Relatores da ONU pedem fim de ataques contra pessoas com albinismo na África

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Para eliminar todas as formas de violência enfrentadas por pessoas com albinismo, especialistas independentes das Nações Unidas pediram na terça-feira (13) aos países africanos a implementação de um plano de ação regional para pôr fim aos ataques discriminatórios.

Menino albino lê em braile em 2008 na Tanzânia. Foto: UNICEF/Pirozzi

Menino albino lê em braile em 2008 na Tanzânia. Foto: UNICEF/Pirozzi

Para eliminar todas as formas de violência enfrentadas por pessoas com albinismo, especialistas independentes das Nações Unidas pediram na terça-feira (13) aos países africanos a implementação de um plano de ação regional para pôr fim aos ataques discriminatórios.

“O plano estabelece claramente o que os Estados podem fazer, por exemplo, educar a população, coletar dados e pesquisar as causas da violência”, afirmou a especialista independente da ONU para os direitos humanos de pessoas com albinismo, Ikponwosa Ero, em declaração para o Dia Mundial de Conscientização sobre o Albinismo.

A ação regional para acabar com ataques às pessoas com albinismo na África — a primeira iniciativa conjunta desse tipo — foi recentemente recomendada pela Comissão Africana sobre Direitos Humanos e dos Povos e inclui 15 passos práticos esperados para enfrentar esse desafio persistente e mortal.

“A cooperação internacional será um ponto crucial na longa batalha para acabar coma a discriminação de pessoas com albinismo, algumas das quais continuam sendo assassinadas”, acrescentou Ero.

De acordo com novo relatório divulgado pela agência de direitos humanos da ONU, o plano de ação tem como foco garantir responsabilidade, apoiar as vítimas e usar marcos jurídicos e políticos para dissuadir práticas de feitiçaria e tráfico de membros do corpo.

Além disso, Ero enfatizou que pessoas com albinismo também enfrentam barreiras significativas que restringem sua participação igualitária na sociedade, afetando seus direitos de desfrutar saúde mental e física, bem como a capacidade de acessar cuidados médicos adequados, serviços sociais, proteção legal e reparação por abusos.

Mulheres e crianças, em particular, enfrentam maior violência, discriminação e estigmas. Forçado à marginalização dentro de suas comunidades, esse grupo enfrenta a exclusão social causada por mal-entendidos, preconceitos e estereótipos profundamente enraizados.

“Não podemos subestimar a importância da ação conjunta. (…) Avançamos juntos, com uma esperança renovada inspirada no princípio de ‘não deixar ninguém para trás’, que é o cerne da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.”

Em dezembro de 2014, a Assembleia Geral da ONU designou 13 de junho como o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo para chamar a atenção para o estigma e a violência que as pessoas com albinismo enfrentam em todo o mundo.


Mais notícias de:

Comente

comentários