Repressão no Barein preocupa ONU

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, demonstrou preocupação nesta quinta-feira (05/05) com as prisões contínuas de centenas de ativistas no Barein, além do julgamento e da condenação à morte de quatro manifestantes.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, demonstrou preocupação nesta quinta-feira (05/05) com as prisões contínuas de centenas de ativistas no Barein, além do julgamento e da condenação à morte de quatro manifestantes. De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), dentre os ativistas detidos estão professores, advogados, jornalistas, artistas e membros de órgãos políticos.

Na quarta-feira (04) o Ministério da Justiça do Barein anunciou o julgamento de 23 médicos e 24 enfermeiras por um tribunal militar, sob acusações de participação em manifestações não-autorizadas e de incitação ao ódio contra o Governo. Na última semana, quatro manifestantes foram condenados à morte e três à prisão perpétua devido a alegações de assassinato de dois policiais. As sentenças foram dadas após os réus terem ficado incomunicáveis, sem poder ver familiares ou advogados.

Pillay declarou que devem ser feitas investigações independentes dos casos de sentenças de morte e alegações de tortura. “As autoridades do Barein devem parar com as intimidações e perseguições aos defensores dos direitos humanos e ativistas políticos, garantindo a proteção de seus direitos civis fundamentais e políticos.” Ela pediu ainda que os autores dos crimes sejam responsabilizados e levados à justiça, e reiterou o pedido ao Governo que permita uma missão de avaliação do ACNUDH no país.