Refugiada síria reconstrói a vida no Brasil e sonha com diploma universitário

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‘Eu comecei a viajar quando a guerra começou’. O conflito na Síria mudou a vida de Tülin Hashemi. Moradora de Damasco, a jovem de 25 anos teve de deixar a capital do país por causa dos riscos trazidos pelos confrontos. Há dois anos e dois meses, ela chegou ao Rio de Janeiro, onde dá aulas de inglês e árabe. Seu sonho é estudar Astronomia em universidades brasileiras.

“Eu comecei a viajar quando a guerra começou”. O conflito na Síria mudou a vida de Tülin Hashemi. Moradora de Damasco, a jovem de 25 anos teve de deixar a capital do país por causa dos riscos trazidos pelos confrontos. Bombardeios eram comuns e ela tinha medo de sair de casa até para ir ao mercado. Há dois anos e dois meses, ela chegou ao Rio de Janeiro. Mas antes de vir para o Brasil, a refugiada passou pelo Líbano, pela Malásia e pela Turquia.

Após cinco meses trabalhando em solo turco, Tülin conseguiu juntar dinheiro para um voo até São Paulo. De lá, veio para o Rio, onde os altos custos com moradia e alimentação foram um problema.

Em 2015, ainda sem saber falar português muito bem, teve dificuldades em arranjar emprego, até ser indicada pela Cáritas RJ — instituição que representa a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no estado — para o Abraço Cultural, um projeto que recruta refugiados para ensinar línguas estrangeiras para brasileiros.

Hoje, a jovem dá aulas de inglês e árabe. Como o horário do trabalho é mais flexível que o de um emprego normal, ela acredita que terá mais tempo livre para retomar os estudos. Seu sonho é cursar Astronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No Brasil, cerca de 28% dos quase 9 mil estrangeiros reconhecidos como refugiados são mulheres. No Rio de Janeiro, o número de refugiadas aumentou em relação aos anos anteriores, atingindo quase 45% da população total sob o mandato do ACNUR na cidade.

Na próxima semana (15), a guerra na Síria completa um infeliz aniversário: são seis anos de conflitos que arrasaram o país e deixaram mais de 400 mil mortos. O conflito forçou 4,9 milhões de pessoas a abandonarem o país.


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