República Centro-Africana: ONU condena violência em hospital na capital Bangui

Prophète, de 10 anos, e seu amigo Ardi, de 7 anos, vivem nas ruas de PK5, um dos últimos bairros de Bangui (capital da República Centro-Africana) onde cristãos e muçulmanos ainda vivem lado a lado. Foto: ACNUR/ A. Greco

Denunciando a entrada forçada de indivíduos armados em um hospital no bairro de PK5, na capital da República Centro-Africana, Bangui, com a intenção de matar alguns dos pacientes, um funcionário humanitário da ONU enfatizou que tais incidentes violam o direito internacional humanitário.

Este é o segundo incidente desse tipo na unidade de saúde nos últimos cinco dias.

“É inaceitável que elementos armados cheguem a um hospital com armas para matar pacientes”, sublinhou Michel Yao, coordenador humanitário interino e chefe do escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na República Centro-Africana.

O responsável da ONU também sublinhou que é necessário garantir o respeito pelos estabelecimentos de saúde e o seu carácter civil, bem como garantir o acesso livre e sem impedimentos aos pacientes e ao pessoal médico.

O direito internacional humanitário proíbe expressamente os ataques contra as instalações médicas e o seu pessoal.

“Exorto todas as partes, incluindo as autoridades nacionais, a reforçar a proteção dos civis e a coabitação pacífica das comunidades”, acrescentou.