Representante Especial da ONU diz que sinais de desastre no Chifre da África eram ‘evidentes’

Margareta Wahlström afirmou nesta terça-feira que situação na região poderia ser menos grave se a resposta de emergência tivesse sido mais rápida e eficaz.

A Representante Especial do Secretário-Geral para a Redução do Risco de Desastres, Margareta Wahlström participou nesta terça-feira (27/09) de uma mini-cúpula da ONU que avaliou a situação na Somália, onde uma epidemia de fome já matou milhares de pessoas. Ela afirmou que os sinais de alerta de um desastre iminente eram evidentes, mas foram ignorados, e ressaltou que o sistema de ajuda nos níveis nacional e internacional devem ser aprimorados.

Wahlström, que também Preside a Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UNISDR), afirmou que haverá uma perda maior de vidas e dinheiro porque não houve apoio e medidas rápidas que teriam reduzindo o risco da seca se tornar uma epidemia de fome na região africana.

“Considerando a experiência coletiva da resposta a emergências de seca nos últimos 50 anos, parece inacreditável que mais uma vez nós estejamos vivendo uma luta desesperada contra uma epidemia de fome causada pela seca”, alertou a Representante Especial.

Dezenas de milhares de somalis já morreram de fome e mais de 3,2 milhões estão à beira da inanição em uma seca que atinge 13,3 milhões de pessoas na Somália e em três outros países da região: Djibuti, Etiópia e Quênia.