Responsabilização e exposição da ‘verdade para o poder’ dependem de imprensa livre, diz ONU

Em um momento em que a desinformação e a desconfiança na mídia estão crescendo, a liberdade de imprensa é “essencial para a paz, a justiça, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado nesta sexta-feira (3).

A chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, disse em mensagem para o dia que é essencial “garantir liberdade de opinião através da livre troca de ideias e de informações, com base em verdades factuais”. Ela afirmou que sociedades que valorizam a liberdade de expressão precisam ser constantemente vigilantes.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Em um momento em que a desinformação e a desconfiança na mídia estão crescendo, a liberdade de imprensa é “essencial para a paz, a justiça, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado nesta sexta-feira (3).

Segundo Guterres, nenhuma democracia está completa sem acesso a informações transparentes e confiáveis, descrevendo o jornalismo como “a base para construir instituições justas e imparciais, responsabilizar líderes e falar a verdade ao poder”.

As comemorações deste ano, que começaram na quinta-feira ao redor do mundo, focam no poderoso papel que boas reportagens desempenham para a democracia e para eleições justas. A desinformação está se tornando um problema maior até mesmo nos sistemas democráticos mais antigos e mais sofisticados do mundo.

“Fatos, e não falsidades, devem guiar pessoas conforme escolhem seus representantes”, disse o chefe da ONU. “Embora tecnologias tenham transformado as maneiras como recebemos e compartilhamos informações, às vezes elas são usadas para induzir a opinião pública ao erro ou impulsionar violência e ódio.”

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), quase 100 jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam em 2018 e centenas foram presos. No total, 1.307 jornalistas foram mortos entre 1994 e o ano passado.

Guterres disse estar “profundamente perturbado com o crescente número de ataques e com a cultura de impunidade”.

“Quando funcionários da mídia são alvos, sociedades como um todo pagam o preço”, afirmou.

Fatos devem vencer, diz chefe da UNESCO

A chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, disse em mensagem para o dia que é essencial “garantir liberdade de opinião através da livre troca de ideias e de informações, com base em verdades factuais”.

Ela afirmou que sociedades que valorizam a liberdade de expressão precisam ser constantemente vigilantes.

Segundo Azoulay, a imprensa livre é um pré-requisito para o funcionamento adequado de democracias.

“O jornalismo independente oferece uma oportunidade para apresentar os fatos aos cidadãos e para que estes formem suas opiniões. A liberdade de imprensa garante a existência de sociedades transparentes, nas quais todos podem ter acesso à informação. O jornalismo independente analisa o mundo e o torna acessível a todos, além de trabalhar para a diversidade de opinião”, disse Azoulay.

Entre os eventos comemorativos que acontecem desde quinta-feira (2), houve uma conferência global sobre “Mídia para Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação”, na capital da Etiópia, Adis Abeba, organizada pelo governo e pela Comissão da União Africana, junto à UNESCO.

Uma conferência sobre o mesmo tema foi realizada na capital do Líbano, Beirute, em uma parceria entre a UNESCO e o Ministério da Informação do Líbano.

Um evento de alto nível acontecerá na sede da ONU, em Nova Iorque, na sexta-feira (3), no qual o secretário-geral e a presidente da Assembleia Geral irão discursar. Eles serão seguidos por uma mesa-redonda de especialistas.