Relatores da ONU pedem suspensão de agressões contra ativistas no Território Palestino Ocupado

Intimidações, envolvendo ameaças de morte e ataques físicos, estariam aparentemente associadas a uma tentativa das autoridades de Israel de interromper o trabalho dos defensores dos direitos humanos na região.

A cidade de Hebron foi citada por relatores especiais da ONU como local onde agressões a ativistas têm ocorrido de forma recorrente. Foto: WikiCommons / Ian Sewell

A cidade de Hebron foi citada por relatores especiais da ONU como local onde agressões a ativistas têm ocorrido de forma recorrente. Foto: WikiCommons / Ian Sewell

Relatores especiais para destacaram nesta sexta-feira (18) que defensores dos direitos humanos, atuando principalmente em Hebron, no Território Palestino Ocupado, têm sido vítimas de ataques físicos, ameaças de morte, assédio e detenções. Em nota divulgada pelo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), os especialistas pediram a suspensão imediata das intimidações, que estariam aparentemente associadas a uma tentativa das autoridades de Israel de interromper o trabalho dos militantes.

Em Hebron, membros do movimento Youth Against Settlements (Juventude contra Assentamentos) teriam sofrido retaliações recentes das forças israelenses, que fecharam o centro da organização onde os ativistas se reuniam. O relator especial da ONU sobre direitos humanos nos territórios ocupados, Makarim Wibisono, destacou que o local foi interditado, pois oficiais de Israel declararam que o entorno do local era uma zona militar. “Solicitamos as autoridades israelenses que revoguem essa ordem militar”, disse o especialista.

“Em meio a uma atmosfera carregada e violenta durante os últimos meses no Território Palestino Ocupado, defensores palestinos e internacionais estão oferecendo uma ‘presença protetora’ para palestinos em risco de violência e documentando violações dos direitos humanos”, afirmou o relator especial sobre a situação dos defensores de direitos humanos, Michel Forst.

Para o especialista, agressões contra ativistas da região são ‘simplesmente inaceitáveis’, pois violam os direitos à liberdade de expressão e à livre associação. “Isso deveria parar imediatamente”, alertou.


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