Relator da ONU alerta que minorias sociais são principais vítimas de deslocamento forçado

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Pedindo união pela diversidade, o relator especial da ONU sobre questões de minorias, Fernand de Varennes, alertou nesta semana que o mundo vive momento ‘crítico’, de discursos polarizados sobre a aceitação de refugiados. Países e indivíduos devem agir com base em solidariedade, empatia e direitos humanos.

Refugiados rohingya encontram abrigo e segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Refugiados da minoria rohingya encontram abrigo e segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Em pronunciamento para o Dia Mundial do Refugiado, comemorado em 20 de junho, o relator da ONU Fernand de Varennes alertou que a maior parte das vítimas de deslocamento forçado são indivíduos pertencentes a minorias sociais. Especialista cobrou mais reconhecimento dos direitos humanos e da dignidade de quem tem de fugir do seu país de origem para sobreviver.

“A cada minuto, 20 pessoas de diferentes contextos geográficos, linguísticos, religiosos e raciais são forçadas a deixar seus lares por conta de ódio ou conflito”, afirmou de Varennes, que é relator especial das Nações Unidas sobre questões de minorias.

“A maior parte delas vêm de minorias e estão vulneráveis e marginalizadas.”

O relator acrescentou que o recente aumento no número de tragédias em todo o mundo levou ao crescimento da população de refugiados – o que suscitou reações polarizadas. “É um momento crítico para acolher os refugiados com respeito e um momento para que nós nos unamos na diversidade”, defendeu de Varennes.

Países e indivíduos precisam “agir com base nos sentimentos comuns de empatia e solidariedade”, enfatizou o relator.

“A dignidade humana pode ser alcançada pelo respeito aos nossos vizinhos, incluindo as minorias entre nós. Para alcançar a dignidade humana, com todos e para todos, um compromisso contínuo dos governos na direção do respeito aos direitos humanos é fundamental”, completou de Varennes.

O relator lembrou que a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou em 2016 a campanha #ComOsRefugiados, uma petição online para cobrar que países ofereçam moradia e educação para populações refugiadas, além de oportunidades de capacitação e trabalho.

“Eu convido vocês a agir, unindo-se às quase 2 milhões de outras pessoas que já assinaram a petição #ComOsRefugiados para apoiar essa iniciativa”, completou de Varennes.


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