República Centro-Africana continua enfrentando graves desafios

Apesar dos ganhos feitos dos últimos anos a República Centro-Africana (RCA) ainda enfrenta grandes desafios, afirmou a Representante Especial para o país, Margaret Vogt.

Apesar dos ganhos feitos dos últimos anos a República Centro-Africana (RCA) ainda enfrenta grandes desafios, afirmou nesta quinta-feira (07/07) a Chefe do Escritório Integrado de Consolidação da Paz na República Centro-Africana (BINUCA) e Representante Especial do Secretário para o país, Margaret Vogt.

“O Sistema das Nações Unidas não pouparam esforços para oferecer ajuda a tempo e de forma integrada ao Governo e à população da República Centro-Africana para enfrentar os desafios”, disse ela ao apresentar o último relatório das atividades de seu Escritório para o Conselho de Segurança.

Dentre os principais desafios estão a pobreza extrema, o enfraquecimento das instituições nacionais, a corrupção, a alta taxa de crimes realizados por grupos armados, violações dos direitos humanos e impunidade. A Representante Especial destacou também ações positivas do Governo, como a realização de reformas políticas, redução da pobreza e acordos de cessar-fogo e de desarmamento. Ela pediu que a ajuda internacional continue apoiando estes esforços.

Vogt disse que a segurança do país tem sido afetada pela insegurança na República Democrática do Congo (RDC) e no Sudão. Além disso, ela comentou sobre a difícil situação enfrentada por mulheres e crianças na RCA, e disse que planeja estabelecer uma unidade de proteção dentro do BINUCA para “ajudar a coordenar estes assuntos”.

Após as declarações de Vogt, os Membros do Conselho emitiram um comunicado à imprensa parabenizando os compromissos assumidos pelo Governo da República Centro-Africana para lutar contra a corrupção e outras indicações de acordos de paz, mas afirmaram que estão “preocupados com a terrível situação dos direitos humanos”.

Os Membros ressaltaram a importância de continuar garantindo segurança aos refugiados, aos deslocados internos e à equipe humanitária antes de haver uma solução política para os problemas de segurança na região. Eles também encorajaram as autoridades centro-africanas e os grupos político-militares a desempenharem um papel ativo na prevenção de abusos dos direitos humanos.