Rede Brasil do Pacto Global promove inserção dos ODS nas práticas corporativas

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Na medida em que as empresas assumem mais compromissos com a sustentabilidade, a busca por ferramentas e treinamentos que auxiliam na inserção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas práticas corporativas é crescente. Um exemplo foi o workshop sobre o Guia de Implementação dos ODS para empresas (SDG Compass), realizado desde o ano passado pela Rede Brasil do Pacto Global e parceiros em cinco estados brasileiros.

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Na medida em que as empresas assumem cada vez mais compromissos com a sustentabilidade, a busca por ferramentas e treinamentos que auxiliam na inserção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas práticas corporativas é crescente.

Um exemplo foi o workshop sobre o Guia de Implementação dos ODS para empresas (SDG Compass), oferecido pela Rede Brasil do Pacto Global em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e a organização Global Reporting Initiative (GRI).

O treinamento, desenvolvido pelo Grupo Temático ODS da Rede Brasil do Pacto Global, aborda os cinco passos contemplados na publicação por meio de conteúdos expositivos, cases e dinâmicas, e é adaptável para organizações e empresas de vários portes.

Desde seu lançamento em 2016, o curso já foi ministrado em pelo menos cinco estados brasileiros, com mais de 500 participantes, e agora passa a receber demandas das empresas – como já ocorreu com a Itaipu Binacional e a Eletrobras.

Giovana Sgreccia, gerente de sustentabilidade e negócios inclusivos no Itaú Unibanco e coordenadora do GT ODS da Rede Brasil do Pacto Global, afirma que a abordagem do SDG Compass busca “olhar para o impacto empresarial dentro da Agenda e, com ele, a análise dos ODS mais relevantes para as organizações”.

Para Glaucia Terreo, diretora da Global Reporting Initiative no Brasil, algumas companhias ainda têm dificuldade em transformar o discurso sustentável em ações, mas isso tem sido equilibrado com o interesse manifestado por elas.

“Se as empresas não entenderem de maneira sistêmica que pelo menos parte dos ODS precisam ser alcançados até 2030, o resultado será desastroso para os negócios também”, alertou.

Tatiana Araujo, assessora técnica do CEBDS, afirma que entre as grandes vantagens dos workshops estão o favorecimento da troca de informações e experiências entre os profissionais que já atuam na área, além do crescente interesse pelos objetivos globais. “Há uma demanda latente de empresas querendo entender mais sobre o tema”.

SDG Compass

Lançado em novembro de 2015, o Guia SDG Compass foi desenvolvido por Pacto Global da ONU, Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e Global Reporting Initiative.

Naquele mesmo ano, as três organizações lançaram no Brasil a versão traduzida do documento. Em 2016, o GT ODS da Rede Brasil do Pacto Global, com apoio das empresas Enel Brasil, Itaú Unibanco e Vale, criou uma metodologia que abrange a implementação dos cinco passos contidos no guia.

Os treinamentos sobre o guia SDG Compass foram amplamente implementados, como na maratona de workshops “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Da teoria à prática – Workshop do Guia dos ODS para as empresas (SDG Compass)“, em Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo, bem como em edições já realizadas em Curitiba, Rio de Janeiro e João Pessoa.

Objetivos Globais

O Grupo Temático ODS é liderado pelo Itaú Unibanco desde sua criação, em 2015, e hoje congrega mais de 50 organizações. Entre seus principais objetivos, estão o desenvolvimento de ferramentas e a disseminação de conhecimentos sobre a atuação empresarial guiada pelos ODS, bem como a promoção de parcerias que potencializem o alcance da Agenda.

Instituídos em setembro de 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam uma agenda global que só pode ser atingida com o trabalho conjunto de governo, setor privado e sociedade civil.

Neste contexto, as empresas desempenham um papel de destaque, e devem contribuir com estratégias corporativas que incorporem seu cumprimento. A missão deve vir das atividades principais que as companhias desempenham, e é importante que elas avaliem seu impacto, estabeleçam metas ambiciosas e comuniquem seu resultado de forma transparente.


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