Saneamento e água limpa ajudam a prevenir e tratar mais de dois milhões de crianças, afirma UNICEF

Pneumonia e diarreia são as duas doenças mais mortais para as crianças pobres do mundo. Faltam condições de pôr em prática hábitos básicos, como lavar as mãos com água limpa e sabão.

O direito a saneamento e a água podem ajudar a prevenir e tratar mais de dois milhões de crianças que sofrem de pneumonia e diarreia. A conclusão é do novo Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) “Pneumonia e diarreia: Combatendo as doenças mais mortais para as crianças pobres do mundo”, lançado hoje (08/06).

A Relatora Especial da ONU para Água e Saneamento, Catarina de Albuquerque, já havia pedido na quarta-feira (06/06) que o direito a água potável e saneamento deveriam ser incluído nas negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Intervenções simples

As duas doenças são as principais responsáveis pela mortalidade de crianças abaixo dos cinco anos. Segundo o estudo, medidas consideradas básicas como aumentar a cobertura das vacinas; encorajar a amamentação; lavar as mãos com sabão; expandir o acesso a água potável e saneamento; divulgar sais de reidratação oral para crianças com diarreia e antibióticos para crianças com pneumonia podem ter impacto significativo na taxa de sobrevivência infantil nos 75 países com índices mais altos de mortalidade infantil.

“Intensificar as intevenções simples poderia superar dois dos maiores obstáculos para o crescimento da sobrevivência infantil e ajudar a dar a cada criança uma chance para crescer e prosperar”, afirmou Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake.

Tecnologia móvel é usada em áreas de maior risco

O relatório aponta também que a tecnologia se transformou em uma importante aliada na luta contra a diarreia e a pneumonia. Novas vacinas, comprimidos de zinco e de amoxilina mais amigáveis para crianças e sais de reidratação oral com sabor ajudam crianças a se tratar das doenças. Além disso, tecnologia móvel está sendo usada por profissionais de saúde para alcançar comunidades isoladas em áreas onde as crianças estão em maior risco.

As duas doenças são responsáveis por um terço das mortes entre crianças com menos de cinco anos e quase 90% das fatalidades dessas doenças ocorrem na África Subsaariana ou no sul da Ásia.

Para conferir o relatório completo, clique aqui.