Saúde mental é ‘questão negligenciada’, mas chave para alcançar objetivos globais

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A saúde mental continua sendo uma das questões de saúde global mais negligenciadas, embora seja fundamental para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pelos líderes mundiais, disseram os principais funcionários da ONU em um evento em Londres no início de maio.

“Uma em cada quatro pessoas experimenta um episódio de saúde mental durante a sua vida, mas a questão continua largamente negligenciada”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, durante abertura de mesa-redonda sobre saúde mental em Londres, no início de maio de 2018. Foto: Susan Smart/Wellcome Trust

O secretário-geral da ONU, António Guterres, durante abertura de mesa-redonda sobre saúde mental em Londres, no início de maio de 2018. Foto: Susan Smart/Wellcome Trust

A saúde mental continua sendo uma das questões de saúde global mais negligenciadas, embora seja fundamental para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pelos líderes mundiais, disseram os principais funcionários da ONU em um evento em Londres no início de maio.

“Uma em cada quatro pessoas experimenta um episódio de saúde mental durante a sua vida, mas a questão continua largamente negligenciada”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante uma mesa-redonda sobre saúde mental, coorganizada pelo seu escritório, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela ‘Wellcome Trust’, uma fundação que apoia cientistas e pesquisadores no tema.

“A ONU está comprometida em trabalhar com parceiros para promover a saúde mental e o bem-estar para todas e todos”, acrescentou Guterres.

Participaram da mesa-redonda a vice-chefa da ONU, Amina J. Mohammed; o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus; a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore; e outros 20 acadêmicos, representantes de governo e da sociedade civil.

Uma mensagem principal que saiu da discussão foi o apoio crescente à noção de que não pode haver “saúde sem saúde mental”. Além disso, existe uma necessidade de se olhar para além do setor da saúde, para soluções criativas para combater as causas profundas da deterioração da saúde mental.

Cuidados inadequados não acontecem no vácuo, e há fatores sociais e ambientais envolvidos.

Amina explicou que a saúde mental não é apenas um problema para o setor de saúde, porque também se relaciona à igualdade e aos direitos individuais básicos. Nesse sentido, ela pediu maior investimento intersetorial para resolver o problema.

O evento foi realizado em paralelo à reunião anual do principal conselho gestor do Sistema ONU, conhecido pela sigla CEB, um dos encontros semestrais que reúne, sob a presidência do secretário-geral, os chefes de 31 agências e organizações especializadas da ONU.


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