Casal de apátridas com o filho em assentamento em Skopje, na Macedônia. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU pede que países da Europa protejam direitos de crianças sem nacionalidade

Agências das Nações Unidas pediram nesta semana (14) que países e organizações da Europa tomem ações urgentes para proteger os direitos de meninos e meninas apátridas — quando uma criança não possui nacionalidade.

No continente europeu, estima-se que mais de 500 mil pessoas — incluindo não apenas menores de idade, mas também adultos — não sejam reconhecidas como cidadãs de nenhuma nação.

Criança em campo de Al Rebat, onde cerca de 60 famílias deslocadas estão vivendo após fugir de zonas de conflito em Taiz e Hodeida, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: 80% da população precisa de assistência e proteção humanitária

As Nações Unidas alertaram na quinta-feira (14) que uma estimativa de 24 milhões de pessoas – perto de 80% da população – precisam de assistência e proteção no Iêmen. Conforme a fome ameaça centenas de milhares de vidas, a ajuda humanitária se torna cada vez mais a única forma de sobrevivência para milhões no país.

Dados da agência da ONU mostram que um total de 17,8 milhões de pessoas não têm acesso a água segura e saneamento e que 19,7 milhões não têm acesso adequado à saúde. Condições sanitárias ruins e doenças transmitidas por água, incluindo cólera, deixaram centenas de milhares de pessoas doentes no ano passado.

Da esquerda para a direita, os refugiados sírios Taha, seu pai Samir e a irmã Wafika, no Cairo. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Reassentamento é a última esperança para irmãos sírios tetraplégicos

Com paralisia cerebral, os irmãos sírios Wafika e Taha precisam de cuidados médicos especializados, além de um local de moradia com acessibilidade. A família dos dois vivendo há seis anos no Egito, com poucos serviços adequados aos filhos.

A mãe Mayssa vê no reassentamento – a transferência para um terceiro país com capacidade para atender às suas necessidades – uma última esperança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Condições de vida da população ucraniana que vive próximo a áreas de conflito têm se agravado. Foto: ACNUR/Anastasia Vlasova

Civis ‘continuam pagando preço mais alto’ de conflito na Ucrânia

Civis continuam “pagando o preço mais alto” do conflito em andamento na Ucrânia envolvendo rebeldes separatistas no leste do país, afirmou a vice-chefe humanitária das Nações Unidas ao Conselho de Segurança na terça-feira (12).

“Mais de 3.300 civis foram mortos e até 9 mil ficaram feridos desde que o conflito começou, em 2014”, disse Ursula Mueller, secretária-geral assistente das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, a membros do Conselho, acrescentando que até 1,5 milhão de pessoas foram deslocadas internamente.

Em 2019, disse Mueller, 3,5 milhões de pessoas precisarão de serviços de assistência humanitária e proteção, “muitas delas idosas, mulheres e crianças”.

Cereais armazenados em Dhubab, província de Taiz, no Iêmen. Cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) armazenados nos arredores da cidade de Hodeida estão inacessíveis há mais de cinco meses e correm o risco de apodrecer. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: alimentos para milhões correm risco de apodrecer em porto do Mar Vermelho

Assistência alimentar para milhões de iemenitas “corre risco de apodrecer” em um importante armazém no Mar Vermelho porque não há condições seguras para se chegar ao local, disseram na segunda-feira (11) o enviado especial das Nações Unidas, Martin Griffiths, e o coordenador de assistência humanitária da ONU, Mark Lowcock.

Com alimentos suficientes para 3,7 milhões de pessoas por um mês, os grãos armazenados podem ajudar o Programa Mundial de Alimentos (PMA) a intensificar assistência alimentar para quase 12 milhões de pessoas no país, em um aumento de 50% em relação a 2018.

No campo de refugiados de Chakmarkul, em Bangladesh, Angelina Jolie conversa com mulheres rohingya que sobreviveram à violência sexual em Mianmar. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

Jolie pede fim às injustiças que levaram 1 milhão de rohingyas ao exílio em Bangladesh

A atriz norte-americana Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ouviu na semana passada depoimentos de refugiados rohingya que suportaram anos de perseguição e discriminação em Mianmar e sobreviveram a uma jornada desesperada através da fronteira.

Dirigindo-se aos refugiados rohingya no acampamento, a Jolie declarou: “quero dizer que me sinto honrada e orgulhosa de estar com vocês hoje. Vocês têm todo o direito de viver em segurança, de serem livres para praticar sua religião e de coexistir com pessoas de outras religiões e etnias. Vocês têm todo o direito de não serem apátridas, e o modo como vocês foram tratados envergonha a todos nós”.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária a venezuelanos

A situação da população venezuelana está cada vez mais crítica, e as Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária com base em “necessidade, e apenas necessidade”, disse nesta sexta-feira (8) uma autoridade sênior da Organização.

Falando a jornalistas em Genebra, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) destacou estar observando acontecimentos na fronteira entre Venezuela e Colômbia, aonde um comboio de ajuda humanitária chegou na quinta-feira (7).

“Sobre a situação na fronteira, a ONU está monitorando a situação de perto”, disse Jens Laerke, do OCHA. “O cenário ideal é que ajuda humanitária seja fornecida, independentemente de quaisquer considerações políticas e outras que não sejam puramente humanitárias, e isto é baseado em necessidade, e apenas necessidade”.

Conflito armado impede acesso da ONU a armazém de alimentos no Iêmen

O chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, expressou preocupação nesta sexta-feira (8) com as quase 10 milhões de pessoas no Iêmen “a um passo de distância da fome”, mesmo com a disponibilidade de alimentos em um depósito de agências humanitárias.

“Grãos suficientes para alimentar 3,7 milhões de pessoas por um mês ficaram inutilizados e possivelmente estragando em silos nos moinhos por mais de quatro meses”, disse o dirigente sobre o armazém localizado nos arredores da cidade de Hodeida, mas inacessível devido aos conflitos armados.

Comboio de 188 caminhões foi o maior já despachado pela ONU na história da guerra da Síria. Foto: ACNUR

Maior comboio humanitário da ONU na Síria apoia 40 mil pessoas

O maior comboio já despachado pela ONU em meio à guerra na Síria chegou na quarta-feira (6) ao assentamento de Rukban, com assistência para mais de 40 mil pessoas deslocadas. O acampamento, próximo à fronteira com a Jordânia, recebeu alimentos, suprimentos de saúde, materiais de higiene e educação, além de vacinas para 10 mil crianças com menos de cinco anos de idade. Os recurso foram transportados em 118 caminhões.

A enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie, fala com os refugiados rohingya no campo de Chakmarkul, em Cox’s Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ARTIGO: Milhares de rohingyas foram mortos em Mianmar desde agosto de 2017

Em artigo, a atriz norte-americana e enviada da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) Angelina Jolie fala sobre a situação das mais de 700 mil pessoas forçadas a abandonar suas casas no estado de Rakhine, em Mianmar, devido a perseguições e violência contra a minoria rohingya ocorridas a partir de agosto de 2017.

Um ano e meio depois, refugiados ainda cruzam a fronteira com Bangladesh em busca de segurança. “Embora os números exatos sejam desconhecidos, os relatórios sugerem que milhares de pessoas foram mortas desde o início da violência no Mianmar, incluindo mulheres e crianças. Todos ficaram traumatizados”, disse. Leia o artigo completo.

Mais de 35 mil pessoas fugiram de Rann nas últimas duas semanas de janeiro, após combatentes extremistas do Boko Haram atacarem repetidamente a cidade. Foto: ONU

Mais de 35 mil pessoas buscam segurança na fronteira entre Nigéria e Camarões

Mais de 35 mil nigerianos atravessaram a fronteira entre Nigéria e Camarões nas duas últimas semanas de janeiro para fugir de ataques do grupo terrorista Boko Haram.

Os refugiados deixaram Rann com destino a Goura, Camarões, após a saída recente da Força-Tarefa Conjunta Multinacional (MNJTF), que protegeu a cidade nigeriana após um ataque em 14 de janeiro.

“Quando as forças militares foram embora, não tivemos outra possibilidade, a não ser sair”, disse um sobrevivente.

Hospital de Al-Thawra, em Hodeida, no Iêmen, em foto de abril de 2017. Foto: OCHA/Giles Clarke

Partes em conflito no Iêmen se reunirão para discutir troca de prisioneiros, diz enviado da ONU

As partes em conflito no Iêmen devem se encontrar para novas discussões sobre um acordo de troca de prisioneiros, anunciou na segunda-feira (4) Martin Griffiths, enviado especial das Nações Unidas para o país devastado pela guerra.

Um acordo de troca de prisioneiros foi assinado na Suécia em dezembro e representa o primeiro desde início do conflito no Iêmen, há quase quatro anos — que provocou a pior crise humanitária do mundo.

Crianças e suas famílias levam os poucos pertences que conseguiram trazer consigo enquanto se preparam para deixar a aldeia de Baghoz, no distrito de Hajin, no leste da província de Deir-ez-Zor. O grupo fará uma peregrinação em busca de segurança no campo de Al-Hol, 300 km ao norte de onde estão. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

UNICEF: guerra na Síria matou mais de 30 crianças desde dezembro

Pelo menos 32 crianças — entre elas 11 bebês — morreram na Síria desde dezembro de 2018 até o final de janeiro, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Segundo a agência, ao longo do mês passado, conflitos em torno do distrito de Hajin, no leste do território sírio, provocaram o deslocamento de quase 23 mil pessoas — a maioria mulheres e crianças — para o campo de Al-Hol, a 300 km de distância.

Cerca de 100 venezuelanos que vivem atualmente em Boa Vista (RR) embarcam neste sábado (2) para a cidade de Dourados (MS), na maior interiorização já realizada pela Operação Acolhida na modalidade de vagas de emprego sinalizadas. Foto: OIM

Com apoio da ONU, 100 venezuelanos viajam de Boa Vista a Dourados neste sábado

Cerca de 100 venezuelanos que vivem atualmente em Boa Vista (RR) embarcam neste sábado (2) para a cidade de Dourados (MS), na maior interiorização já realizada pela Operação Acolhida na modalidade de vagas de emprego sinalizadas. Nesta modalidade, a integração das pessoas interiorizadas é acelerada, pois os venezuelanos viajam tendo vagas de emprego garantidas por uma empresa local.

A transferência de mulheres, crianças e homens venezuelanos de Roraima para outros estados brasileiros é um dos eixos da Operação Acolhida, que reúne as Forças Armadas, diversos ministérios do governo federal, agências do Sistema ONU no Brasil e entidades da sociedade civil organizada.

Mulheres em frente à casa em que moram no centro de Gaza. Palestinos do enclave enfrentam dificuldades para atender as necessidades básicas de seus filhos, como alimentação, saúde e habitação. Foto: PMA/Wissam Nassar

Chefe de agência da ONU alerta para intensificação da crise humanitária em Gaza

Problemas “alarmantes e crescentes” que afetam refugiados palestinos podem desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, afirmou na terça-feira (29) o chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

“Fornecemos assistência alimentar para 1 milhão de pessoas em Gaza, o que representa metade da população do enclave. A UNRWA fornece esta assistência alimentar a cada três meses”, explicou Pierre Krähenbühl.

“Este é um número com o qual o mundo deveria ficar chocado, porque nos anos 2000 fornecíamos assistência alimentar para 80 mil. Então, nós passamos de 80 mil pessoas em nossa lista de assistência alimentar para 1 milhão. Por quê? Por conta da dinâmica do conflito e do bloqueio que dizimou setores inteiros da economia de Gaza”.

Kedija, 15 anos, e Yonas, 12, sobreviveram a sequestro, detenções e uma travessia marítima fracassada antes de se reunirem com a mãe na Suíça. Foto: ACNUR

Adolescentes reencontram mãe na Suíça oito anos depois de fugir da Eritreia

Em março de 2018, enquanto estavam em um centro de detenção na cidade líbia de Misrata, a épica tentativa dos irmãos eritreus Kedija*, de 15 anos, e de seu irmão Yonas, de 12, de se reunir com a mãe na Suíça depois de oito anos de separação tinha tudo para dar errado.

Os irmãos tinham sido forçados a fugir de sua terra natal, sobreviveram sozinhos em um campo de refugiados etíope, foram capturados por sequestradores e finalmente chegaram à Europa a bordo de um navio que atravessava o Mediterrâneo — apenas para serem interceptados e devolvidos à Líbia.

Mas graças à obstinação de sua mãe, Semira, a intervenção de governos e de agências humanitárias — e uma grande porção de sorte —, hoje as crianças estão na Suíça, nos braços de sua mãe mais uma vez. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças no acampamento de Batbu, em Alepo, na Síria. Foto: UNICEF/Watad

Chefe humanitário pede apoio do Conselho de Segurança para garantir assistência à população síria

Com o inverno rigoroso piorando as condições de vida da população da Síria, o chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, pediu na quarta-feira (30) que o Conselho de Segurança apoie a entrega segura de assistência no país. Dirigente também solicitou que fundos internacionais contribuam com o orçamento de ajuda emergencial, essencial para civis que vivem em meio à chuva, neve e baixas temperaturas.

Em Dangatene, no Mali, um vilarejo remoto formado por casas de barro, os aldeões acordam cedo e se enfileiram sob o sol para aguardar as consultas médicas gratuitas oferecidas pela Missão de Paz da ONU. O tenente Tafsir Gueye, oficial médico da Força de Reação Rápida senegalesa, atendeu mais de 200 pessoas nesta aldeia do Mali. Um trabalho que requer autossacrifício, profissionalismo e, acima de tudo, paciência. “Os problemas de saúde mais comuns são as doenças negligenciadas, como a desnutrição infantil. No caso das pessoas idosas, doenças oculares como catarata”, disse ele.

No Mali, forças de paz da ONU levam saúde a locais remotos; vídeo

Em Dangatene, no Mali, um vilarejo remoto formado por casas de barro, os aldeões acordam cedo e se enfileiram sob o sol para aguardar as consultas médicas gratuitas oferecidas pela Missão de Paz da ONU.

O tenente Tafsir Gueye, oficial médico da Força de Reação Rápida senegalesa, atendeu mais de 200 pessoas nesta aldeia do Mali. Um trabalho que requer autossacrifício, profissionalismo e, acima de tudo, paciência. “Os problemas de saúde mais comuns são as doenças negligenciadas, como a desnutrição infantil. No caso das pessoas idosas, doenças oculares como catarata”, disse ele.

Membros da MONUSCO conversam com moradores da região de Yumbi. Foto: MONUSCO

ONU confirma valas comuns de mais de 500 civis mortos em massacre na RD Congo

Uma investigação preliminar da ONU revelou na quarta-feira (30) que pelo menos 535 civis foram mortos em meio a um massacre no oeste da República Democrática do Congo. Cadáveres das vítimas foram encontrados em valas comuns.

Os homicídios teriam ocorrido durante conflitos entre as comunidades de Banunu e Batende, que entraram em confronto em meados de dezembro, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Um bebê é resgatado pelo navio Sea Watch no Mediterrâneo. Foto: ACNUR/Hereward Holland

ACNUR: 6 pessoas morreram por dia tentando atravessar o Mediterrâneo em 2018

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (30), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirma que 2.275 pessoas morreram ou desapareceram ao cruzar o Mar Mediterrâneo em 2018. Isso significa que, por dia, seis indivíduos perderam a vida no ano passado tentando chegar à Europa. Segundo o organismo da ONU, cortes nas operações de busca e salvamento reforçaram a posição da rota como a travessia marítima mais fatal do mundo.

Em abril de 2018, crianças caminhavam pelo acampamento improvisado de Fafin, na Síria, após suas famílias fugirem do distrito de Afrin, devido à escalada de violência na região. Foto: UNICEF/Al-Issa

UNICEF pede US$ 3,9 bi para ajudar crianças em crises humanitárias em 2019

Mais de 34 milhões de crianças que vivem em países afetados por conflitos e desastres não têm acesso a serviços vitais de proteção infantil, o que coloca a sua segurança, bem-estar e também o seu futuro em risco, alertou nesta terça-feira (29) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Organismo lançou apelo de 3,9 bilhões de dólares para financiar suas iniciativas de assistência em crises humanitárias ao longo de 2019. UNICEF explica que o orçamento permitira à agência da ONU fornecer água potável, nutrição, educação, saúde e proteção para 41 milhões de meninos e meninas em 59 países em todo o mundo.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam ponte Simon Bolívar com destino à Colômbia. Foto: ACNUR

Para ONU, América Latina deve se manter fiel à tradição de solidariedade a refugiados e migrantes

Diante dos atuais desafios humanitários e políticos, a América Latina deve continuar sendo fiel à sua tradição de solidariedade, afirmou no sábado (26) o representante especial conjunto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein.

“O racismo, a misoginia e a xenofobia não têm lugar em nossos países e devem ser condenados com firmeza. Os dirigentes políticos e formadores de opinião devem apelar em seus pronunciamentos a paz, justiça, calma e comedimento, condenando as atitudes e ações xenófobas e misóginas”, declarou.

“Os meios de comunicação e os usuários de redes sociais, por sua vez, devem informar os fatos de forma responsável, sem incitar atitudes e ações xenófobas, e devem também condenar todo ataque físico ou verbal contra os refugiados, migrantes e outras pessoas estrangeiras, quando estes ocorrerem.”

Secretário-geral António Guterres discursa em evento especial sobre terrorismo. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Tragédia de Brumadinho: Guterres diz que ONU está à disposição para apoiar autoridades brasileiras

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, está profundamente triste pela terrível perda de vidas e expressiva destruição de casas e do meio ambiente causadas pelo colapso de uma barragem ontem (25) em Brumadinho, no estado de Minas Gerais.

Guterres informou ainda que o Sistema das Nações Unidas permanece à disposição para apoiar as autoridades brasileiras nas buscas e esforços de ajuda emergencial.

O embaixador de Luxemburgo (no centro, de preto) participou de uma missão, ao lado de representantes de agências da ONU apoiadoras do projeto, que estiveram em Roraima ente os dias 16 e 18 de janeiro. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Agências da ONU reforçam atenção a meninas e mulheres migrantes e refugiadas no Brasil

Em crises humanitárias, as mulheres e meninas estão frequentemente entre as populações mais afetadas. Pobreza, separação da família, dificuldades no acesso a serviços básicos e exposição a maiores riscos de violência são algumas das dificuldades enfrentadas.

Para reduzir as vulnerabilidades e oferecer alternativas a mulheres e meninas venezuelanas que chegam ao Brasil, a ONU Mulheres, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) iniciam em 2019 uma ação conjunta, financiada pela Embaixada de Luxemburgo. Saiba mais sobre a iniciativa.

Esse bebê é o primeiro a nascer livre do ebola de uma mãe que já havia sido infectada. Historicamente, as taxas de sobrevivência são muito baixas para mulheres grávidas infectadas com o ebola e seus bebês. Joséphine Ekoli, 28, da República Democrática do Congo, está feliz por ter dado à luz um bebê saudável depois de se recuperar da doença. Ela foi admitida em um centro de tratamento da doença, apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2018.

Passa bem primeiro bebê livre do ebola após mãe contrair a doença; vídeo

Esse bebê é o primeiro a nascer livre do ebola de uma mãe que já havia sido infectada. Historicamente, as taxas de sobrevivência são muito baixas para mulheres grávidas infectadas com o ebola e seus bebês.

Joséphine Ekoli, 28, da República Democrática do Congo, está feliz por ter dado à luz um bebê saudável depois de se recuperar da doença. Ela foi admitida em um centro de tratamento da doença, apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2018. Confira nesse vídeo.

Refugiados e migrantes desembarcam em Valleta, Malta, após serem resgatados pelos navios Sea Watch e Sea Eye. Imagem de 9 de janeiro de 2019. Foto: ACNUR/Anna Camilleri

ONU pede resposta urgente de países europeus ao drama de migrantes no Mediterrâneo

O aumento de naufrágios e resgates de migrantes no Mar Mediterrâneo nos últimos dias é evidência de que uma ação urgente precisa ser tomada por países europeus, afirmaram agências da ONU na terça-feira (22). De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), ao longo das três primeiras semanas de 2019, 203 pessoas morreram nas três principais rotas que levam do Norte da África e da Turquia para a Europa.

Hospital de Ash Shifa, Gaza, em 11 de maio de 2018. Foto: OCHA

Agravamento da crise de combustíveis coloca vidas em risco na Faixa de Gaza

Um agravamento da crise de combustíveis na Faixa de Gaza está colocando vidas de pacientes em risco, conforme o fornecimento de energia elétrica para centros cirúrgicos está sob constante ameaça, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira (21).

“A escassez aguda de combustíveis está esgotando rapidamente as capacidades do sistema de saúde em Gaza, que enfrenta escassez crônica de remédios, suprimentos e eletricidade”, disse Gerald Rockenschaub, chefe do escritório da OMS para Cisjordânia e Gaza.

Arriscando suas vidas para chegar à Europa a partir do Norte da África, barco com migrantes é resgatado no Mar Mediterrâneo pela Marinha italiana. Foto: ACNUR/A. D’Amato

Agência da ONU pede fim da tragédia de refugiados e migrantes no Mediterrâneo

Após relatos na imprensa de que cerca de 170 refugiados e migrantes morreram ou desapareceram durante dois novos naufrágios no Mar Mediterrâneo, o alto-comissário da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, afirmou no sábado (19) que “nenhum esforço deveria ser poupado” em salvar vidas no oceano.

Em 2018, 2.262 indivíduos morreram durante tentativas de cruzar o Mediterrâneo com destino à Europa, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Agências da ONU e AVSI aguardam chegada de comitiva interministerial no abrigo Rondon 2, o centro de trânsito para famílias venezuelanas que serão interiorizadas. Foto: ANUCR/Victoria Hugueney

Governo federal visita venezuelanos atendidos pela ONU em Roraima e prorroga ajuda até 2020

Uma comitiva com cinco ministros do governo federal visitou nesta quinta-feira (17) as instalações de acolhimento e recepção a venezuelanos da Operação Acolhida em Boa Vista, Roraima, e anunciou a prorrogação do programa até março de 2020.

Durante a visita, as autoridades conheceram o trabalho humanitário conjunto desenvolvido por agências do Sistema ONU no Brasil, o Exército brasileiro e organizações da sociedade civil. A comitiva incluiu o governador de Roraima, Antonio Denarium, a Secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj, além membros do Exército, de outros órgãos federais e de organizações internacionais.

Crianças no campo para deslocados internos de Thea Chaung, no estado de Rakhine, Mianmar. Foto: OCHA (arquivo)

Especialista da ONU expressa preocupação com violência crescente em Mianmar

A especialista em direitos humanos das Nações Unidas para Mianmar, Yanghee Lee, expressou preocupação nesta sexta-feira (18) com a crescente onda de violência nos estados de Rakhine e Chin. Desde novembro de 2018, o Exército de Mianmar, conhecido como Tatmadaw, e a organização armada étnica Exército Arakan estão em intenso conflito.

A relatora da ONU alertou para um agravamento da perseguição a grupos étnicos e civis inocentes. Lee também lembrou os recentes bloqueios na região à circulação de agências humanitárias. Esse tipo de medida para impedir a entrega de assistência é considerado uma violação do direito internacional.