Relatório de desenvolvimento humano discutirá importância do esporte na vida do brasileiro

Como as atividades físicas e esportivas podem promover o desenvolvimento humano e melhorar a qualidade de vida da população? A pergunta é tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) do Brasil, que está sendo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e parceiros do governo e da sociedade civil.

Próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil abordará como o esporte e as atividades físicas podem melhorar a qualidade de vida da população. Foto: UNIC Rio / Pedro Andrade

Próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil abordará como o esporte e as atividades físicas podem melhorar a qualidade de vida da população. Foto: UNIC Rio / Pedro Andrade

Como as atividades físicas e esportivas podem promover o desenvolvimento humano e melhorar a qualidade de vida da população? A pergunta é tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) do Brasil, que foi discutido no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (9), por especialistas em esporte, ex-atletas e representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A agência da ONU reiterou que o desenvolvimento das comunidades não se resume ao aumento da renda e defendeu a necessidade de uma abordagem holística para aumentar indicadores sociais.

“Se a renda está concentrada em poucas pessoas, se as mulheres ou os grupos étnicos, por exemplo, não recebem esses benefícios, não se pode chamar isso de desenvolvimento”, alertou o representante-residente do PNUD e coordenador das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

“O desenvolvimento humano se amplia sempre quando o direito à atividade física pode ser exercido por todas as pessoas, o que pressupõe superar as atuais desigualdades de acesso, e (também) quando a prática em si dessas atividades físicas seja plena no sentido de manutenção da autonomia das pessoas”, acrescentou o dirigente.

O desenvolvimento humano se amplia
sempre quando o direito à atividade física
pode ser exercido por todas as pessoas.

O encontro na capital fluminense marcou a segunda reunião técnica do conselho assessor responsável pela elaboração do relatório. O grupo conta com a participação da ex-jogadora de vôlei e presidente da Atletas para o Brasil, Ana Moser, e da ex-jogadora de basquete, Janeth Arcain, além de organismos estatais e não governamentais.

Desde maio, quando o conselho foi criado, o PNUD realizou ainda outras cinco reuniões com pesquisadores, além de consultas no formato de questionários sobre o tema das atividades físicas e esportivas. O objetivo é garantir que o RDH apresente recomendações sobre como transformar o esporte em ferramenta de desenvolvimento humano.

A coordenadora do documento e especialista da agência da ONU, Andreá Bolzon, aponta que a prática de exercícios físicos é pautada frequentemente como uma obrigação. “Precisamos redimensionar isso e colocá-lo na perspectiva do direito”, afirmou. Segundo ela, todos têm o direito à se envolver em atividades esportivas, uma vez que essas práticas tornam mais ricas as experiências de vida de cada um.