Resposta à Coreia do Norte deve separar questões políticas das humanitárias, diz ONU

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Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir o mais recente míssil intercontinental lançado pela Coreia do Norte, representante da ONU ressalta a importância de separar questões políticas das humanitárias, ao considerar uma resposta à situação.

Secretário-geral assistente da ONU para assuntos políticos discursa no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral assistente da ONU para assuntos políticos discursa no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir o míssil intercontinental lançado pela Coreia do Norte, um representante da ONU ressaltou a importância de separar questões políticas das humanitárias, ao considerar uma resposta à situação.

“Em meio ao agravamento do cenário de segurança na região, a ONU e seus parceiros desempenham um papel fundamental para salvar a vida da população em situação de vulnerabilidade na República Popular Democrática da Coreia (RPDC)”, afirmou o secretário-geral assistente das Nações Unidas para assuntos políticos, Miroslav Jenca, na última quarta (5), ao Conselho.

Ele ressaltou que a Coreia do Norte deve interromper as ações que constituem uma violação das resoluções do Conselho de Segurança, além de permitir a retomada do diálogo aberto. “Todas as partes devem trabalhar para abrir canais de comunicação, particularmente os militares, para reduzir o risco de alguma ação mal calculada ou cometer algum mal-entendido”, acrescentou.

Na reunião, Jenca também pediu que os 15 membros do Conselho apoiem o trabalho humanitário vital realizado por organizações filantrópicas no país.

De acordo com a Coreia do Norte, o míssil balístico Hwasong-14 atingiu uma distância de 933 km durante o voo de 39 minutos, alcançando uma altitude de 2.802 km antes de cair no mar. “Seguindo esses parâmetros, o míssil teria um alcance de 6.700 km se lançado a uma trajetória típica, tornando-se um míssil balístico intercontinental (ICBM), conforme definições amplamente utilizadas”, afirmou o secretário-geral assistente.

Ele disse aos membros do Conselho que a Coreia do Norte não emitiu notificação antes do lançamento às organizações internacionais responsáveis pelo espaço aéreo e segurança marítima.

O funcionário da ONU também lembrou que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou fortemente o lançamento feito pela Coreia do Norte e ressaltou a importância da união da comunidade internacional para enfrentar esse sério desafio.

A ONU, segundo Jenca, permanecerá em estreito contato com as partes envolvidas e continuará a postos para ajudar de qualquer maneira possível.


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