Representante da ONU para Crianças e Conflitos pede que Uganda leve líder do LRA a julgamento

Radhika Coomaraswamy espera que país não conceda anistia a Caesar Acellam Otto, “um dos piores perpetradores de violações dos direitos da criança”.

Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e conflitos, Radhika Coomaraswamy. (ONU/ T. La Rose)A Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, pediu na segunda-feira (14/05) que Uganda leve a julgamento Caesar Acellam Otto. Um dos principais líderes do brutal Exército de Resistência do Senhor (LRA), ele foi capturado no fim de semana na República Centro-Africana.

“Sinto-me renovada pela captura de um dos piores perpetradores de violações dos direitos da criança, e espero que as autoridades ugandenses não apliquem a anistia, mas levem-no à Justiça.”

“A prisão e a acusação posterior de Acellam enviaria uma forte mensagem para a liderança do LRA de que eles serão responsabilizados por suas ações”, acrescentou.

A lei de anistia em Uganda prevê anistia geral aos membros do LRA, incluindo anistia aos crimes de guerra, crimes contra a humanidade e graves violações dos direitos humanos.

Acellam foi preso, juntamente com sua esposa, filho e uma menina de 12 anos oriunda da República Centro-Africana cuja condição na família de Acellam permanece obscura. Eles estão sob custódia do Sudão do Sul, exceto a menina, que foi encaminhada ao país de origem.

Segundo Coomaraswamy, crianças separadas do LRA devem ser excluídas do processo criminal por terem sido forçados a atuar no grupo.