Rússia veta pela 10ª vez medidas do Conselho de Segurança para a Síria desde início da guerra

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Estados-membros do Conselho de Segurança rejeitaram duas propostas de resolução que buscavam levar adiante as investigações sobre o uso de armas químicas na Síria. Medidas renovariam por um ano o mandato do Mecanismo Investigativo Conjunto da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas. Operações da entidade se encerram nesta sexta-feira (17).

Na quinta-feira (16), os Estados Unidos apresentaram um texto vetado pela Rússia. A votação teve um voto negativo da Bolívia e abstenções da China e do Egito. Essa foi a décima vez em que a Rússia vetou ações do Conselho de Segurança para a Síria desde o início da guerra.

Uma criança carrega uma bolsa com lenha que ela comprou para sua família em Ghouta, cidade sitiada na Síria. Foto: UNICEF / Al Shami

Uma criança carrega uma bolsa com lenha que ela comprou para sua família em Ghouta, cidade sitiada na Síria. Foto: UNICEF / Al Shami

Estados-membros do Conselho de Segurança rejeitaram duas propostas de resolução que buscavam levar adiante as investigações sobre o uso de armas químicas na Síria. Medidas renovariam por um ano o mandato do Mecanismo Investigativo Conjunto da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas. Operações da entidade se encerram nesta sexta-feira (17).

Na quinta-feira (16), os Estados Unidos apresentaram um texto vetado pela Rússia. A votação teve um voto negativo da Bolívia e abstenções da China e do Egito. Essa foi a décima vez em que a Rússia vetou ações do Conselho de Segurança para a Síria desde o início da guerra.

No mesmo dia, antes da votação desta proposta, foi a vez de a Bolívia defender uma resolução que estendia o mandato do mecanismo investigativo. A proposta foi primeiramente apresentada pelo governo russo, que depois se retirou das discussões. O texto recebeu quatro votos a favor — da Bolívia, China, Cazaquistão e Rússia — e sete contra — da França, Itália, Japão, Suécia, Ucrânia, Reino Unido e Estados Unidos —, além de quatro abstenções.

No final do mês passado, às vésperas da divulgação de um relatório final do mecanismo investigativo, a Rússia vetou uma proposta semelhante de renovação do mandato da iniciativa.

Em 26 de outubro, o mecanismo denunciou que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh) foi o responsável pelo uso do agente mostarda de enxofre num ataque em Umm Hawsh, em setembro de 2016, e o governo sírio foi responsável pela liberação de gás sarin em Khan Shaykhun, em abril de 2017.

O chefe da entidade investigativa, Edmond Mulet, afirmou na ocasião que as averiguações haviam encontrado “evidências suficientes de natureza credível e confiável para chegarmos a tais conclusões”.


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