Rio de Janeiro recebe mais de R$ 1,1 bilhão do Banco Mundial

Empréstimo deve ser utilizado para melhorar transporte público e em um programa social para mulheres. Diretora do órgão no Brasil nota avanços no estado, mas afirma que os serviços de transporte são “inadequados”.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

Foto: Marcelo Horn/Ascom/Governo do Rio de Janeiro

O Banco Mundial autorizou um empréstimo de 500 milhões de dólares para o estado do Rio de Janeiro. A quantia equivale a mais de 1,1 bilhão de reais e deve ser utilizada para a melhoria do transporte urbano e maior acesso das mulheres a oportunidades sociais e econômicas.

Segundo o órgão, mais de 11 milhões de moradores de áreas metropolitanas do Rio podem se beneficiar do empréstimo. Para a diretora do Banco Mundial no Brasil, o estado alcançou importantes avanços nos últimos anos.

Integração

Mas Deborah Wetzel afirma que o Rio de Janeiro continua sendo caracterizado “por serviços de transporte inadequados” e, por isso, o órgão apoia projetos de “integração e transparência na oferta” de transportes públicos.

O Banco Mundial destaca que o Rio de Janeiro é o terceiro estado mais populoso do Brasil e, dos 16 milhões de habitantes, 74% vivem na área metropolitana. O nível de pobreza é considerado alto: 30% dos fluminenses são considerados pobres ou vulneráveis à pobreza.

Ao anunciar o empréstimo, o órgão explicou que as pessoas que vivem na periferia do Rio gastam em média 86 minutos todos os dias para ir trabalhar. Por essa razão, a prioridade do financiamento é integrar os sistemas de trens e de ônibus.

Mulheres

O dinheiro também deve ser utilizado na implementação do Programa Supervia e Teleférico Lilás, com a criação de centros de serviço para mulheres; pontos de informação eletrônica sobre a Lei Maria da Penha; campanhas sobre combate à violência doméstica e maior segurança para mulheres condutoras de veículos.

O financiamento do Banco Mundial para o Rio de Janeiro tem vencimento de 26 anos, com 10 anos de carência.

O órgão também aprovou um financiamento, de 350 milhões de dólares, para o Ceará, para que o estado amplie programas de treinamento profissional, de assistência familiar e de melhoria da qualidade da água.

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