Representante da ONU espera cessar-fogo na Síria ainda esta semana

Lakhdar Brahimi espera um anúncio do governo sírio hoje (25) a respeito de sua pausa proposta para o combate que já dura quase dois anos.

Lakhdar Brahimi espera cessar-fogo na Síria essa semana

Alguns grupos em conflito na Síria devem observar um cessar-fogo ainda esta semana, como foi solicitado pelo Representante da ONU e da Liga dos Estados Árabes na Síria, Lakhdar Brahimi. “Em seus comentários [de Brahimi] no Cairo [quarta 24], ele espera um anúncio do governo sírio a respeito de sua pausa proposta no combate”, disse Martin Nesirky, porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em coletiva na sede da ONU em Nova York . “Ele disse que muitos na oposição também reagiram positivamente”, acrescentou Nesirky.

O governo da Síria deverá fazer um anúncio sobre o cessar-fogo hoje (25), encorajado pelo Conselho de Segurança, que recebeu na quarta-feira  (24) um informe sobre as últimas atividades de Brahimi.

Ainda nesta semana, o enviado especial da ONU para a crise esteve em Damasco, capital síria. Na semana passada, foi a Teerã, capital do Irã, para tentar apoio das autoridades locais para um cessar-fogo no próximo feriado muçulmano de Eid al-Adha, nesta sexta-feira (26).

Ban Ki-moon pediu a todas as partes do conflito que atendam à solicitação de Brahimi, além de chamar toda a comunidade internacional para apoiar a interrupção dos confrontos. Em um comunicado de imprensa, os integrantes do Conselho pediram às partes do conflito que cooperem com a ONU e com órgãos humanitários para facilitar a ajuda de suprimentos. O órgão também solicitou aos Estados-Membros que contribuam rapidamente com o Plano de Resposta Humanitária da Síria, que busca 348 milhões de dólares — mas até agora só recebeu 157 milhões.

Mais de 20.000 pessoas, a maioria civis, morreram no país desde que o levante contra o presidente Bashar al-Assad começou há cerca de 20 meses. Mais de 2,5 milhões de sírios precisam urgentemente de ajuda humanitária e mais de 340.000 cruzaram a fronteira rumo a países vizinhos, de acordo com estimativas da agência de refugiados da ONU.