Refugiados sírios no Líbano enfrentam dificuldades econômicas e insegurança alimentar

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Um estudo conjunto de agências da ONU mostrou que refugiados sírios no Líbano permanecem altamente vulneráveis e que, apesar de viverem no país há anos, sua situação econômica continua difícil, com mais de um terço deles enfrentando insegurança alimentar.

Dois refugiados sírios brincam no assentamento informal de Hawch el Refka, no Vale de Bekaa, no Líbano, próximo à fronteira com a Síria. Foto: UNICEF/Halldorsson

Dois refugiados sírios brincam no assentamento informal de Hawch el Refka, no Vale de Bekaa, no Líbano, próximo à fronteira com a Síria. Foto: UNICEF/Halldorsson

Um estudo conjunto de agências da ONU mostrou que refugiados sírios no Líbano permanecem altamente vulneráveis e que, apesar de viverem no país há anos, sua situação econômica continua difícil, com mais de um terço deles enfrentando insegurança alimentar.

“Os refugiados sírios mal estão conseguindo lidar (com a situação)”, disse Amin Awad, diretor de Oriente Médio e Norte da África para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na sexta-feira (6).

“Eles permanecem extremamente vulneráveis e dependentes de ajuda da comunidade internacional. Sem apoio contínuo, sua situação será estarrecedora”.

O estudo, conduzido pelo ACNUR, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), analisa a situação de cerca de 1,5 milhão de sírios vivendo no Líbano. É o quarto estudo do tipo e inclui dados detalhados sobre mais de 4,5 mil domicílios de refugiados sírios em 26 distritos pelo país.

Desde 2015, houve aumento de 12% no número de famílias que passam por insegurança alimentar moderada ou severa. Setenta e um por cento vivem abaixo da linha da pobreza e mais da metade das famílias tem cinco ou mais pessoas vivendo juntas.

Graças a 1 bilhão de dólares em ajuda recebida em novembro do ano passado, as agências puderam evitar um aumento mais forte da pobreza. Também evitaram maior deterioração na saúde, educação, abrigo, água, higiene, tratamento de resíduos sólidos e acesso à energia elétrica.

No entanto, esse 1 bilhão de dólares é apenas metade da meta estabelecida por um apelo conjunto feito por ONU, governo e agências para os refugiados sírios no Líbano.

O Líbano é o segundo país que mais abriga refugiados sírios depois da Turquia. Refugiados vivem em cerca de 2,1 mil comunidades e locações em áreas urbanas e rurais pelo país, com 71% vivendo em edifícios residenciais, 12% em prédios não residenciais e 17% em assentamentos informais.

As agências também informaram que 42% dos domicílios estão passando por superlotação, falta de banheiros, condições estruturais perigosas e necessidade urgente de consertos.


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