Relatores da ONU pedem libertação de jornalistas no Irã

Mais de 50 jornalistas estão detidos, alguns sob acusação de colaborar com imprensa estrangeira “antirrevolucionária” e organizações de direitos humanos.

Relator Especial sobre a Situação dos Direitos Humanos no Irã, Ahmed Shaheed. ONU Foto/Jean-Marc FerréUm grupo de especialistas independentes das Nações Unidas pediu ao Irã, nesta terça-feira (05), que liberte imediatamente os jornalistas detidos nas últimas semanas. Eles também pediram o fim do que consideram uma campanha para reprimir a mídia antes da eleição presidencial, prevista para junho.

As forças de segurança iranianas invadiram cinco redações de jornais na semana passada e prenderam pelo menos 17 jornalistas, a maioria dos quais trabalha para veículos independentes. Alguns dos jornalistas foram acusados de colaborar com veículos da imprensa estrangeira “antirrevolucionários” e com organizações de direitos humanos. Antes das últimas detenções, mais de 40 outros jornalistas já estavam presos no país.

“A recente onda de detenções de jornalistas somente pela realização de suas atividades profissionais é uma flagrante violação das obrigações do Irã sob a lei internacional de direitos humanos”, declararam os especialistas em um comunicado.

O grupo de especialistas inclui o Relator Especial Sobre a Situação dos Direitos Humanos no Irã, Ahmed Shaheed, o Relator Especial sobre a Liberdade de Opinião e de Expressão, Frank La Rue, o Presidente-Relator do Grupo de Trabalho sobre a Detenção Arbitrária, Malick Sow, e a Relatora Especial sobre Defensores dos Direitos Humanos, Margaret Sekaggya.