Seca na América Central pode se transformar em crise humanitária, alerta ONU

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Quase 2,5 milhões de pessoas em Honduras, Guatemala e El Salvador estão sofrendo com a seca prolongada, que já afetou a safra de milho, de feijão e matou centenas de cabeças de gado.

Foto: OCHA/Dan DeLorenzo

Foto: OCHA/Dan DeLorenzo

A seca prolongada que afeta os países da América Central está se transformando em uma crise humanitária com impacto em quase 2,5 milhões de pessoas que vivem em Honduras, Guatemala e El Salvador, afirmou o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, nesta sexta-feira (12).

Em Honduras e Guatemala, quase 75% da safra de milho e de feijão foi perdida e centenas de cabeças de gado morreram. Nos próximos meses, a insegurança alimentar deve piorar, já que devem acabar os estoques de alimentos das famílias. Na Guatemala, o governo declarou estado de calamidade pública em 16 departamentos em agosto e já em outubro, 30 mil famílias não tinham mais alimentos estocados.

O porta-voz também disse que, em Honduras, o governo fez um apelo para a comunidade internacional. Mais de 13 milhões de dólares são necessários para suprir o Plano de Resposta de Emergência. Até o momento, o Fundo Central de Resposta de Emergência (CERF) da ONU forneceu ao governo 2,6 milhões de dólares.

Na Guatemala, o governo lançou um Plano de Ação de 28 milhões de dólares e solicitou 17 milhões de dólares para a comunidade internacional. Em El Salvador, as agências da ONU também se preparam para solicitar financiamento ao CERF para ajudar a população local.


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