Assembleia Geral da ONU - Foto: Kim Haughton/UN Photo

Seis coisas que você precisa saber sobre a Assembleia Geral da ONU

Todos os anos, em setembro, líderes globais se reúnem na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, durante duas semanas, para discutir assuntos importantes do nosso tempo e estabelecer uma agenda global para o ano seguinte. A 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU começou nesta semana e o segmento de alto nível anual – formalmente conhecido como “debate geral” – começa em 25 de setembro, quando líderes de todos os países discursam para o mundo.

Você sabe por que o Brasil é o primeiro país a falar? Quantas vezes a Assembleia Geral foi presidida por uma mulher? Qual o tema do debate geral deste ano? Saiba um pouco mais sobre o encontro que movimenta a política internacional.

Priscilla, de 48 anos, e seu filho Joshua, de 7 meses, vivem em um acampamento improvisado em Oicha, território de Beni. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

Violência crescente leva milhares de congoleses a deixar suas casas

Os assassinatos brutais no território de Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, obrigaram milhares de pessoas a abandonar suas casas nas últimas semanas. A região ficou conhecida como “triângulo da morte”.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chama a atenção para a deterioração da situação humanitária no território de Beni — que tem uma população de 1,3 milhão de habitantes.

A farmacêutica Salsabil Matouk morava em Douma, a dez quilômetros da capital da Síria, Damasco. Foto: ACNUR/Érico Hiller

‘Eu nunca imaginei que iria viver no Brasil’

A farmacêutica Salsabil Matouk morava em Douma, na Síria, a dez quilômetros da capital Damasco. Quando a guerra eclodiu no país, em 2011, a cidade virou alvo de bombardeios e operações militares.

Em 2014, Salsabil se viu forçada a deixar a Síria e veio com o marido Salim e sua filha Jury para o Brasil. Em São Paulo, ela busca reconstruir sua vida vendendo comida árabe, usando as receitas que aprendeu com a mãe. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Devastação em bairro de Idlib, na Síria, em setembro de 2018. Foto: PMA

Síria: ONU elogia acordo que estabelece zona desmilitarizada em Idlib

O acordo entre Turquia e Rússia para criar uma zona desmilitarizada em Idlib com o objetivo de proteger civis que vivem na cidade do noroeste da Síria foi elogiado nesta terça-feira (18) pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, e pelo chefe humanitário da Organização. Eles pediram que as partes em conflito garantam a efetividade do pacto.

O acordo, fechado pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, e pelo presidente russo, Vladimir Putin, na segunda-feira (17), tem como objetivo evitar uma operação militar de retomada da região que poderia se transformar em um “banho de sangue”, segundo disse o chefe da ONU na semana passada.

Na cidade de Baggao, no norte das Filipinas, Jessica Gonzales carrega seu filho de apenas um ano enquanto observa com o marido o que restou de sua casa, destruída pelo tufão Mangkhut. Foto: UNICEF/Maitem

Tufão nas Filipinas deixa quase 220 mil desabrigados

Nas Filipinas, agências das Nações Unidas mobilizam equipes para dar assistência às vítimas do tufão Mangkhut, que provocou pelo menos 74 mortes, segundo informações divulgadas hoje (18) pela imprensa internacional. O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou na segunda-feira (17) que mais de 590 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pela tempestade. Destruição deixou quase 220 mil filipinos sem casa.

Duas crianças pequenas brincam com uma caixa na cidade de Nubul, no norte da Síria. Foto: ACNUR/Hameed Marouf

ONU pede US$ 270 mi para prestar assistência a refugiados sírios

Desde 2011, a guerra na Síria já expulsou 5,6 milhões de cidadãos do território para países vizinhos. Desse contingente, 2,6 milhões são crianças.

Cerca de 44 milhões de dólares são essenciais para que a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) não interrompa em novembro o auxílio financeiro à população refugiada. No Líbano e na Jordânia, 68% e 85% dos sírios, respectivamente, vivem abaixo da linha da pobreza.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Com apoio da ONU, Manaus reabre abrigo público para acolher venezuelanos vindos de Boa Vista

Para acolher 180 solicitantes de refúgio e migrantes venezuelanos que estavam vivendo em Boa Vista, Roraima, e aumentar sua participação no processo de interiorização desta população, a cidade de Manaus reabriu nesta semana (4) um abrigo público na zona leste da cidade.

Após desembarcarem de um avião da Força Aérea Brasileira, as famílias foram acolhidas no Abrigo do Coroado por equipes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos e do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, que custeou as reformas de infraestrutura da instalação.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Organismos de direitos humanos pedem que países protejam venezuelanos

Países de trânsito e de destino têm obrigação de proteger os direitos humanos de migrantes venezuelanos, independentemente de seu status migratório, afirmaram hoje (5) dois comitês da ONU de especialistas independentes em direitos humanos. Organismos assinaram uma declaração conjunta, apoiada também pelo Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Migrantes resgatados do Mediterrâneo na costa da Sicília, na Itália. Foto: OIM/Francesco Malavolta (arquivo)

Mortes no Mediterrâneo atingem proporção inédita, aponta agência da ONU para refugiados

Divulgado no domingo (2), um relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) revela que as travessias no Mar Mediterrâneo se tornaram mais mortais do que nunca. Apenas em 2018, mais de 1,6 mil pessoas morreram ou desapareceram nessas rotas oceânicas com destino à Europa. Óbitos aumentaram, mesmo com a diminuição do número de migrantes e refugiados que chegam ao continente europeu.

Menino em escola atacada em Idlib, na Síria, em 2016. Foto: UNICEF

Síria: chefe da ONU adverte que ofensiva em Idlib pode desencadear ‘catástrofe humanitária’

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou na quarta-feira (29) uma profunda preocupação com o crescente risco de uma catástrofe humanitária no caso de uma operação militar em grande escala na província de Idlib, na Síria.

De acordo com um comunicado emitido por seu porta-voz, Guterres disse que “qualquer uso de armas químicas é totalmente inaceitável”, acrescentando que “apela urgentemente ao governo da Síria e a todas as partes para que exerçam moderação e priorizem a proteção de civis”.

Desde agosto de 2017, mais de 650 mil refugiados rohingya deixaram Mianmar rumo a Bangladesh em busca de segurança. Ali, vivem em condições precárias nos campos de refugiados superlotados e carecem de necessidades básicas. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ARTIGO: Líderes comunitários fornecem a melhor esperança para um mundo conturbado

Em artigo publicado na revista The Economist, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos em fim de mandato, Zeid Ra’ad Al Hussein, faz duras críticas à comunidade internacional e a políticos que, “desejosos de serem vistos como líderes viris”, prejudicam migrantes, refugiados e grupos mais vulneráveis da sociedade. Para Zeid, falta vontade sincera por parte dos Estados de trabalhar em conjunto, enquanto os sistemas internacionais para ação coletiva estão se decompondo.

Zeid, no entanto, elogia o trabalho de líderes comunitários e de movimentos sociais do mundo todo que, apesar das dificuldades e das constantes ameaças, estão dispostos a perder tudo — incluindo suas vidas — em defesa dos direitos humanos. Leia o artigo completo.

No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

ONU alerta para situação insustentável de centro de acolhimento de refugiados na Grécia

O governo da Grécia foi instado pelas Nações Unidas a fazer mais para ajudar milhares de solicitantes de refúgio e migrantes que foram “amontoados” em centros de acolhimento nas ilhas no país, em meio a relatos de que crianças tentaram tirar suas próprias vidas diante da situação insustentável.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que divulgou o apelo nesta sexta-feira (31), descreveu os centros como “miseráveis, inadequados e em rápida deterioração”.

Refugiados rohingya aguardam distribuição de comida no campo de Kutupalong, em Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Andrew Mconnell

Chefe da ONU pede que Conselho de Segurança trabalhe com Mianmar para pôr fim à crise

Apesar dos esforços feitos pelas Nações Unidas no ano passado para ajudar a criar salvaguardas para todas as comunidades no estado de Rakhine, em Mianmar, está claro que as condições ainda não são adequadas para o retorno seguro, voluntário e sustentável dos refugiados rohingya, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (28).

O chefe da ONU informou o Conselho de Segurança sobre a situação em Mianmar, onde 12 meses atrás uma operação militar no norte do estado de Rakhine provocou um êxodo de refugiados rohingya que rapidamente se tornou uma das piores crises humanitárias e de direitos humanos do mundo.

Carros e caminhões aguardam na fila para atravessar ponte atingida por ataque aéreo em 2016. A rodovia é uma das quatro que ligam Hodeida ao restante do país. Foto: OCHA/Giles Clarke

Relatório da ONU indica possíveis crimes de guerra no Iêmen

Grupos de ambos os lados do conflito no Iêmen cometeram — e continuam cometendo — possíveis crimes de guerra e outras violações com “total desrespeito” ao sofrimento de milhões de civis, disseram nesta terça-feira (28) investigadores de direitos humanos indicados pela ONU.

“O grupo de especialistas tem motivos razoáveis ​​para acreditar que os governos do Iêmen, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita sejam responsáveis ​​por violações dos direitos humanos”, disse Charles Garraway, membro do painel, a jornalistas em Genebra.

Voltando-se para as forças da oposição houthi, descritas como “autoridades de fato”, Garraway acrescentou que o painel da ONU também tem “motivos razoáveis ​​para acreditar que as autoridades de fato são responsáveis, nas áreas em que exercem controle, por violações dos direitos humanos”.

Militar em edifício da antiga assembleia legislativa da província de Saada, que agora está em ruínas. Desde que o conflito no Iêmen teve uma escalada dois anos atrás, grande parte da infraestrutura da cidade foi destruída. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU condena ataque de coalizão liderada pela Arábia Saudita que matou dezenas de civis no Iêmen

O chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e a chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, condenaram o ataque aéreo na província de Hodeida, no oeste do Iêmen, que matou pelo menos 26 crianças e quatro mulheres na quinta-feira (23).

A Arábia Saudita precisa respeitar o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos, afirmou o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança após os ataques aéreos.

Em maio de 2018, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Boa Vista levando 233 homens, mulheres e crianças venezuelanos para as cidades de Manaus (AM) e São Paulo (SP). Foto: ACNUR/João Paulo Machado

ONU e parceiros debatem proteção a grupos em situação de vulnerabilidade em Manaus

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove esta semana, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus, a primeira oficina de fortalecimento da rede de proteção à vítima de violência, com foco na proteção de mulheres, crianças, adolescentes, LGBTIs e migrantes em Manaus.

Participarão do evento profissionais das áreas da saúde, educação, assistência social, justiça e segurança pública, além de organizações da sociedade civil que compõem a rede de proteção da capital amazonense. Também será discutido como desenvolver, de forma articulada, as atividades do processo de interiorização de solicitantes de refúgio e migrantes vindos da Venezuela, uma das linhas de ações da Força Tarefa Humanitária em Roraima, apoiada pelo Sistema ONU no Brasil.

Vista aérea de Teerã. Foto: Hansueli Krapf/Wikimedia Commons (CC)

Sanções dos EUA ao Irã são injustas e prejudicarão pessoas inocentes, diz especialista da ONU

As sanções contra determinado país devem ser justas e não levar ao sofrimento de pessoas inocentes, disse na quarta-feira (22) o relator especial das Nações Unidas para o impacto negativo de medidas coercitivas unilaterais para a garantia dos direitos humanos, Idriss Jazairy.

“A reimposição de sanções contra o Irã após a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear com o país, que havia sido unanimemente adotado pelo Conselho de Segurança com o apoio dos próprios EUA, mostra a ilegitimidade desta ação”, disse Jazairy.

Noor e sua filha Roshida. Foto: ACNUR/Brian Sokol

Agência da ONU lembra um ano dos ataques contra muçulmanos rohingya em Mianmar

Há um ano, mais de 700 mil refugiados rohingya caminharam durante dias, enfrentando viagens perigosas até alcançar a segurança em Bangladesh.

A maioria são mulheres e crianças. Muitos falam de violência extrema. Alguns ainda possuem os itens que levaram consigo quando fugiram, guardando-os como lembretes de entes queridos ou de uma vida que deixaram para trás.

O projeto fotográfico “A coisa mais importante” traz respostas surpreendentes e cuidadosas. Nele, 11 refugiados rohingya falam sobre o que teve importância e significado para sua trajetória. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh, Hamida, de 22 anos e seu filho Mohammed, de 1 ano, esperam para receber ajuda alimentar junto com centenas de outros refugiados rohingya. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

ONU convoca comunidade internacional a ampliar apoio para refugiados em Bangladesh

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) convocou nesta sexta-feira (24) a comunidade internacional a aumentar seu apoio a cerca de 900 mil refugiados rohingya apátridas em Bangladesh, e a mostrar solidariedade aos países que os acolhem e que têm agido de forma generosa.

Desde agosto do ano passado, mais de 720 mil refugiados rohingya apátridas fugindo da violência e da discriminação sistêmica no estado de Rakhine, em Mianmar, encontraram abrigo e segurança no distrito de Cox’s Bazar, em Bangladesh. Lá, eles se juntaram a cerca de 200 mil refugiados rohingya de ondas anteriores de deslocamento.

A estimativa é de que 2,3 milhões de venezuelanos estejam vivendo no exterior, mais de 1,6 milhão deixaram o país desde 2015, 90% dos quais dirigiram-se a países sul-americanos. Foto: OIM

Agências da ONU pedem apoio da comunidade internacional a países que recebem venezuelanos

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, e o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing, fizeram um chamado destinado a obter um maior apoio por parte da comunidade internacional para os países da região que estão recebendo uma quantidade cada vez maior de refugiados e migrantes da Venezuela.

A estimativa é de que 2,3 milhões de venezuelanos estejam vivendo no exterior, mais de 1,6 milhão deixaram o país desde 2015, 90% dos quais dirigiram-se a países sul-americanos.

Ação do governo do Canadá em apoio ao trabalho da ONU em Roraima, com migrantes venezuelanos. Foto: Embaixada do Canadá no Brasil

Consulado do Canadá e ONU promovem palestra sobre direitos dos migrantes; participe

O Consulado Geral do Canadá no Rio de Janeiro, com apoio do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), realiza nesta quinta-feira (23), às 14h, no Centro Cultural dos Correios, a palestra “Os direitos dos migrantes”.

O evento terá como palestrantes Evelyne Coulombe, consulesa-geral do Canadá; Renata Giannini, pesquisadora senior do Instituto Igarapé; Carolina Moulin, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio; e Marcelo Torelly, representando a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A entrada é franca, com espaço sujeito à lotação (40 lugares).

No Dia Mundial Humanitário, ONU promove campanha para proteger civis em conflitos

Para o Dia Mundial Humanitário, marcado neste domingo (19), ONU produz a primeira petição “viva” de todos os tempos para exigir que líderes mundiais tomem medidas para proteger todos os civis e trabalhadores humanitários presos em zonas de conflito; saiba como participar.

Nesta semana, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prestou homenagem àqueles que perderam as suas vidas há 15 anos, no que ele descreveu como “um dos dias mais sombrios da nossa história”.

Famílias deslocadas da cidade de Quneitra, sudoeste da Síria, buscam abrigo em áreas e campos abertos. A estimativa é de que 140 mil pessoas estejam deslocadas na região. Foto: UNICEF/Alaa Al-Faqir

Assassinar trabalhadores humanitários é inconcebível, diz coordenador de emergência da ONU

Lembrando nesta sexta-feira (17) todos os trabalhadores humanitários assassinados no cumprimento de seu dever, o coordenador de emergência das Nações Unidas renovou o apelo para que civis e funcionários humanitários em todos os lugares sejam protegidos.

A cada ano, em 19 de agosto, Dia Mundial Humanitário, o mundo presta homenagem aos trabalhadores que distribuem ajuda a comunidades vulneráveis em algumas das crises mais perigosas do planeta.

Este ano, a data também marca o 15º aniversário do ataque terrorista contra a sede da ONU em Bagdá, que matou 22 funcionários, entre eles, o diplomata brasileiro e então chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Sergio Vieira de Mello.

Comemoração do Dia Mundial Humanitário na ONU no Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

Livro e documentário sobre Sergio Vieira de Mello são lançados no Rio

A contribuição do diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello para os direitos humanos e o trabalho humanitário globalmente foi tema do livro e do documentário “Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro”, lançados nesta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro.

Morto em 19 de agosto de 2003, em um atentado terrorista em Bagdá, Sergio Vieira de Mello atuou durante mais de 30 anos nas Nações Unidas, tendo como última função o cargo de alto-comissário da ONU para os direitos humanos e de chefe da missão da Organização no Iraque.

A data da morte do diplomata foi escolhida pela ONU como o Dia Mundial Humanitário, lembrado anualmente.

Zeid Ra’ad Al Hussein em reunião com líderes indígenas da Guatemala em novembro de 2017. Foto: ACNUDH

ENTREVISTA: ‘Defenda as pessoas, não os Estados’, diz alto-comissário da ONU em fim de mandato

Nos últimos quatro anos, Zeid Ra’ad Al Hussein, alto-comissário da ONU para os direitos humanos, têm pressionado governos no mundo todo, exposto violações dos direitos humanos e defendido firmemente os direitos das vítimas. Ele está no fim de seu mandato, e será substituído a partir de setembro pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

“Governos são mais do que capazes de se defender. Não é meu trabalho defendê-los. Tenho que defender a sociedade civil, os grupos vulneráveis, os marginalizados, os oprimidos. Essas são as pessoas que nós, no nosso escritório, precisamos representar”, declarou, alertando que a “opressão está retornando” globalmente. Leia a entrevista completa.

Menina caminha em rua severamente danificada por ataques de Israel na Faixa de Gaza. (2014) Foto: UNICEF/Eyad El Baba

ONU elogia reabertura de passagem comercial entre Israel e Faixa de Gaza

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta quarta-feira (15) a decisão do governo de Israel de reabrir a única passagem comercial funcional entre o país e a Faixa de Gaza, que havia sido fechada à movimentação de mercadorias havia algumas semanas.

As equipes humanitárias da ONU esperam que cerca de 400 caminhões de ajuda consigam chegar a Gaza depois de a passagem de Kerem Shalom ter sido reaberta na manhã desta quarta-feira (15), quase um mês depois de ter sido fechada como resposta a ataques palestinos promovidos a partir do enclave controlado pelos militantes do Hamas e de protestos na fronteira.

O navio Aquarius no porto de Valência, na Espanha, no mês passado. Foto: ACNUR/Markel Redondo

ONU pede abordagem mais previsível para desembarque de solicitantes de refúgio no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cumprimentou nesta quarta-feira (15) a decisão tomada na véspera pelo governo de Malta de permitir o desembarque de 141 solicitantes de refúgio e migrantes resgatados no Mediterrâneo Central por um barco não governamental, o Aquarius.

No entanto, o ACNUR alertou que a situação do Aquarius, em particular o impasse dos últimos dias, destaca novamente a necessidade de um procedimento regional no Mediterrâneo que forneça clareza e previsibilidade sobre onde os barcos que transportam passageiros resgatados podem atracar.

A escalada das hostilidades no sudoeste da Síria representa um perigo para cerca de 750 mil pessoas — quase metade das quais são crianças. Foto: UNICEF/Al-Faqir

UNICEF pede fim da ‘guerra contra crianças’ na Síria e no Iêmen

Os ataques contra crianças em meio aos conflitos em andamento na Síria e no Iêmen devem ser imediatamente interrompidos, pediu na segunda-feira (13) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em comunicado com palavras firmes, o UNICEF apontou que, desde domingo (12), 28 crianças foram assassinadas em Idlib e no oeste de Alepo, no norte da Síria. Estes últimos incidentes ocorrem após a morte de 21 crianças no Iêmen na semana passada, quando um ônibus escolar foi atingido durante um ataque aéreo.

Numeir (na extrema direita) reencontra os parentes no aeroporto. Foto: ACNUR/Chris Melzer

Com ajuda da ONU, adolescente sírio reencontra a família na Alemanha

Com medo de ser recrutado pelo exército, Numeir fugiu da Síria, seu país de origem, quando tinha apenas 15 anos. “Dizer adeus foi terrível”, conta o jovem sobre o momento de se despedir dos pais e irmãos, incluindo a caçula da família, Anmar, de apenas quatro anos à época. Vivendo na Alemanha desde 2015, o sírio conseguiu trazer os parentes para o país europeu em maio último, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A ONU Brasil realiza até setembro exposição no Rio com obras do artista paulistano Otávio Roth, que em 1978 criou e imprimiu xilogravuras que ilustram os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Exposição no Rio reafirma importância da Declaração dos Direitos Humanos 70 anos após adoção

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.

A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. A exposição fica no Centro Cultural Correios até 9 de setembro.

Angelina Jolie durante viagem a Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR

ARTIGO: Uma carta de Mossul

Em artigo para a imprensa norte-americana, a atriz e enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Angelina Jolie, alerta que Mossul, no Iraque, ainda é um cenário apocalíptico de ruínas, mais de um ano após o fim dos confrontos entre governo e Estado Islâmico.

Artista cobra apoio da comunidade internacional para reconstruir a cidade, que foi esquecida pelo mundo, segundo Jolie. A enviada especial questiona por que a recuperação do município não mereceu a mesma atenção que a Europa recebeu na sequência da Segunda Guerra Mundial.