Representante da ONU pede ao Conselho de Segurança medidas contra violência sexual em conflitos

“Estupros em zona de guerra tem sido uma história de negação. É hora de trazer esses crimes, e aqueles que os cometem, ao centro das atenções da vigilância internacional”, declarou Zainab Bangura.

Manifestação a favor do fim da violência e respeito dos direitos das mulheres. Foto: ONU/Christopher Herwig

Manifestação a favor do fim da violência e respeito dos direitos das mulheres. Foto: ONU/Christopher Herwig

Como a grande questão moral do nosso tempo, a violência sexual em conflitos é usado para aterrorizar, deslocar e subjugar as vítimas, declarou na última quarta-feira (15) a representante especial do secretário-geral, Zainab Bangura, sobre a questão ao Conselho de Segurança, pedindo ao organismo para tomar medidas para lidar com a crescente ameaça.

“Estupros em zona de guerra tem sido uma história de negação. É hora de trazer esses crimes, e aqueles que os cometem, ao centro das atenções da vigilância internacional”, declarou ela, ao apresentar aos membros do Conselho o relatório de 2015 do secretário-geral da ONU sobre a violência sexual em conflitos. Sublinhando que chegou o momento “para enviar uma mensagem clara de que o mundo não vai tolerar o uso da violência sexual como uma tática de guerra e terror”.

O relatório anual ilumina uma série de temas novos, incluindo uma lista de 45 perpetradores – a maioria grupos armados – suspeitos de terem cometido violência sexual como uma tática para aterrorizar. Ele também liga a violência sexual em conflitos com a desapropriação forçada de terras e propriedades e a negação das mulheres às fontes vitais de subsistência.