Relatores Especiais da ONU condenam impunidade pelas mortes de 74 advogados em Honduras

O assassinato mais recente foi em janeiro. Governos têm obrigação de garantir que advogados possam realizar suas tarefas profissionais sem intimidação ou risco a sua segurança ou a de seus familiares.

Dois Especialistas Independentes da ONU apelaram nesta quarta-feira (11/04) para que Honduras adote medidas concretas para pôr fim aos assassinatos de advogados no país. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) informou que 74 advogados foram mortos nos últimos três anos, sem que o Governo respondesse adequadamente aos crimes. Nos últimos meses, seis advogados foram mortos só na capital, Tegucigalpa.

“Somando-se à frequência dos assassinatos e às ameças de morte contra advogados, estamos preocupados com a impunidade dos crimes em Honduras”, disseram em um comunicado a Relatora Especial sobre a Independência de Magistrados e Advogados, Gabriela Knaul, e o Relator Especial da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Christof Heyns.

O assassinato mais recente foi de Ricardo Rosales em janeiro. O advogado denunciou violações de direitos humanos em um jornal da cidade de La Ceiba.

“Os Governos têm a obrigação de garantir que advogados possam realizar todas as suas tarefas profissionais sem intimidação ou risco a sua segurança ou a de seus familiares”, acrescentou Knaul. “Deveriam garantir proteção adequada aos advogados quando a segurança deles é ameaçada por causa do trabalho.”