Crise de refugiados do Sudão do Sul é a maior da África. Foto: ACNUR/David Azia

Crise de refugiados fugindo do Sudão do Sul é a que cresce mais rapidamente no mundo, diz ONU

Atualmente, o número de pessoas que deixou o Sudão do Sul para buscar segurança em nações vizinhas é de 1,6 milhão. Em março, novas chegadas a territórios estrangeiros atingiram uma máxima de mais de 5 mil por dia. Uganda é o país mais sobrecarregado, com 800 mil sul-sudaneses.

Segundo a ONU, arrecadações para as vítimas de deslocamento forçado vivendo em outros países atingiram apenas 8% da meta de 781,8 milhões de dólares.

O Centro de Excelência contra a Fome apoia países africanos a reproduzir iniciativas brasileiras de alimentação escolar. Na imagem, criança se alimenta em centro do Programa Mundial de Alimentos na Região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPRS), na Etiópia. Foto: PMA/Silvanus Okumu

ONU apresenta ao Itamaraty resultados positivos de parceria entre Brasil e África pelo fim da fome

O Centro de Excelência contra a Fome realizou na semana passada (16) uma reunião com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil para mostrar os resultados positivos da parceria do organismo internacional com países africanos. O Centro foi criado pelo governo brasileiro e pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Atividades não envolvem repasse de recursos às nações parceiras, apenas cooperação técnica e diálogo sobre políticas públicas.

Angelina Jolie participou da conferência anual em memória a Sérgio Vieira de Mello. Foto: ACNUR/Mark Henley

Angelina Jolie: ‘se líderes não mantêm internacionalismo vivo, somos nós que devemos fazê-lo’

‘Temos que desafiar a ideia de que os líderes mais fortes são os mais dispostos a ignorar os direitos humanos em favor do interesse nacional’, declarou Angelina Jolie em evento na sede da ONU, em Genebra, organizado para lembrar a memória do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. A atriz afirmou que cidadãos devem manter internacionalismo e senso de justiça vivos no mundo.

O acesso humanitário no Iêmen pode ser limitado em breve a alguns quilômetros nas principais cidades, deixando as comunidades rurais em extrema necessidade de ajuda. Foto: FAO/Rawan Shaif

ONU alerta: 17 milhões de pessoas estão com fome no Iêmen

“Vinte das 22 províncias do país estão em situação de emergência e ou em fases críticas de insegurança alimentar, e quase dois terços dos iemenitas estão enfrentando a fome e necessitam urgentemente de ajuda para salvar suas vidas e os meios de subsistência”, afirmou a agência agrícola e alimentar da ONU, a FAO. Chefe do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) visitou país e falou em “corrida contra o tempo” para salvar vidas.

Quase 3 milhões de sírios menores de 5 anos cresceram sem saber como é viver em um país sem conflitos. Foto: ACNUR

ACNUR lança campanha digital para ajudar vítimas da guerra da Síria

Para marcar os seis anos do conflito na Síria, iniciado em meados de março de 2011, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança uma campanha digital de captação de doações a fim de amenizar o contínuo sofrimento que afeta milhões de civis inocentes no país. É possível doar qualquer quantia, em reais.

A Síria tem hoje 13,5 milhões de pessoas precisando de ajuda humanitária, incluindo 3 milhões de crianças que crescem sem saber como é viver num país livre de conflitos. Mais de 4,9 milhões de sírios – a maioria crianças e mulheres – refugiaram-se em países vizinhos.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

‘Paz na Síria é imperativo moral e político’, diz António Guterres marcando seis anos de guerra

“Há seis anos, o povo da Síria tem sido vítima de um dos piores conflitos do nosso tempo”, disse o secretário-geral, pedindo que as partes se envolvam nos diálogos que ocorrem atualmente em Genebra (Suíça) e Astana (Cazaquistão).

Desde 2011, cerca de 6,3 milhões de pessoas já foram deslocadas devido à guerra na Síria. Outras 4,9 milhões de pessoas – em sua maioria mulheres e crianças – foram forçadas a buscar abrigo em outros países, segundo a ONU.

No 6º aniversário do conflito na Síria, artistas e crianças refugiadas realizam Ato pela Paz no Cristo Redentor do Rio

Nesta quarta-feira (15), o Cristo Redentor no Rio de Janeiro será palco de um evento de solidariedade mundial para marcar o sexto aniversário da guerra na Síria. Artistas e crianças refugiadas participarão de um “Ato pela Paz” promovido pela ONG IKMR (I Know My Rights) e pelo movimento “Amor Sem Fronteiras”, liderado pela atriz e apresentadora Danni Suzuki.

Estarão presentes a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil, Isabel Marquez, e o secretário nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Gustavo Marrone.

Secretário-geral da ONU se reúne com jovens líderes e mulheres na favela de Mathare, em Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu

Em Nairóbi, chefe da ONU celebra Dia das Mulheres e elogia Quênia por multilateralismo

A riqueza, o bem-estar e a prosperidade dos países dependem da plena integração das mulheres no processo de desenvolvimento, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em visita a Nairóbi, no Quênia, onde celebrou o Dia Internacional das Mulheres (8).

O chefe da ONU também visitou a Somália, expressando “profunda solidariedade com o povo somali”. No país africano, cerca de 6,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária, incluindo 330 mil crianças que sofrem de desnutrição aguda.

Resumo semanal da ONU em imagens #109

Resumo semanal da ONU em imagens #109

O principal organismo de direitos humanos das Nações Unidas lançou nessa semana um apelo de 253 milhões de dólares – o maior de sua história – com o objetivo de reforçar o seu programa de trabalho de 2017 para proteger e promover os direitos das pessoas em todo o mundo;

Devido aos conflitos, à crise econômica e aos impactos climáticos, o Sudão do Sul enfrenta uma grave emergência humanitária, com mais de 100 mil pessoas passando fome no país; a ONU deu início aos preparativos para uma conferência global sobre oceanos, em junho desse ano – estes são alguns dos destaques da ONU em imagens.

Migrante em centro de detenção na Líbia. Foto: UNICEF/Romenzi

UNICEF: 75% das crianças migrantes sofreram assédio ou agressão nas mãos de adultos no Mediterrâneo

Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou relatório que destaca as rotas da África Subsaariana para a Líbia e as travessias do mar com destino à Europa como algumas das mais perigosas e mortíferas do mundo para crianças e mulheres.

Em Mossul, no Iraque, Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para aumento da violência. Milhares de pessoas chegaram nessa semana na região a sudeste da cidade, fugindo dos conflitos.

No Sudão do Sul, ONU pede acesso humanitário ‘irrestrito’ para evitar mais catástrofes

“As pessoas do Sudão do Sul estão sofrendo além da medida. A fome representa apenas a ponta mais extrema do iceberg das necessidades neste país”, alertou o coordenador humanitário da ONU no país.

Mais de 100 mil pessoas já enfrentam fome nas regiões apontadas pela ONU, e mais de 1 milhão estão à beira da fome. Há também temores de que, no auge da temporada de carência, em julho, cerca de 5,5 milhões de pessoas possam enfrentar uma grave insegurança alimentar em todo o país.

Criança nas ruas de Alepo. Foto: OCHA/Romenzi

Governo e rebeldes cometeram crimes de guerra na batalha de Alepo, aponta comissão da ONU

Governo e rebeldes cometeram crimes de guerra na batalha por Alepo durante o ano passado. É o que revela o novo relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Síria, publicado nesta quarta-feira (1), um dia após o veto da China e da Rússia contra uma resolução do Conselho de Segurança sobre o uso de armas químicas na Síria. A utilização de bombas de cloro foi citada pelo organismo de investigação como violação do direito internacional.

Uma multidão reúne-se num acampamento de deslocados internos em Maiduguri, na Nigéria, durante uma visita do alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, em dezembro de 2016. Foto: ACNUR/Simi Vijay

Após deslocamento causado pelo Boko Haram, milhões de pessoas continuam enfrentando desafios

Na semana passada, conferência internacional em Oslo chamou a atenção para a situação de milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas em regiões da Nigéria e Chade.

Governo e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estão intensificando esforços para reunir famílias que podem ter sido separadas durante o conflito, além de capacitar trabalhadores humanitários, autoridades do governo local e líderes comunitários para ajudar na resposta e reconstrução, especialmente no estado de Borno, onde a crise é mais severa e a ameaça insurgente mais iminente.