Relatores da ONU exigem investigação sobre desaparecimento de jornalista saudita em Istambul

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Especialistas da ONU manifestaram nesta terça-feira (9) grande preocupação com o desaparecimento do jornalista e crítico do governo saudita Jamal Khashoggi em Istambul, e pediram uma rápida investigação independente e internacional sobre o caso.

“Estamos preocupados que o desaparecimento de Khashoggi esteja diretamente ligado às suas críticas às políticas sauditas nos últimos anos”, disseram os especialistas. “Reiteramos nossos repetidos apelos às autoridades sauditas para abrir espaço para o exercício dos direitos fundamentais, incluindo o direito à vida, à liberdade de expressão e ao dissenso”.

Avenida em Istambul, na Turquia. Foto: ONU

Avenida em Istambul, na Turquia. Foto: ONU

Especialistas da ONU manifestaram nesta terça-feira (9) grande preocupação com o desaparecimento do jornalista e crítico do governo saudita Jamal Khashoggi em Istambul, e pediram uma rápida investigação independente e internacional sobre o caso.

Jamal Khashoggi está desaparecido desde que entrou no consulado da Arábia Saudita, em Istambul, em 2 de outubro de 2018. Ele não foi visto desde então.

“Estamos profundamente preocupados com o desaparecimento de Khashoggi e com as alegações de homicídio patrocinado pelo Estado”, disseram o presidente-relator do Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, Bernard Duhaime; o relator especial da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye; e a relatora especial da ONU sobre execuções sumárias, Agnes Callamard.

“Uma investigação internacional independente deve ser imediatamente lançada sobre os eventos. Os responsáveis ​​— perpetradores e mentores — devem ser identificados e levados à Justiça. Pedimos às autoridades sauditas e turcas que cooperem totalmente para resolver este caso”, declararam os especialistas.

“Estamos preocupados que o desaparecimento de Khashoggi esteja diretamente ligado às suas críticas às políticas sauditas nos últimos anos”, disseram os especialistas. “Reiteramos nossos repetidos apelos às autoridades sauditas para abrir espaço para o exercício dos direitos fundamentais, incluindo o direito à vida, à liberdade de expressão e ao dissenso”.


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