Reunião em Pirenópolis (GO) discute erradicação da febre aftosa na América do Sul

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Reunião realizada na semana passada (6 e 7 de abril) em Pirenópolis, Goiás, discutiu o progresso da América do Sul rumo à erradicação da febre aftosa, quatro anos depois de o último foco da doença ter sido reportado na região.

O encontro foi convocado pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) com o apoio do governo brasileiro e do governo de Goiás.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta especialmente bovinos e suínos. Foto: EBC

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta especialmente bovinos e suínos. Foto: EBC

A 44ª Reunião Ordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (COSALFA 44) foi realizada na semana passada (6 e 7 de abril) na cidade de Pirenópolis, estado de Goiás, em meio ao progresso da América do Sul rumo à erradicação da doença, quatro anos depois de o último foco ter sido reportado na região.

O Plano de Ação 2011-2020 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA) entrou em sua última fase, na qual deverá enfrentar importantes desafios. Nesse sentido, a aprovação do Guia Técnicas de Trabalho para a Última Etapa do PHEFA na 5ª Reunião Extraordinária da COSALFA (Cuiabá, em outubro de 2015), foi um passo importante para que os países-membros com status de livres de febre aftosa com vacinação, contem com alinhamento estratégico, ferramentas epidemiológicas e metodologias de análise de risco para avançar para um status de livre sem vacinação.

Por outro lado, está sendo feito um trabalho com aqueles países que não contam com um reconhecimento internacional de livre de febre aftosa, para que possam alcançar esse status o mais rapidamente possível.

Nesse contexto, a COSALFA 44 analisou os avanços do Plano de Ação 2011-2020 do PHEFA e os desafios de sua última etapa; adotou resoluções para estabelecer um Banco Regional de Antígenos/Vacinas da COSALFA (BANVACO), o manejo de cepas de febre aftosa exógenas à região e a necessidade de manter o serotipo (grupo de microorganismos) C nos programas de vacinação sistemática. Além disso, abordou o financiamento das ações de combate à febre aftosa nos países livres que iniciarão uma transição para o status de sem vacinação.

A COSALFA 44 foi precedida por seminário internacional com o tema “Última Etapa do PHEFA: em transição para a erradicação”, que teve a presença de 391 participantes, profissionais do Ministério da Agricultura, e os serviços sanitários de estados brasileiros, além de representantes de 18 países das Américas e da Europa, organismos internacionais e regionais de cooperação técnica para o tema, setor privado, academia, entre outros.

O seminário introduziu temas que foram discutidos durante a COSALFA 44, tais como os efeitos da suspensão dos programas de vacinação de febre aftosa nas atividades dos Serviços Veterinários Oficiais dos países, o impacto econômico de alcançar o status de livre de febre aftosa sem vacinação para a região, tendo sido apresentadas ferramentas para a vigilância e a resposta rápida frente a focos da doença, na perspectiva futura de um continente livre da doença sem vacinação.

Durante o seminário internacional, foram apresentados 27 trabalhos relacionados ao tema, e todo o evento foi transmitido ao vivo pelo canal online da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) pelo endereço www.livestream.com/opsenvivo.

A COSALFA é constituída de 26 representantes de 13 países das Américas, sendo um representante do setor público e um do setor privado. Os 13 países do continente americano membros da COSALFA são: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana; Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

A COSALFA 44 é convocada pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) da OPAS/OMS, com o apoio do governo brasileiro por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através de sua Secretaria de Defesa Agropecuária, do governo de Goiás, por meio de sua Agência de Defesa Agropecuária (AGRODEFESA) e o apoio do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (FUNDEPEC-GO).


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