Representante da ONU cobra eleições no Líbano após um ano sem presidente

O cargo da presidência está vago desde a saída de Michel Sleiman em 25 de maio de 2014; país também tem sofrido com novas ameaças terroristas.

ONU lembra que processo eleitoral é um processo libanês e pede ao parlamento que convoque eleições. Foto: Flickr/Tim (CC)

ONU lembra que processo eleitoral é um processo libanês e pede ao parlamento que convoque eleições. Foto: Flickr/Tim (CC)

O vácuo no cargo de presidência do Líbano minou a capacidade do país para lidar com uma gama de desafios de segurança, econômicos e sociais, advertiu nesta segunda-feira (25) a coordenadora especial das Nações Unidas para o Líbano, Sigrid Kaag, em comunicado marcando um ano que o país está sem um presidente.

Houve um vácuo presidencial no Líbano desde que o mandato de Michel Sleiman chegou ao fim em 25 de maio de 2014. Funcionários da ONU e do Conselho de Segurança pediram repetidamente que o Parlamento libanês eleja um novo líder sem demora. O país também tem lidado com novas ameaças terroristas e uma crescente população de refugiados resultante do conflito na vizinha Síria que, atualmente, chegam a quase 1,2 milhão.

“O apoio internacional unificado ao Líbano deve ser acompanhado por medidas significativas por líderes do Líbano”, declarou Kaag. “A eleição presidencial é um processo libanês, e apelo aos membros do Parlamento que cumpram os seus deveres constitucionais, que defendam a tradição democrática do país e reúnam-se para eleger um presidente sem mais demora”.