Refugiados participam de clipe da cantora Iza com apoio do ACNUR

Na ocasião do Dia Mundial para a Diversidade Cultural e para o Diálogo e o Desenvolvimento, a artista brasileira Iza e o rapper norte-americano Maejor lançaram a música “Let me be the one”.

A música integra a campanha Be The One, cujo objetivo é apoiar as causas humanitárias, com destaque ao tema dos refugiados e migrantes, e inspirar um movimento global em torno de justiça, segurança e dignidade humana.

A cantora brasileira Iza. Foto: Divulgação

A cantora brasileira Iza. Foto: Divulgação

No marco do Dia Mundial para a Diversidade Cultural e para o Diálogo e o Desenvolvimento, a artista brasileira Iza e o rapper norte-americano Maejor lançaram a música “Let me be the one” (Deixe-me ser aquele que faz a diferença, tradução livre).

A música integra a campanha Be The One, cujo objetivo é apoiar as causas humanitárias, com destaque ao tema dos refugiados e migrantes, e inspirar um movimento global em torno de justiça, segurança e dignidade humana.

Quatro pessoas refugiadas foram convidadas e participaram das gravações do clip da canção. Da Síria, participaram os refugiados Abdulbaset Jarour e Nour Koeder; da Venezuela, Charlin; e da República Democrática do Congo, Prudence Kalambay.

Abdulbaset Jarour é natural da Síria. Foto: Divulgação

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Pudim é o prato preferido de Abdul, que aprendeu a falar português ouvindo música sertaneja. Nascido em Alepo, ele viu e viveu de perto os impactos devastadores de uma guerra.

Contemplado com um visto humanitário, Abdul chegou ao Brasil com sentimento de alívio por estar longe do perigo. Com foco, dedicação e perseverança, aproveitou todas as oportunidades de crescimento que apareceram em seu caminho.

Ao contar sobre sua própria história e cultura, ele diz saber que de alguma forma está contando também a de outros milhões de refugiados sírios que deixaram tudo para trás para escapar da guerra.

Charlin é natural da Venezuela. Foto: Divulgação

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Charlin nasceu em Guayana, cidade muito conhecida na Venezuela por seus pontos turísticos. Ela deixou seu país depois que a vida lá ficou muito difícil. Mesmo trabalhando, não havia garantia de ter o que comer: tomar café da manhã significava não almoçar ou jantar.

Por ser mulher trans, Charlin encontrou dificuldades adicionais para recomeçar a vida no Brasil. Acolhida em um abrigo apoiado pelo ACNUR em Boa Vista (RR), começou aos poucos a recuperar a perspectiva de um futuro melhor.

Ela participou do programa de interiorização e hoje mora em São Paulo (SP). Charlin sonha em estudar Comunicação Social para compartilhar com o mundo algo muito importante: a sua própria história.

Foto: Divulgação

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Quando estava no último ano da faculdade, Nour deixou a Síria para escapar da guerra. Ele foi para o Líbano apenas com a roupa do corpo.

Recomeçar a vida do zero em um país onde não conhecia ninguém não foi nada fácil. Nour viajou ao Brasil para encontrar familiares que já estavam no país. Acabou encontrando também uma oportunidade de recomeçar sua vida e seguir os seus sonhos.

Hoje, ele estuda Artes Cênicas em Campinas (SP) e produz figurinos e roupas sob medida para peças teatrais. Para ele, teatro, moda e arte estão interligados e são canais para expressar não só a sua criatividade, mas também a luta enfrentada por todas as pessoas talentosas que tiveram que deixar tudo para trás para sobreviver.

Foto: Divulgação

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Mulher, mãe de cinco filhos e avó. É assim que Prudence se apresenta ao mundo, mostrando o orgulho que tem da sua história.

Prudence nasceu em Brazzaville, capital da República Democrática do Congo. Em seu país, ela trabalhava com política e com moda. Em 2004, foi eleita Miss. O aumento da violência em sua terra natal fez com que ela deixasse tudo para trás depois de sofrer ameaças e perseguições.

A jornada em busca de segurança não foi nada fácil: Prudence atravessou um rio com a filha e só chegaram na fronteira com Angola depois de percorrer um longo caminho.

A primeira cidade brasileira onde Prudence morou foi o Rio de Janeiro (RJ), mas foi em São Paulo onde se estabeleceu. Depois de participar do projeto Empoderando Refugiadas, que é apoiado pelo ACNUR, Prudence sentiu que sua vida mudou: a sua luta de empoderar e mostrar a força das mulheres acabou virando o seu trabalho.

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