Relatora da ONU apela à calma e ao diálogo no Equador

Foram relatados incidentes violentos, incluindo uso excessivo de força pela polícia, durante os protestos convocados pela Confederação de Nacionalidades Indígenas do país.

A relatora da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas pediu calma após confrontos durante mobilizações de povos indígenas. Foto: Flickr/Shobeir Ansari (CC)

A relatora da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas pediu calma após confrontos durante mobilizações de povos indígenas. Foto: Flickr/Shobeir Ansari (CC)

A relatora especial das Nações Unidas para os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, apelou nesta segunda-feira (24) à calma e ao diálogo no Equador, depois de confrontos nas últimas semanas que ocorreram durante mobilizações de povos indígenas.

“O governo do Equador deve garantir os direitos dos povos indígenas estabelecidos pela Constituição do país e pelos instrumentos internacionais que assinou”, disse a relatora.

No dia 10 de agosto começaram os protestos convocados pela Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE). A organização convocou uma greve nacional em defesa de uma série de reivindicações das comunidades indígenas, incluindo a educação bilíngue e intercultural.

Tauli-Corpuz disse em um comunicado que é necessário que a calma seja restaurada e convidou as partes “a criar um espaço institucional para o diálogo em que se possa analisar as demandas que levaram à convocação da greve nacional”.

Ela também declarou que é essencial realizar uma investigação justa e imparcial de todos os incidentes violentos relatados pelas diferentes partes, incluindo o uso excessivo da força pela polícia e forças militares, além de medidas necessárias para punir os responsáveis e indenizar as vítimas.


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