Representante da ONU cobra unidade do Conselho de Segurança sobre crise na Síria

Nenhum acordo sobre o conflito, que já dura 20 meses, foi atingido pelos cinco membros com poder de veto no Conselho: China, EUA, Rússia, França e Inglaterra.

Vice-Secretário-Geral da ONU, Jan Eliasson, em reunião em Genebra (ONU/Jean-Marc Ferré).O Vice-Secretário-Geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, declarou ontem (25) que a falta de uma resolução “forte” do Conselho de Segurança sobre o conflito sírio “enfraquece” os esforços da ONU para encontrar uma fórmula de paz e cobra maior unidade do corpo de países nesta questão.

“Muitos passos importantes foram dados, como a unidade em questões como Mali e Sudão do Sul-Sudão, mas na Síria, não temos essa unidade”, disse Eliasson ao analisar as resoluções do Conselho.

Eliasson falou horas antes do anúncio de que as partes envolvida no conflito sírio teriam aceitado um cessar-fogo proposto pelo Enviado Conjunto da ONU e da Liga dos Estados Árabes para a Síria, Lakhdar Brahimi. O representante da ONU alertou de antemão que não havia nenhuma garantia de que o cessar-fogo irá ocorrer.

“Se o Conselho de Segurança não é unificado, isso se traduz em fraqueza para o Secretário-Geral [da ONU] e seus representantes”, observou Eliasson. Em três ocasiões, as propostas para resoluções sobre o conflito na Síria receberam veto de pelo menos um dos membros do Conselho.

O Vice-Secretário-Geral também falou que os países da região têm responsabilidades em exercer influência sobre as partes em conflito, que já dura quase dois anos.

“Nós já vemos sinais de perigo do conflito se espalhar”, alertou ele, citando um choque de fronteira recente entre a Síria e a Turquia, que deixou cinco civis turcos mortos. Ele também mencionou  o bombardeio da semana passada no Líbano, onde foi morto um alto funcionário do governo libanês entre outras vítimas.