Relatora da ONU manifesta preocupação com condições de presos em greve de fome no Irã

A relatora especial da ONU para a situação de direitos humanos no Irã, Asma Jahangir, manifestou nesta quinta-feira (31) sua profunda preocupação com a situação de uma série de prisioneiros que realizaram prolongada greve de fome em uma penitenciária no país.

Nas últimas semanas, 53 presos, incluindo mais de 15 seguidores da religião Baha’i, foram transferidos sem aviso prévio para uma unidade de segurança máxima em Teerã. Nenhum deles foi autorizado a levar seus bens pessoais, incluindo medicamentos. “Privar prisioneiros de ter contato familiar, com advogados e de receber atendimento médico adequado contraria a lei internacional”, disse a especialista em direitos humanos.

Vista aérea de Teerã. Foto: Hansueli Krapf/Wikimedia Commons (CC)

Vista aérea de Teerã. Foto: Hansueli Krapf/Wikimedia Commons (CC)

A relatora especial da ONU para a situação de direitos humanos no Irã, Asma Jahangir, manifestou nesta quinta-feira (31) sua profunda preocupação com a situação de uma série de prisioneiros que realizaram uma prolongada greve de fome em uma penitenciária no país.

Os detentos protestavam contra sua transferência para uma unidade de segurança máxima na prisão de Rajai-Shahr em Karaj, oeste de Teerã, e contra seu tratamento dentro da prisão.

“Estou profundamente alarmada pelas informações sobre a deterioração das condições médicas dos presos em greve de fome, e com o fato de que as torturas e maus-tratos continuaram desde sua transferência”, disse Jahangir.

Nas últimas semanas, 53 presos, incluindo mais de 15 seguidores da religião Baha’i, foram transferidos sem aviso prévio e sem informações sobre as razões de sua transferência. Nenhum deles foi autorizado a levar seus bens pessoais, incluindo medicamentos. Também foram privados de produtos de higiene, assistência médica, roupas e da comida que haviam comprado com seu próprio dinheiro.

“Privar prisioneiros de ter contato familiar, com advogados e de receber atendimento médico adequado contraria a lei internacional”, disse a especialista em direitos humanos.

“Peço ao governo iraniano que busque uma rápida solução à situação extrema criada pela greve de fome, por meio de um diálogo de boa fé sobre suas queixas e subjacentes violações aos direitos humanos, garantindo o total respeito à sua dignidade e autonomia”, concluiu o especialista.

O comunicado da relatora especial foi endossado pelos relatores especiais para o direito de todos aos melhores padrões de saúde física e mental, Dainius Pûras, e para a liberdade de religião e de credo, Ahmed Shaheed.