Refugiada palestina em abrigo no campo de Khan Dunoun, Síria (2015). Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

ONU pede fundos para aliviar situação humanitária em Gaza e Cisjordânia

A necessidade de ajuda ao território palestino ocupado aumentou após um ano de “séria deterioração na situação humanitária”, disse o coordenador das Nações Unidas para a região, Jamie McGoldrick, em comunicado na segunda-feira (17).

Os comentários de McGoldrick foram divulgados como parte do Plano de Resposta Humanitária de 2019 para o território palestino ocupado, que pede 350 milhões de dólares para ajudar 1,4 milhão de pessoas.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Organizações lançam plano de emergência para refugiados e migrantes da Venezuela

Diante do maior fluxo de populações na América Latina nos últimos anos, 95 organizações que atuam em 16 países têm trabalhado juntas para estabelecer uma resposta abrangente às necessidades urgentes de milhões de refugiados e migrantes da Venezuela e comunidades anfitriãs. Esse esforço é coordenado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Lançado nesta sexta-feira (14) em Genebra, o Plano Regional de Resposta Humanitária para Refugiados e Migrantes da Venezuela (RMRP) é o primeiro deste tipo nas Américas: um plano operacional, modelo de coordenação e estratégia para responder às necessidades dos venezuelanos em deslocamento e garantir sua inclusão social e econômica nas comunidades que os recebem.

No Líbano, dois irmãos refugiados sírios estão desafiando sua deficiência visual e tendo sucesso na escola. Alaa usa um celular antigo para escrever: “Comecei a aprender as letras. Eu me concentrei nas letras. No começo, apertava uma tecla e ele me dizia o que era, depois duas letras, depois três. Foi assim que comecei a escrever palavras, frases e textos completos”. Confira nesse vídeo do ACNUR, a Agência das Nações Unidas para Refugiados.

No Líbano, dois irmãos sírios desafiam deficiência visual pela educação

No Líbano, dois irmãos refugiados sírios estão desafiando sua deficiência visual e tendo sucesso na escola. Alaa usa um celular antigo para escrever: “Comecei a aprender as letras. Eu me concentrei nas letras. No começo, apertava uma tecla e ele me dizia o que era, depois duas letras, depois três. Foi assim que comecei a escrever palavras, frases e textos completos”. Confira nesse vídeo do ACNUR, a Agência das Nações Unidas para Refugiados.

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

Juízes federais participam de curso da ONU sobre fluxo de venezuelanos ao Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) promoveu esta semana (de 5 a 7) em Brasília (DF) um curso para juízes federais com o objetivo de aprimorar as capacidades de resposta da Justiça ao aumento do fluxo de migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio venezuelanos para o Brasil.

O treinamento faz parte do plano de resposta regional da OIM em coordenação com outras agências da ONU para oferecer apoio abrangente aos estados e partes interessadas que lidam com o fluxo venezuelano.

Meninos iemenitas acomodam-se em colchões distribuídos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em seus esforços de ajuda na cidade de Sirwah, no Iêmen. Mais de 2 milhões de iemenitas foram deslocados pela guerra civil iniciada em março de 2015. Foto: MDF/M. Hudair

ONU pede recursos para apoiar mais de 93 milhões de pessoas no mundo em 2019

Conflitos levaram dezenas de milhões de pessoas a situações em que necessitam urgentemente de ajuda, afirmou na terça-feira (4) o chefe humanitário da ONU, em um apelo por mais de 25 bilhões de dólares para apoiar projetos que podem salvar vidas em mais de 40 países no ano que vem.

Além do Iêmen, as necessidades de ajuda serão “excepcionalmente altas” em 2019 em Síria, República Democrática do Congo, Etiópia, Nigéria e Sudão do Sul.

Da esquerda para direita, Bernardo Laferté, coordenador-geral do CONARE, Federico Martinez, representante adjunto do ACNUR, e Lara Lopes, refugiada LGBTI de Moçambique. Foto: ACNUR/Nicole Minvielle

Brasil recebeu quase 400 solicitações de refúgio de pessoas LGBTI em 2010-2016

Até julho de 2018, 134 pedidos já haviam recebido resposta positiva do governo brasileiro. Número inédito foi divulgado nesta semana pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Com a divulgação das estatísticas, Brasil se torna o quarto país no mundo a tornar público esse tipo de informação desagregada sobre refúgio, orientação sexual e identidade de gênero.

Entregue ao governo haitiano em 2014, e inaugurado oficialmente em 2017, o hospital é um dos três construídos pelo Brasil no país. Foto: Bobby Moon

Documentário mostra impacto de cooperação brasileira na saúde pública do Haiti

Mais de 200 pessoas são atendidas por dia no hospital comunitário de Porto Príncipe, no Haiti, que leva o nome de Zilda Arns, médica brasileira três vezes indicada ao Nobel da Paz. Vítima fatal do terremoto que devastou a capital haitiana em 2010, Zilda era pediatra, um dos focos de atendimento da unidade de saúde que também oferece assistência em Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia.

O projeto do hospital foi implementado pelo Ministério da Saúde brasileiro com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do governo cubano, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) do Haiti, do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil).

Em fase final de desenvolvimento, os resultados do projeto são apresentados no documentário institucional “Haiti 12 Janvier”, que apresenta o impacto da construção dos hospitais para a população local.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que 107 dos 333 distritos do Iêmen estão em risco de epidemia fome, com cerca de 220 mil pessoas sofrendo de desnutrição aguda severa. O país enfrenta uma guerra civil e muitas pessoas não têm acesso a comida suficiente, nem aos tipos certos de comida. Isso, combinado com surtos de doenças e infecções como cólera, malária e pneumonia, levou o país a uma das mais profundas crises humanitárias do mundo.

Iêmen: guerra civil amplia epidemia de fome

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que 107 dos 333 distritos do Iêmen estão em risco de epidemia fome, com cerca de 220 mil pessoas sofrendo de desnutrição aguda severa.

O país enfrenta uma guerra civil e muitas pessoas não têm acesso a comida suficiente, nem aos tipos certos de comida. Isso, combinado com surtos de doenças e infecções como cólera, malária e pneumonia, levou o país a uma das mais profundas crises humanitárias do mundo.

A ONU tem ampliado sua atuação no país; confira nesse vídeo.

O UNFPA e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estão recebendo apoio da União Europeia para intensificar e aprimorar os esforços de apoio a venezuelanos. Foto: UNFPA/Yare Perdomo

União Europeia apoia esforços da ONU no atendimento a venezuelanos no Brasil

Desde 2015, mais de 85 mil venezuelanos e venezuelanas procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência no Brasil. A maior parte dessas pessoas chega ao país por via terrestre, cruzando a fronteira em Roraima. Para oferecer atendimento humanitário a essa população, várias agências da ONU têm trabalhado na região junto ao governo federal. Desde julho, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estão recebendo apoio da União Europeia para intensificar e aprimorar esses esforços.

Hugo em um campo para deslocados internos na República Centro-Africana. Foto: ACNUR

Brasileiro lembra impacto ‘imensurável’ do trabalho da ONU em prol dos refugiados

O brasileiro Hugo Reichenberger trabalha há dez anos para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Com as cores e o uniforme da instituição, o profissional humanitário já atuou em oito países.

Em depoimento para a instituição, o brasileiro explica as motivações que o levaram a trabalhar para ONU. Hugo lembra que sempre foi bem recebido em assentamentos de refugiados — independentemente de etnia e religião, todos os deslocados queriam conhecer quem era o funcionário do país do futebol.

Refugiados e migrantes venezuelanos em Lima, no Peru. Foto: OIM

ONU elogia adoção de plano latino-americano para refugiados e migrantes da Venezuela

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) cumprimentaram os oito países latino-americanos que aderiram à Declaração e ao Plano de Trabalho para coordenar a resposta de proteção a refugiados e migrantes da Venezuela em seus territórios.

Representantes dos governos de Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai adotaram o Plano de Trabalho durante a 2ª Reunião Técnica Internacional sobre Mobilidade Humana dos Cidadãos Venezuelanos nas Américas, realizada entre 22 e 23 de novembro na capital equatoriana.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Síria: ONU está monitorando relatos de uso de armas químicas em Alepo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou no domingo (25) que qualquer uso de armas químicas contra civis, sob quaisquer circunstâncias, é uma clara violação da lei internacional, em meio a relatos do suposto uso de gases tóxicos na região de Alepo, na Síria.

“Qualquer uso confirmado de tais armas, por qualquer parte do conflito e sob quaisquer circunstâncias, é repugnante e uma clara violação da lei internacional”, declarou.

Da esquerda para a direita, Florence Bauer (UNICEF), José Egas (ACNUR), Stéphane Rostiaux (OIM) e Irina Bacci (UNFPA). Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Agências da ONU recebem prêmio por resposta humanitária à crise venezuelana

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Exército Brasileiro, foram reconhecidos pelo Ministério dos Direitos Humanos brasileiro pelas ações conjuntas de atendimento a pessoas vindas da Venezuela. A premiação foi concedida nesta quarta-feira (21), em Brasília (DF).

Acampamento de refugiados rohingya em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: OIM/Olivia Headon

ONU constrói acomodações temporárias para refugiados rohingya em Bangladesh

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou na terça-feira (20) que aprimorou estruturas nos acampamentos de refugiados rohingya em Bangladesh para acomodações temporárias destinadas a situações de emergência.

Na primeira fase do projeto, apoiado pela União Europeia, 70 prédios comunitários estarão disponíveis para acomodar temporariamente mais de 4.500 pessoas.

Quase 1 milhão de rohingya vivem atualmente em Cox’s Bazar, após fugirem de violência e perseguições promovidas pelas forças de segurança em Mianmar.

A atriz britânica Millie Bobby Brown protagoniza novo vídeo lançado pelo UNICEF para o Dia Mundial da Criança, celebrado em 20 de novembro. Foto: Reprodução

Atriz de Stranger Things lidera elenco de estrelas em novo vídeo do UNICEF

A atriz britânica Millie Bobby Brown, conhecida pela série Strangers Things, se uniu aos embaixadores do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) — o ator britânico Orlando Bloom, o norte-irlandês Liam Neeson, a youtuber canadense Lilly Singh, a cantora e compositora britânica Dua Lipa e os artistas performáticos do Blue Man Group — em um novo vídeo lançado pela agência da ONU às vésperas do Dia Mundial da Criança, celebrado em 20 de novembro. Assista ao vídeo.

Refugiada rohingya de Mianmar senta-se ao lado de dois de seus quatro filhos em abrigo no campo de Nayapara, sudeste de Bangladesh. Foto: ACNUR/Chris Melzer

Retorno para Mianmar colocará rohingyas sob sério risco de violações, diz Bachelet

A alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu na terça-feira (13) para o governo de Bangladesh cessar planos de repatriar mais de 2.200 refugiados rohingyas para Mianmar, alertando que os retornos seriam violação à lei internacional e colocaria as vidas e liberdades dos refugiados em sério risco.

Os refugiados em Cox’s Bazar são vítimas de violações de direitos humanos cometidas em meio à violência que eclodiu em agosto de 2017 e que levou à fuga de mais de 725 mil pessoas. Muitos testemunharam assassinatos de familiares e queimas de suas casas e vilarejos. Refugiados afirmaram repetidamente que não desejam retornar sob as condições atuais.

Amina, da comunidade Makonde, era apátrida, mas hoje vive com a cidadania queniana. Na foto, ela exibe sua carteira de identidade do Quênia. Foto registrada em março de 2017, em Kwale, no Quênia. Foto: ACNUR/Modesta Ndubi

Em aniversário de campanha, ACNUR pede ação mais rápida dos países para acabar com apatridia

Quatro anos após o lançamento da campanha #IBelong, para erradicar em uma década a apatridia no mundo, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) pediu hoje (13) que países tomem medidas mais rápidas e concretas para cumprir esse objetivo.

Ser apátrida significa não ter uma nacionalidade e, consequentemente, estar privado de todos os direitos que derivam do pertencimento a uma nação, como o acesso à educação, saúde, trabalho e propriedade privada.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme "A Declaração Universal dos Direitos Humanos". Imagem: ONU

ONU publica textos explicativos sobre cada artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus 30 artigos. A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e como honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Embora o mundo tenha mudado drasticamente em 70 anos — os redatores não previram os desafios da privacidade digital, da inteligência artificial ou da mudança climática —, o foco da Declaração na dignidade humana continua a fornecer uma base sólida para a evolução dos conceitos de liberdade.

O estádio Jesús Martínez 'Palillo', na Cidade do México, foi transformado em abrigo para migrantes e refugiados da caravana da América Central. Na foto, uma mulher segura um cartaz com a pergunta "Você tem medo de voltar para o seu país?". Foto: UNIC México/Antonio Nieto

ONU diz que EUA têm obrigação de receber pedidos de asilo de migrantes ilegais

Em resposta à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de negar asilo político a migrantes entrando ilegalmente nos Estados Unidos, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou na sexta-feira (9) que o país tem obrigação de dar proteção e assistência a solicitantes de refúgio. O chefe de Estado anunciou o novo decreto em meio ao deslocamento da caravana de migrantes e refugiados que atravessam a América Central e o México rumo aos EUA.

Homem senta em centro de recepção lotado de Moria, na ilha grega de Lesbos. Foto: Yorgos Kyvernitis

Grécia precisa agir frente a situação humanitária ‘repugnante’ em centros de refugiados, diz ONU

Autoridades da Grécia precisam adotar medidas urgentes para responder à situação humanitária “repugnante” à qual são submetidos cerca de 11 mil solicitantes de refúgio nas ilhas de Samos e Lesbos, alertou na terça-feira (6) a agência de refugiados das Nações Unidas.

Em Samos, o Centro de Recepção e Identificação atualmente abriga cerca de 4 mil pessoas, seis vezes mais que a capacidade de 650. Cerca de 2 mil solicitantes a refúgio em Lesbos tiveram que se abrigar em um olival adjacente, uma vez que o centro de recepção está sobrecarregado com 6,5 mil pessoas – três vezes mais que sua capacidade.

Hassan Naser, de 61 anos, foi obrigado a fugir de casa em Áden, no Iêmen, há três anos e, agora, vive com esposa e quatro filhos na casa de parentes na capital, Sanaa. Foto: ACNUR

Apoio de agência da ONU para refugiados é essencial para salvar vidas no Iêmen

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) intensificou os esforços para garantir que as pessoas deslocadas pelo conflito no Iêmen tenham acesso a recursos para suprir suas necessidades mais urgentes de abrigo e proteção.

Até o momento, o ACNUR utilizou mais de 41 milhões de dólares, beneficiando 700 mil deslocados internos, retornados e comunidades receptoras afetadas pelo conflito, bem como 130 mil refugiados e solicitantes de refúgio no país.

O Iêmen está enfrentando uma catástrofe humanitária. Sem ajuda, mais vidas serão perdidas pela violência, por doenças que poderiam ser tratadas ou pela simples falta de comida, de água e de abrigo, alertou a agência da ONU.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie pede soluções duradouras no Iêmen

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

Ibrahim Al Hussein (à esquerda) é um dos refugiados que participam do documentário 'THF: Aeroporto Central', do brasileiro Karim Aïnouz. Imagem: THF

Cinema pode ajudar a criar empatia por refugiados, diz diretor brasileiro

Em cartaz no Festival do Rio, o documentário THF: Aeroporto Central transporta o espectador para os terminais do Tempelhof, um aeroporto construído na Berlim dos anos 1920 e transformado em 2015 num abrigo para refugiados.

Em entrevista à ONU Brasil, o diretor do filme, o brasileiro Karim Aïnouz, discute o papel do cinema em meio à ascensão da extrema direita na Europa e fala sobre o drama de refugiados vivendo na Alemanha.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ONU reforça resposta nas fronteiras com aumento do fluxo de venezuelanos rumo ao Peru

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Saleh, de 4 meses, é admitido no principal centro de saúde de Hodeida em abril de 2017, junto com sua mãe, Nora. Cerca de 500 mil crianças e 2 milhões de mães no Iêmen estão sob risco de morrer devido à desnutrição severa provocada pelo conflito no país. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU: fome no Iêmen pode colocar a vida de até 2 milhões de mães em risco

As dificuldades de acesso a alimentos no Iêmen e outras privações provocadas pelo conflito podem levar ao pior caso de fome da história e colocar em risco a vida de até 2 milhões de grávidas e lactantes, informou na quinta-feira (1) a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas, o UNFPA.

A crise humanitária no Iêmen é uma das piores no mundo, com três quartos da população necessitando de algum tipo de assistência e proteção, de acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Pessoas deslocadas internamente durante distribuição de alimentos no local de proteção de civis da ONU em Malakal, Sudão do Sul. Foto: OIM/Bannon

Campanha visa reduzir suicídios desencadeados pela guerra no Sudão do Sul

Especialistas em saúde mental acreditam que o impacto negativo na saúde mental dos civis afetados pelo conflito no Sudão do Sul tem sido devastador. Estima-se que 2 milhões de pessoas tenham fugido para países vizinhos e 1,9 milhão tenham sido internamente deslocados.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros estão desenvolvendo um plano de ação conjunto para prevenir a ocorrência de suicídios entre a população do país, detectando pessoas que estejam sob maior risco e construindo um sistema de referência.

Cristina, Santiago e os filhos na porta de sua casa, em Manaus. Com o programa de transferência de renda, a família conseguiu se estabelecer na cidade. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Transferência de renda reduz riscos e melhora vida de famílias venezuelanas em Manaus

Em Manaus, um programa de transferência de renda financiado pela Ajuda Humanitária e de Proteção Civil da Comissão Europeia (ECHO) apoia o acesso de venezuelanos à moradia.

Implementado pela Cáritas Arquidiocesana, entidade parceria do da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), quase 300 pessoas já foram beneficiadas e puderam alugar casas em diferentes bairros da cidade. Atualmente, mais de 90 casas já foram alugadas por essas famílias.