Manifestações de 2014 em Gâmbia. Violações dos direitos humanos no país já preocupavam as Nações Unidas nessa época. Foto: UNFPA Gâmbia

Cerca de 45 mil pessoas deixaram a Gâmbia em meio à incerteza política no país

Cerca de 45 mil pessoas saíram da Gâmbia rumo ao Senegal nos últimos dias em meio à contínua incerteza política e a entrada de tropas senegalesas e da África Ocidental no país na quinta-feira (19).

O clima político ficou tenso depois que o presidente Yahya Jammeh, há 22 anos no poder, anunciou no fim do ano passado que não aceitaria os resultados eleitorais de dezembro que deram vitória a Adama Barrow.

Grupo de mulheres internamente deslocadas no campo de deslocados de Tharawan, nos arredores de Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF / Moohialdin Fuad

Em meio a conflito, Iêmen recebe milhares de migrantes por mês

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que fornece assistência humanitária no país, até 12 mil migrantes chegam todos os meses às costas do país do Golfo de Áden com a esperança de chegar à Arábia Saudita.

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou que cerca de 105 mil pessoas chegaram ao Iêmen a partir do Chifre da África nos últimos dois meses, a maioria da Etiópia e da Somália.

Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Missão da ONU no Mali: promovendo o desenvolvimento e protegendo civis (vídeo)

Estabelecida pelo Conselho de Segurança da ONU em 2013, a missão da ONU no Mali – conhecida pela sua sigla, MINUSMA – oferece apoio a processos políticos e ajuda a estabilizar o país. Aproximadamente 12 mil capacetes-azuis de mais de 50 países foram mobilizados para a região, uma das mais perigosas do mundo. Mesmo em meio ao conflito e à instabilidade, a MINUSMA apoia projetos de base que estimulam o desenvolvimento social e econômico das comunidades em que atua. Confira nessa matéria especial.

‘Assassinatos e violações dos direitos humanos continuam inabaláveis no Sudão do Sul’, alerta ONU

“Os combates entre o Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) e o Movimento de Libertação do Povo do Sudão em Oposição (SPLM-IO) em Juba, que estouraram entre os dias 8 e 12 de julho de 2016, representam um sério revés para a paz no Sudão do Sul e mostraram o quão volátil é ainda a situação no país, com civis vivendo sob o risco de atrocidades em massa’’, alertou o chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein.

Foto: hrt.org.gr

Agência da ONU para Refugiados recebe indicações para prêmio humanitário

Prêmio Nansen de Refugiados do ACNUR tem como objetivo mostrar os valores de perseverança diante da adversidade trazida por uma crise de deslocamento de pessoas em massa devido a guerras ou conflitos. Qualquer indivíduo, grupo de pessoas ou organização que tenha apresentado um trabalho humanitário extraordinário em nome dos refugiados, deslocados ou apátridas pode ser nomeado.

Dom Paulo Evaristo Arns, que faleceu no final de 2016, foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Nansen. Prazo para envio de indicações é dia 6 de fevereiro.

Menino empurrando uma cadeira de rodas em meio a edificações destruídas em uma rua em Al-Mashatiyeh, próximo à cidade de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR/Bassam Diab

‘Não podemos deixar que 2017 repita tragédias que aconteceram na Síria em 2016’, alerta ONU

Cinco agências humanitárias da ONU emitiram comunicado alertando que, atualmente, há 15 áreas sitiadas no país, onde 700 mil civis – incluindo cerca de 300 mil crianças – ainda permanecem presos. Além disso, devido à luta, à insegurança e o acesso restrito, quase 5 milhões de pessoas e mais de 2 milhões de crianças e adolescentes vivem em locais extremamente difíceis para o acesso humanitário.

Mais de 3 milhões de pessoas estão deslocadas no Iraque. As crianças são as mais afetadas. No norte do país, a ‘Terre des Hommes’, uma organização apoiada pelo UNICEF, ajuda meninos a se recuperarem de experiências traumáticas em meio à violência extrema. Mais de 300 meninos receberam assistência nos últimos seis meses. As atividades do centro os ajudam a pensar em um futuro melhor.

Iraque: com apoio do UNICEF, organização apoia crianças em meio à violência extrema (vídeo)

Mais de 3 milhões de pessoas estão deslocadas no Iraque. As crianças são as mais afetadas. No norte do país, a ‘Terre des Hommes’, uma organização apoiada pelo UNICEF, ajuda meninos a se recuperarem de experiências traumáticas em meio à violência extrema. Mais de 300 meninos receberam assistência nos últimos seis meses. As atividades do centro os ajudam a pensar em um futuro melhor.

Reparação do sistema de água no campo de Jabalia, no norte de Gaza. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

ONU pede recursos para palestinos deslocados por conflito na Síria e nos territórios ocupados

Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) lançou apelo internacional por 813 milhões de dólares para financiar a ajuda emergencial à crise nos territórios ocupados palestinos, incluindo Jerusalém Oriental. Verba também se destinará a atender as necessidades de refugiados palestinos afetados pelo conflito na Síria, incluindo os que estão deslocados no Líbano e na Jordânia.

Vista de Kandahar, no Afeganistão. Foto: UNAMA

Milhares de crianças no Afeganistão sofrem de desnutrição; 9,3 milhões de pessoas precisam de ajuda

Nos primeiros nove meses de 2016, a luta armada no país matou o número recorde de 8.397 pessoas e descolou meio milhão em novembro. Mais da metade dos civis deslocados são crianças que, além da desnutrição, enfrentam maus-tratos e exploração, incluindo casamento forçado, abuso sexual e trabalho infantil.

Na terça (10), atentados terroristas deixaram dezenas de mortos e muitos outros feridos, incluindo o governador de Kandahar e o embaixador dos Emirados Árabes Unidos.

Foto: ACNUR

Vozes na escuridão: crianças em fuga (vídeo)

Com o deslocamento forçado global em um número recorde de 65,3 milhões, o número de crianças desacompanhadas e separadas de suas famílias que procuram refúgio também está crescendo dramaticamente.

Cerca de 112 mil pedidos de asilo de crianças desacompanhadas e separadas foram apresentados em todo o mundo em 2015 – o número mais elevado registado desde que o ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, começou a coletar esses dados, em 2006.

Pessoas que receberam cobertores do ACNUR voltando para casa após uma distribuição de ajuda em uma área liberada no leste de Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Em meio a conflitos, centenas de pessoas em Mossul recebem assistência médica

ONU informou que cerca de 700 pessoas que estavam na linha de frente dos combates em Mossul, no Iraque, foram transferidas para hospitais em meio à ampliação dos esforços humanitários na região.

“A ONU aumentou o acesso às áreas que foram retomadas e está ampliando a ajuda para atender milhares de pessoas que fogem dos combates entre as forças iraquianas e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). No entanto, dado o alto risco das munições, os trabalhadores humanitários têm de esperar até que as áreas sejam limpas para acessá-las”, disse funcionário humanitário das Nações Unidas.

António Guterres (ao centro) fala ao Conselho de Segurança da ONU no primeiro encontro como secretário-geral. À direita, Margot Wallström, da Suécia, que preside o Conselho no mês de janeiro. Foto: ONU/ Rick Bajornas

Em reunião com Conselho de Segurança da ONU, Guterres destaca: prevenção é o caminho para a paz

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou hoje (10) a necessidade de novos e vigorosos esforços para construir e manter a paz, incluindo prevenção, resolução de conflito, construção e manutenção da paz e desenvolvimento sustentável. Para ele, prevenção não é apenas uma prioridade: é a prioridade. Ele fez o primeiro discurso formal no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque.

Refugiada Regina Maniro brinca com seu filho de 9 meses, Jima Loday, em hospital do campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. Eles fugiram do Sudão do Sul depois que a seca prejudicou seus meios de subsistência. Foto: ACNUR/Will Swanson

Incidência de doenças mentais é baixa entre refugiados, diz oficial da ONU

As palavras “trauma” ou “traumatizado” são frequentemente utilizadas para descrever refugiados, mas, segundo o oficial de saúde mental da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Pieter Ventevogel, a maior parte deles sabe lidar bem com as adversidades.

Enquanto na população em geral a incidência de distúrbios mentais está entre 2% e 3%, no caso dos refugiados esse indicador sobe para entre 3% e 4% — um patamar ainda baixo, segundo o especialista. De acordo com ele, é necessário evitar classificar toda uma população com termos como “traumatizados”, que acabam remetendo a doenças mentais, criando preconceitos.

Uma mãe cuida de seu bebê desnutrido e desidratado no Hospital de Banadir, na capital somali, Mogadíscio. Foto: ONU/Stuart Price

Novo currículo de formação em obstetrícia na Somália obtém reconhecimento internacional

Um novo currículo para as escolas de formação em obstetrícia na Somália foi reconhecido internacionalmente pela Confederação Internacional de Parteiras (ICM, na sigla em inglês) em dezembro de 2016, informou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O reconhecimento internacional de parteiras qualificadas contribuirá para a redução da alta mortalidade materna e de crianças recém-nascidas em todas as regiões da Somália, disse o vice-presidente da principal escola de obstetrícia de Mogadíscio, Hawa Abdullahi Elmi.

Crianças em abrigo de Jibreen, Alepo, brincam com carrinho. Foto: UNICEF/Rzehak

Oficial da ONU vê retorno do otimismo em Alepo com manutenção do cessar-fogo

Um oficial das Nações Unidas informou na quarta-feira (4) que, apesar de os danos em Alepo serem extremos, agentes humanitários verificavam sinais de otimismo e esperança na cidade síria.

Enquanto as agências da ONU ainda não conseguem dar um número exato, Malik estimou que cerca de 1,5 milhão de pessoas estão na cidade, incluindo 400 mil deslocadas internamente. Antes da crise, a população de Alepo era de cerca de 4 milhões. “As necessidades imediatas são enormes”, declarou.