República Centro-Africana: ONU promete levar até o fim investigações de abuso sexual de tropas

Sentindo-se “ultrajados e furiosos”, os membros do Conselho de Segurança disseram que o mandato dos membros das força de paz da ONU é proteger civis nas áreas em que se encontram.

Membro da Força de Paz servindo à Missão de Estabilização Integrada Multidimensional da ONU na República Centro-Africana na República Centro-Africana (MINUSCA). Foto: ONU/Catianne Tijerina

Membro da Força de Paz servindo à Missão de Estabilização Integrada Multidimensional da ONU na República Centro-Africana na República Centro-Africana (MINUSCA). Foto: ONU/Catianne Tijerina

A Missão de Estabilização Integrada Multidimensional da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) afirmou, nesta segunda-feira (17), que está determinada a investigar todas as alegações de exploração sexual e abuso por suas forças no país e responsabilizar os autores desses atos.

Em uma coletiva de imprensa, na sede da ONU em Nova York, a porta-voz, Vannina Maestracci, confirmou que as investigações das recentes alegações de assédio sexual e assassinato pelas forças da ONU na capital Bangui estão em curso. Adicionou, no entanto, que nenhum dado que possa ser prejudicial à investigação será divulgado durante o processo.

A informação reunida pelas seções de Direitos Humanos e Proteção à Criança e a polícia da MINUSCA foram submetidas ao organismo de fiscalização interno da ONU, que tem o mandato de investigar casos de supostos desvios de comportamento e identificar os autores.

Em outro comunicado, a MINUSCA frisou que está trabalhando com os países que contribuíram tropas para garantir que todos os membros uniformizados considerados responsáveis por violações de diretos humanos na República Centro-Africana sejam responsabilizados. Em julho, seis membros da força de paz foram repatriados por uso excessivo de força contra detentos. Desde abril de 2014, MINUSCA já investigou 57 casos de desvio de conduta, incluindo violência sexual.

Os membros do Conselho de Segurança também foram informados pelo próprio secretário-geral da ONU, nesta quinta-feira (13), sobre as alegações de exploração sexual e as medidas adotadas de tolerância zero após esses novos relatos.

Sentindo-se “ultrajados e furiosos”, os membros do Conselho de Segurança disseram, nesta segunda-feira (18), que o mandato dos membros das forças de paz da ONU é proteger civis nas áreas em que se encontram e reiteraram a responsabilidade dos países que enviam tropas e policiais de investigar essas acusações e julgar os responsáveis.