Relatório da ONU mostra que cerca de 230 milhões de pessoas consumiram drogas ilícitas em 2010

No Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico de Ilícitos (26/06), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lança o Relatório Mundial sobre Drogas de 2012, que contabilizou cerca de 230 milhões de pessoas – 1 em cada 20 pessoas – tendo consumido alguma droga ilícita pelo menos uma vez em 2010. Além disso, o Relatório aponta que os usuários problemáticos de drogas, principalmente as pessoas dependentes de heroína e cocaína, totalizam cerca de 27 milhões, cerca de 0.6% da população adulta mundial, ou uma em cada 200 pessoas.

“O abuso de drogas e o tráfico de ilícitos continuam tendo um impacto profundamente negativo para o desenvolvimento e a estabilidade em todo o mundo. Os bilhões de dólares gerados pelas drogas ilícitas alimentam atividades terroristas e estimulam outros crimes como o tráfico de seres humanos e o contrabando de armas e pessoas. As drogas ilícitas e as redes criminosas relacionadas enfraquecem o Estado de Direito. A impunidade com a qual esse negócio se sustenta provoca grande temor e semeia a decepção com a governança em todos os níveis”, afirmou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem divulgada hoje durante a Assembleia Geral.

Brasil apreendeu 27 toneladas de cocaína em 2010.

Embora não existam dados recentes sobre o uso de drogas ilícitas no Brasil, especialistas perceberam um aumento no uso de cocaína, as apreensões federais mais do que triplicaram desde 2004, chegando a 27 toneladas em 2010. O aumento nas apreensões também pode refletir o papel do Brasil como um país de partida da cocaína contrabandeada através do Oceano Atlântico. Outro ponto destacado é que o uso ilícito de drogas entre mulheres no país é aproximadamente um terço do uso entre homens.

Para o Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov, “a heroína, a cocaína e outras drogas continuam matando cerca de 200 mil pessoas por ano, devastando famílias, levando à miséria milhares de pessoas, bem como gerando insegurança e a disseminação do vírus HIV. Todos os aspectos da saúde pública sobre prevenção, tratamento, reabilitação e reintegração devem ser reconhecidos como elementos-chave da estratégia global para reduzir a demanda por drogas”, disse Fedotov, ao lançar o Relatório Mundial sobre Drogas de 2012.

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