Rio 2016 teve 7 mil horas de transmissões para 5 bilhões de pessoas, diz agência da ONU

Os Jogos Olímpicos do Rio registraram novos recordes de transmissão, graças em parte ao uso das novas tecnologias de telecomunicação e informação (TICs), disse Sylvia Poll, chefe da divisão de apoio a projetos do escritório de desenvolvimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que também é ex-nadadora da Costa Rica.

Centro de Mídia da Rio 2016. Foto: Wikimedia Commons

Centro de Mídia da Rio 2016. Foto: Wikimedia Commons

Os Jogos Olímpicos do Rio registraram novos recordes de transmissão, graças em parte ao uso das novas tecnologias de telecomunicação e informação (TICs), disse Sylvia Poll, chefe da divisão de apoio a projetos do escritório de desenvolvimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que também é ex-nadadora da Costa Rica.

Segundo Sylvia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ofereceu mais conteúdo do que nunca às emissoras com direito de transmissão, em mais formatos do que nos Jogos anteriores. A Rio 2016 teve mais de 7 mil horas de cobertura em alta definição, tanto no formato de TV como de plataformas digitais, vistas em mais de 200 países por estimadas 5 bilhões de pessoas.

Segundo a UIT, os Jogos do Rio foram os primeiros a ter mais cobertura em plataformas digitais e aplicativos do que na TV. “Estamos muito à frente dos primeiros Jogos Olímpicos televisionados, de Berlim em 1936, nos quais houve apenas 138 horas televisionadas e cerca de 162 mil telespectadores da área de Berlim. Mas é também um salto frente a 1984, quando os Jogos de Los Angeles foram vistos por mais de 2,5 bilhões de pessoas em 156 países”, disse em texto publicado em blog da organização.

Novas tecnologias e plataformas, como a Resolução 8K, que tem 16 vezes mais resolução que a TV de alta definição, as transmissões em 360 graus e realidade virtual, as avançadas plataformas de vídeo para as Olimpíadas, que ofereceram serviços de transmissão de cada competição, e o lançamento recente do Canal Olímpico, permitiram mais exposição dos Jogos, atingindo mais público do que nunca, segundo a representante da UIT.

A chefe da divisão de apoio a projetos do escritório de desenvolvimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e ex-nadadora da Costa Rica Sylvia Poll. Foto: Wikimedia Commons

A chefe da divisão de apoio a projetos do escritório de desenvolvimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e ex-nadadora da Costa Rica Sylvia Poll. Foto: Wikimedia Commons

Dispositivos móveis impulsionaram audiência

Graças a diversos parceiros, os Jogos do Rio se tornaram os mais digitais, com o uso de novas tecnologias de nuvem, análise de dados e segurança cibernética, de acordo com Sylvia Poll.

“Produtos móveis avançados, como o aplicativo oficial da Rio 2016, forneciam notícias a cada minuto, horários de competições e resultados, permitindo aos usuários do mundo inteiro se atualizarem sobre os Jogos”, disse.

Além disso, cerca de 4 mil dispositivos com a tecnologia near-field communication (NFC) – comunicação por campo de aproximado – possibilitaram a implantação de pontos de venda durante os Jogos, permitindo o acesso a pagamentos móveis em pontos-chave das Olimpíadas, como no Parque Olímpico.

Os profissionais de mídia cobrindo os Jogos também foram beneficiados pelo sistema de informação, assim como pelo “Commentator Information System“, que entregou horários das competições, resultados ao vivo, medalhas, recordes quebrados, biografias dos atletas participantes, notícias relacionadas aos Jogos, histórico dos diferentes esportes e informação sobre os comitês olímpicos nacionais, facilmente acessados por PC ou laptop.

“Me lembro quando era nadadora nas Olimpíadas de Seul em 1988, quando a principal tecnologia era o fax e os celulares não existiam, você ficava completamente sem saber como as pessoas no mundo todo estavam vivenciando os Jogos”, disse Sylvia. “Também em Atlanta, em 1996, onde participei como comentarista, as tecnologias estavam só começando a ser usadas como ferramenta para a cobertura dos Jogos, e não tinham o escopo que vi no Rio”, declarou.

“Como ex-atleta olímpica, tive a oportunidade de participar de diversos Jogos Olímpicos, primeiro como nadadora e, recentemente, na Rio 2016, como comentarista das provas de natação”, disse. “Pude ver em primeira mão os incríveis avanços das transmissões, da mídia e da cobertura global dos Jogos, em parte por conta do avançado uso das Tecnologias”.


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