”, disse o chefe da ONU. “Perante tempestades fortes, precisamos acelerar a ação climática”, acrescentou a correspondentes na sede da ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral convocou uma Cúpula sobre Ação Climática para setembro, para tentar mobilizar países em torno da necessidade urgente de reduzir aquecimento global para abaixo de 2°C acima de níveis pré-industriais, em linha com o Acordo de Paris, de 2015.

A capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, membro da MINUSCA, receberá prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Militar brasileira recebe prêmio da ONU por defender igualdade de gênero

A capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, membro da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), receberá o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU na sexta-feira (29), em Nova Iorque.

Trabalhando como assessora militar de gênero na MINUSCA desde abril de 2018, Marcia ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares da missão, promovendo equipes formadas tanto por homens como por mulheres para conduzir patrulhas pelo país.

Essas “equipes de engajamento” conseguiram reunir informações importantes para ajudar a missão a entender as necessidades de proteção de homens, mulheres, meninos e meninas. Leia entrevista concedida ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O UNIC Rio participou na sexta-feira (22) do encerramento Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na capital fluminense. Foto: CIASC

UNIC Rio participa de encerramento do Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) participou na sexta-feira (22) do encerramento Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na capital fluminense.

O diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano, promoveu na ocasião um debate sobre a importância da atuação de mulheres em operações de paz das Nações Unidas. Participaram do evento militares da Marinha do Brasil, além de oficiais de Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro e acadêmicas civis.

Menino olha para a câmera, enquanto (à esquerda) a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, fala com pessoas deslocadas internamente durante visita a uma escola secundária usada como abrigo em 22 de março de 2019, em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

UNICEF envia ajuda para pessoas afetadas por ciclone Idai em Moçambique

“Estamos numa corrida contra o tempo para ajudar e proteger as crianças nas áreas devastadas pelo desastre em Moçambique”, afirmou a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, no final de uma visita a Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai.

O UNICEF está preocupado com o fato de que inundações, combinadas com condições de superlotação nos abrigos, falta de higiene, água estagnada e fontes de água infectadas, coloquem crianças e famílias em risco de doenças como cólera, malária e diarreia.

Moradores de Beira andam por região que foi alagada durante a passagem do Idai por Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ciclone Idai: por que é importante investir na preparação para desastres?

A cidade de Beira, em Moçambique, é considerada o epicentro da crise provocada pela passagem do ciclone Idai. A tempestade tropical é considerada a maior desde o Jokwe, outro ciclone que devastou o país, em 2008.

A ONU Meio Ambiente afirma que a atual tragédia é um lembrete da importância de investir em programas de conscientização e preparação para emergências, em especial as relacionadas a questões climáticas.

Ciclone Idai em Moçambique, Zimbábue e Malauí: saiba como ajudar

O ciclone tropical Idai chegou à terra durante a noite de 14 para 15 de março de 2019, perto da cidade de Beira, província de Sofala, no centro de Moçambique. O ciclone provocou chuvas torrenciais e ventos nas províncias de Sofala, Zambézia, Manica e Inhambane.

A cidade da Beira, na província de Sofala, região central de Moçambique, perdeu a comunicação. O impacto total do ciclone ainda está por ser estabelecido. No entanto, os relatórios iniciais indicam pelo menos 500 mortos e danos significativos na infraestrutura em Beira e arredores.

O ciclone Idai continuou em terra como uma tempestade tropical e atingiu o leste do Zimbábue com fortes chuvas e fortes ventos. A tempestade causou ventos fortes e precipitação intensa nos distritos de Chimanimani e Chipinge, causando inundações ribeirinhas e repentinas e mortes subsequentes, bem como destruição de meios de subsistência e propriedades.

Saiba aqui como ajudar.

Cecilia Borges e seu filho Fernandinho Armindo caminham por um assentamento informal destruído em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/de Wet

ONU pede apoio internacional para Moçambique após ciclone deixar 400 mil desalojados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, cobrou mais apoio da comunidade internacional a Moçambique, onde enchentes e um ciclone na semana passada desalojaram 400 mil pessoas e deixaram outras 259 mortas, segundo dados obtidos por agências das Nações Unidas.

Em pronunciamento nesta sexta-feira (22), o chefe das Nações Unidas enfatizou que, mesmo com a liberação de 20 milhões de dólares do Fundo de Resposta de Emergências da Organização, mais recursos são necessários para enfrentar as consequências do desastre.

Chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e a chefe do UNICEF, Henrietta Fore, durante visita à República Democrática do Congo em março de 2019. Foto: OCHA

ONU alerta para necessidade de financiamento da resposta à crise humanitária na RDC

A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o coordenador humanitário da ONU afirmaram na quinta-feira (21) que é necessário financiamento urgente e contínuo para uma resposta liderada pelo governo da República Democrática do Congo à crise humanitária no país.

“Podemos derrotar a enorme e prolongada crise humanitária. Mas precisamos urgentemente que doadores forneçam financiamentos generosos, conforme as necessidades continuam superando os recursos (disponíveis)”, disse o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock.

Segundo ele, a República Democrática do Congo precisa de contínuo engajamento internacional para criar as condições para paz, segurança e desenvolvimento de longo prazo.

Mariam Souleye Maiga (em vermelho) com um grupo de ex-refugiadas. Foto: ACNUR/Mark Henley

ONU e União Europeia viabilizam poços de água em cidade afetada por conflito no Mali

Depois do conflito deslocar moradores de Gao, cidade do Mali de pouco mais de 100 mil habitantes, associações comunitárias passaram a ajudar pessoas a retornar à cidade e recomeçar suas vidas com o apoio de um financiamento da União Europeia.

No sol quente de uma manhã de março, risadas ecoam enquanto 20 mulheres se juntam para coletar água para preparar o almoço. O poço foi instalado em 2018 com financiamento do Fundo Fiduciário de Emergência da União Europeia para a África e por meio da gestão da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O investimento faz parte de um dos dois dutos que custaram 21,5 mil euros e foram instalados no ano passado.

Crianças rohingya brincam no campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/ Roger Arnold

ONU e parceiros instalam pontos de água potável em campos de refugiados em Bangladesh

Durante meses, após fugir da violência em Mianmar tendo como destino Bangladesh, o refugiado rohingya Nurul Salam e sua esposa, Lalu Begum, tinham de consumir água que frequentemente deixava toda a família doente, com dores de garganta e diarreia.

Agora, graças a um sistema de água recentemente instalado movido a energia solar, eles estão entre as milhares de pessoas no assentamento de refugiados de Kutupalong, em Cox’s Bazar, que podem caminhar até um estande, abrir a torneira e encher um balde com água potável.

O sistema é uma das oito iniciativas instaladas no último semestre por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), OXFAM, Médicos Sem Fronteiras e a agência não governamental de Bangladesh BRAC, atendendo um total de 40 mil pessoas. Existem planos para instalar outras dez redes no próximo ano, o que beneficiará mais de 80 mil refugiados.

Vista aérea de Tengani, Nsanje, no Malauí, afetada por inundações devido a chuvas incessantes no período de 5 a 9 de março de 2019. Foto: UNICEF/Juskauskas

ACNUR envia funcionários e suprimentos para ajudar pessoas afetadas pelo ciclone Idai

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com os governos e os parceiros que promovem ajuda humanitária em Moçambique, Zimbábue e Malauí para socorrer aos sobreviventes do ciclone tropical Idai, que atingiu a costa leste do sul da África nos dias 14 e 15 de março.

O ACNUR está mobilizando abrigos de emergência e itens básicos de ajuda humanitária de seus estoques globais para apoiar 30 mil pessoas em extrema necessidade, incluindo refugiados afetados no Zimbábue, as comunidades de acolhida e a população local deslocada pelo ciclone.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz. Foto: CIASC

Diretor do UNIC Rio defende maior participação de mulheres em operações de paz

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, fez no início de dezembro (5) uma palestra sobre operações de paz da ONU no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na capital fluminense. A palestra fez parte do Primeiro Estágio de Operações de Paz para Mulheres, iniciativa da Marinha do Brasil em parceria com o UNIC Rio.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz.

Distribuição de alimentos em Beira, Moçambique. Mais de 70 famílias receberam ajuda em escola transformada em abrigo. A maior parte dos moradores teve de deixar suas casas danificadas pelo ciclone. Foto: PMA/Deborah Nguyen

PMA destaca devastação provocada por ciclone no sudoeste da África

A escala completa da devastação causada pelo ciclone tropical Idai no sudoeste da África está se tornando mais clara, afirmaram as Nações Unidas na terça-feira (19), alertando que a emergência “está crescendo a cada hora”.

Cinco dias após a tempestade chegar a Moçambique, causando amplos danos e enchentes, a estimativa é de que ao menos 1 mil pessoas tenham morrido no país.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) busca apoiar 600 mil pessoas afetadas pelo ciclone, que chegou a Moçambique com ventos de mais de 150 quilômetros por hora.

No Malauí, a agência da ONU planeja alcançar 650 mil pessoas com assistência alimentar.

Bandeira da Indonésia em Pujon, Java Oriental. Foto: Flickr (CC)/Prayitno

Terremoto e enchentes na Indonésia deixam pelo menos 79 mortos e mais de 4 mil deslocados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou solidariedade ao governo e povo da Indonésia após o país ser atingido no domingo (17) por enchentes e um terremoto que deixaram pelo menos 79 mortos e mais de 4 mil pessoas deslocadas.

De acordo com a imprensa internacional, fortes chuvas afetaram a província de Papua, no leste da nação asiática, e regiões adjacentes, causando alagamentos severos e deslizamentos de terra.

Agência da ONU constrói fábrica de têxteis para cidadãos deslocados na RD Congo

“Eu adoro costurar”, conta a congolesa Clémence, de 20 anos, enquanto passa os dedos pelo tecido com o qual trabalha. O artesanato têxtil trouxe alegria e um novo propósito para a vida dessa jovem. Com um projeto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela pôde recomeçar a vida em sua vila natal, dez anos após fugir de casa por causa da violência no leste da República Democrática do Congo.