Refugiados aperfeiçoam currículo em oficinas da Google e ONU

Em parceria com a Google, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) promoveu em São Paulo três oficinas para orientar mais de 30 refugiados na preparação dos seus currículos. Realizadas na semana passada, atividades buscaram aperfeiçoar o modo como os estrangeiros apresentam suas experiências profissionais, talentos e conhecimentos em diferentes idiomas. Objetivo da iniciativa é ampliar a inserção desses profissionais no mercado brasileiro.

Funcionários do Google se voluntariam para compartilhar conhecimentos e contribuir para que refugiados aperfeiçoem seus currículos, na sede da empresa em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Funcionários do Google se voluntariam para compartilhar conhecimentos e contribuir para que refugiados aperfeiçoem seus currículos, na sede da empresa em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em parceria com a Google, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) promoveu em São Paulo três oficinas para orientar mais de 30 refugiados na preparação dos seus currículos. Realizadas na semana passada, atividades buscaram aperfeiçoar o modo como os estrangeiros apresentam suas experiências profissionais, talentos e conhecimentos em diferentes idiomas. Objetivo da iniciativa é ampliar a inserção dessa população no mercado brasileiro.

Os participantes tiveram a oportunidade de conversar com funcionários da Google sobre carreira e preparação para entrevistas de emprego. Os treinamentos foram realizados na sede da gigante da tecnologia, na capital paulista, e também na Missão Paz, com o apoio do Programa de Apoio para a Recolocação de Refugiados (PARR). Ambas as organizações são parceiras do ACNUR e atuam no cadastramento e encaminhamento de pessoas refugiadas para oportunidades de trabalho.

A colombiana Indira Tatiana, de 25 anos, chegou sozinha ao Brasil, onde vive há dois anos. Aqui, fez curso de português, trabalhou em restaurantes e hoje está à procura de uma nova oportunidade de trabalho.

“A experiência desta oficina foi muito boa, os funcionários da Google responderam nossas dúvidas e me ajudaram a entender como fazer um currículo”, disse Indira. Para quem está buscando novas oportunidades, as dicas e vivências compartilhadas pela equipe da empresa foram essenciais. Além do emprego, a colombiana sonha também em trazer sua filha de cinco anos para o Brasil.

Todo ano, a Google promove uma semana de voluntariado para que seus funcionários tenham contato com temas sociais por meio de instituições que atuam no Brasil. A temática do refúgio foi abordada pela primeira vez pela companhia e cerca de dez funcionários de diversos setores participaram das três sessões.

A haitiana Berline está no Brasil há sete meses e participou do workshop na Missão Paz. No encontro, ela redigiu pela primeira vez um currículo. “O que eu aprendi hoje vai me ajudar muito porque agora eu tenho um currículo pronto e vou ter confiança em entrevistas de trabalho”, conta.

De acordo com Maya Tanizaki, funcionária da Google e organizadora da ação, as oficinas ultrapassaram as expectativas de todos. Tanto os profissionais da empresa, quanto os refugiados puderam adquirir novos conhecimentos sobre outras culturas. “Os refugiados estavam engajados e fizeram muitas perguntas. Pude perceber que eles estavam animados e felizes em estar com a gente.”

O ACNUR trabalha com a questão da empregabilidade de pessoas refugiadas, articulando uma rede de organizações parceiras para promover, junto ao setor privado, capacitações sobre as competências e potencialidades de quem busca um novo começo no Brasil.