Relatores da ONU pedem que EUA rejeitem atos racistas de forma incondicional

O órgão das Nações Unidas que monitora a implementação da convenção global sobre a proibição da discriminação racial pediu que políticos e oficiais públicos norte-americanos rejeitassem e condenassem de forma inequívoca e incondicional os discursos e crimes de ódio ocorridos em Charlottesville e em outros locais do país.

Em uma decisão emitida sob o status de “alerta e ação urgente”, o comitê, que monitora a implementação da Convenção Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, afirmou que “não deve haver lugar no mundo para ideias racistas e de supremacia branca ou quaisquer ideologias similares que rejeitem princípios essenciais de direitos humanos como a dignidade humana e a igualdade”. Os Estados Unidos ratificaram a convenção em 1994.

Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: Elma Okic/ONU

Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: Elma Okic/ONU

O órgão das Nações Unidas que monitora a implementação da convenção global sobre a proibição da discriminação racial pediu que políticos e oficiais públicos norte-americanos rejeitassem e condenassem de forma inequívoca e incondicional os discursos e crimes de ódio ocorridos em Charlottesville e em outros locais do país.

“Estamos alarmados com as manifestações racistas, com slogans abertamente racistas, cantos e cumprimentos de nacionalistas brancos, neonazistas e Ku Klux Klan, que promovem a supremacia branca e a incitação à discriminação racial e ao ódio”, disse Anastasia Crickley, presidente do Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial, em comunicado.

Em uma decisão emitida sob o status de “alerta e ação urgente”, o comitê, que monitora a implementação da Convenção Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, afirmou que “não deve haver lugar no mundo para ideias racistas e de supremacia branca ou quaisquer ideologias similares que rejeitem princípios essenciais de direitos humanos como a dignidade humana e a igualdade”.

Os Estados Unidos ratificaram a convenção em 1994.

Além da investigação criminal dos indivíduos que atropelaram uma multidão com um carro durante protesto pacífico na cidade norte-americana, matando uma pessoa, os especialistas da ONU pediram que as autoridades dos EUA adotem medidas concretas para “enfrentar as causas da proliferação de tais manifestações racistas”.

“Pedimos que o governo norte-americano investigue de forma extensiva o fenômeno da discriminação racial, particularmente, contra afrodescendentes, minorias étnicas ou etno-religiosas e migrantes”, acrescentou Crickley.

O comitê também pediu que o governo dos EUA garantisse que os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica não sejam exercidos com o objetivo de destruir ou negar os direitos e as liberdades de outros, e pediram o fornecimento de garantias necessárias para que tais direitos não sejam utilizados para promover o discurso de ódio racista e os crimes de racismo.

Os membros do comitê são especialistas independentes de direitos humanos do mundo todo, que servem em suas capacidades individuais e não representam Estados.


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