ONU se une à Prefeitura de São Paulo para apoiar crianças migrantes na educação a distância

A Prefeitura de São Paulo (SP) está apoiando crianças migrantes e refugiadas durante a pandemia de COVID-19 com material especial de educação a distância.

Em parceria com Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a cidade divulgou um programa para ajudar especialmente os alunos que ainda não têm fluência na língua portuguesa.

O projeto de integração inclui crianças de até 8 anos que estejam matriculadas na rede pública de ensino.

Crianças migrantes, como estes meninos da Venezuela, serão beneficiários do programa. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Crianças migrantes, como estes meninos da Venezuela, serão beneficiários do programa. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

A Prefeitura de São Paulo (SP) está apoiando crianças migrantes e refugiadas durante a pandemia de COVID-19 com material especial de educação a distância.

Em parceria com Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a cidade divulgou um programa para ajudar especialmente os alunos que ainda não têm fluência na língua portuguesa.

O projeto de integração inclui crianças de até 8 anos que estejam matriculadas na rede pública de ensino.

A iniciativa deverá vigorar durante o período de quarentena da COVID-19, que levou ao fechamento das escolas. A maioria dos refugiados e migrantes vem de Bolívia, Venezuela e Haiti.

Línguas estrangeiras

A coordenadora do Centro de Educação Étnico-Racial, Jussara Santos, disse que, em tempos de distanciamento social, é preciso atender ao direito básico à educação de meninas e meninos.

O material didático foi traduzido da língua portuguesa para três idiomas: espanhol, francês e inglês. A iniciativa quer envolver os membros da família, que ao compreenderem o conteúdo, poderão ajudar os alunos com os deveres escolares.

A tradução e distribuição do material didático foi feita com o apoio da OIM e do UNICEF no Brasil.

O chefe da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux, disse que a agência quer assegurar que os migrantes e refugiados terão acesso à educação para facilitar a integração econômica deles no futuro.

Já a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer, disse acreditar ser essencial reforçar a conexão de cada criança migrante coma a escola durante a pandemia para que o ensino não seja interrompido.

Uma venezuelana de 34 anos que chegou ao Brasil há um ano disse que o material está ajudando diminuir os efeitos negativos do isolamento social de seu filho, Dylan, de 4 anos, que está matriculado na pré-escola da rede pública. Com o material em espanhol, ela pode ajudá-lo com os deveres de casa.

Ela elogiou a iniciativa de integração e o apoio das agências da ONU e das autoridades brasileiras para a continuidade do ensino.

A cidade de São Paulo tem o maior número de refugiados e migrantes do país. Atualmente, são 360 mil pessoas, segundo dados da Polícia Federal.

São Paulo é também o segundo maior município a abrigar refugiados venezuelanos. Até o momento, 2,4 mil pessoas foram beneficiadas pelo programa do governo brasileiro interiorização, que leva os refugiados para as grandes cidades.

A OIM está apoiando essa atividade no contexto do programa “Oportunidades e Integração no Brasil”, que é financiado pela Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID).