Refugiados sírios enfrentam extrema pobreza e péssimas condições de vida, alerta estudo da ONU

A publicação da agência da ONU para refugiados evidencia uma profunda crise humanitária que afeta 150 mil refugiados sírios. Mais da metade dos refugiados sírios na Jordânia vive abaixo da linha de pobreza.

Membros de uma família de refugiados sírios em um apartamento em ruínas no centro de Amã, na Jordânia. Foto: ACNUR/B. Szandelszky

Membros de uma família de refugiados sírios em um apartamento em ruínas no centro de Amã, na Jordânia. Foto: ACNUR/B. Szandelszky

O alto comissário da ONU para refugiados, António Guterres, alertou, nesta quarta-feira (14), que grande parte dos refugiados sírios está na linha de pobreza extrema, devido à magnitude da crise e o apoio insuficiente da comunidade internacional.

A informação faz parte de uma nova pesquisa, “Vivendo nas Sombras“, do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) que faz uma análise sobre a situação das pessoas deslocadas pelo conflito sírio. A publicação evidencia uma profunda crise humanitária que afeta 150 mil refugiados sírios, lembrando que mais da metade dos refugiados sírios na Jordânia vive abaixo da linha de pobreza.

A pesquisa, realizada pelos funcionários do ACNUR nos domicílios dos refugiados, mostra que quase metade não tem aquecimento, cerca de 25% não têm eletricidade confiável e 20% não têm banheiros. Além disso, os custos de aluguel são responsáveis por mais da metade dos gastos domésticos, forçando as famílias a compartilhar acomodações para reduzir custos.

“A menos que a comunidade internacional aumente o seu apoio aos refugiados sírios, as famílias vão optar por estratégias de sobrevivência cada vez mais drásticas. No momento, mais crianças estão abandonando a escola para trabalhar e mais mulheres estão em risco de serem exploradas”, disse Guterres.

Refugiados sírios na Jordânia

No total, a população síria refugiada registrada na Jordânia é de 620 mil pessoas. Destes, cerca de 84% vivem fora de campos. Segundo Guterres, isto representa uma “pressão dramática na economia e na sociedade do país”, além do “terrível” impacto de segurança da própria crise na Síria. Ele afirmou que a “generosidade” do povo e governo da Jordânia deve ser correspondida com o “forte apoio” da comunidade internacional.

Para ter acesso a mais informações do estudo da ACNUR, clique aqui.