Rede Brasil do Pacto Global promove workshop em MG sobre avaliação de riscos de corrupção

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O combate à corrupção em todas suas formas está entre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para engajar o setor privado em torno do tema, a Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), promoveu no início de abril (4), em Belo Horizonte, um workshop sobre avaliação de riscos de corrupção.

O treinamento é realizado com base no “Guia de avaliação de risco de corrupção”, produzido pelo Pacto Global da ONU e traduzido para o português pela Rede Brasil.

Casos de boas práticas de empresas como Fundação Renova, MRV, Unimed BH, Localiza e Siemens foram apresentados durante o workshop. Foto: FIEMG

Casos de boas práticas de empresas como Fundação Renova, MRV, Unimed BH, Localiza e Siemens foram apresentados durante o workshop. Foto: FIEMG

O combate à corrupção em todas suas formas está entre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para engajar o setor privado em torno do tema, a Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), promoveu no início de abril (4), em Belo Horizonte, um workshop sobre avaliação de riscos de corrupção. O treinamento é realizado com base no “Guia de avaliação de risco de corrupção”, produzido pelo Pacto Global da ONU e traduzido para o português pela Rede Brasil.

Casos de boas práticas de empresas como Fundação Renova, MRV, Unimed BH, Localiza e Siemens foram apresentados durante o workshop. O encontro reuniu especialistas em “compliance” (conformidade com as leis), que debateram de que forma medidas de integridade e transparência favorecem a relação entre empresas e consumidores.

“As empresas têm se preocupado mais com a organização do ‘compliance’ porque perceberam que é risco para o negócio não ter procedimentos de conformidade e integridade”, disse a gerente de responsabilidade social e empresarial da FIEMG, Luciene Araujo.

A presidente da Comissão de Compliance da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fernanda Lana, afirmou que não basta estar de acordo com as leis e normas reguladoras, sendo necessário atuar na prevenção à corrupção. “Precisamos criar uma cultura de compliance interna e externa, porque a empresa não vive sozinha. Ela está em um ambiente com outras partes, como fornecedores, entes do governo, clientes e instituições”, alertou.

O diretor de compliance da Siemens e coordenador do Grupo de Trabalho Anticorrupção da Rede Brasil do Pacto Global, Reynaldo Goto, elogiou a realização da capacitação sobre o tema. “Ela é importante porque traz uma metodologia mundialmente reconhecida para que os executivos tenham ciência dos riscos de corrupção”, disse.

O evento contou ainda com a participação do chefe-substituto da Controladoria Regional da União do Estado de Minas Gerais, Breno Alves, que abordou as principais mudanças nas normas e leis voltadas para o combate à corrupção.

“Temos hoje uma linha focada na construção de um cenário ético, com procedimentos e discussões que abrangem desde a educação infantil até o relacionamento entre empresas. E outra com um cenário mais combativo em relação à corrupção. Nesse ponto, foram grandes modificações normativas com a Lei Anticorrupção, que permitiu a responsabilização das pessoas jurídicas”, comentou.


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