Reconciliação política e segurança básica são prioridades para Somália

Segundo o Representante Especial das Nações Unidas e diretor do Escritório Político das Nações Unidas para a Somália, Augustine Mahiga, promover a reconciliação e estabelecer um processo político mais inclusivo devem ser as prioridades no país, que há duas décadas não tem um governo funcional.

Mapa da Somália. Fonte: UN NewsEncorajar a reconciliação entre grupos políticos em conflito e garantir segurança pública básica é essencial para a estabilização da Somália, relatou o Representante Especial das Nações Unidas e diretor do Escritório Político das Nações Unidas para a Somália (UNPOS), Augustine Mahiga. Segundo ele, promover essa reconciliação e estabelecer um processo político mais inclusivo devem ser as prioridades no país, que não tem um governo funcional há duas décadas.

“Mas esses objetivos são baseados na existência de um mínimo de segurança para possibilitar a sobrevivência desse governo de transição (Federal) ou qualquer outro que reúna grupos políticos”, disse Mahiga. Ele apontou que a estabilidade política resulta de um processo de reconciliação e inclusão, aliada à segurança adequada para permitir que o governo implemente atividades de reconstrução básica, alcançando a população com medidas sociais e econômicas.

O atual diretor do UNPOS, Mahiga, representando a ONU, em 2007. Foto: UN/Mark Garten

Mahiga, antigo embaixador da Tanzânia junto à ONU, sucede Ahmedou Ould-Abdallah, ex-autoridade máxima das Nações Unidas na Somália, e se depara com um desafio. O país tem uma das piores crises humanitárias do mundo, com grande parte da população desalojada e constantes conflitos entre as forças do governo e rebeldes islâmicos. Quando perguntado sobre a consolidação da paz na região, respondeu que, apesar de complicada, ela pode ser alcançada – e indicou como “cinismo muito improvável” (“far-fetched cynicism”) sugerir que nunca haverá paz na Somália.

“Fundamentalmente, qualquer conflito, para ser resolvido de forma duradoura, deve buscar um caminho pacífico. Acredito que essa seja a forma de solucionar as questões mais complexas e longas do mundo: uma resolução pacífica de modo inclusivo ao invés do uso da violência”, sustentou Mahiga.

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