RDC: Milhares de congoleses fogem dos ataques do grupo rebelde LRA

Milhares de civis congoleses deixaram suas casas nos últimos cinco dias no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) devido a ataques do grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês) às vilas e cidades do distrito de Haut Uele.

Milhares de civis congoleses deixaram suas casas nos últimos cinco dias no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) devido a ataques do grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês) às vilas e cidades do distrito de Haut Uele.

De acordo com uma equipe da agência da ONU para refugiados no país, o LRA atacou no último sábado a cidade de Tora, a cerca de 130 quilômetros à sudeste de Dungu, matando moradores, saqueando e queimando casas. “Cerca de 15 mil deslocados internos que fugiram de Tora e das vilas vizinhas chegaram em Dungu durante o fim de semana”, informou hoje o porta-voz do ACNUR, Ron Redmond.

No total, estima-se que 135 mil pessoas já tenham sido forçadas a se deslocar desde o início dos ataques do LRA, em setembro do ano passado. Mais de 560 congoleses foram mortos pelo grupo durante os últimos quatro meses.

A distribuição de assistência humanitária pelo ACNUR e outras agências da ONU está programada para começar amanhã na vila de Bamokandi, área com maior concentração de deslocados internos localizada há 17 quilômetros ao norte de Dungu. A Cruz Vermelha local, com o apoio da agência da ONU para refugiados, iniciou hoje o registro da população deslocada em Dungu e a identificação de suas necessidades mais urgentes.

“Os deslocados chegam na cidade de motocicletas, bicicletas e à pé, e carregam poucos pertences, incluindo colchões, galões de água e pacotes com roupas. Eles estão ocupando prédios públicos, escolas e casas vazias e afirmaram aos funcionários do
ACNUR que muitas pessoas ainda estão a caminho de Dungu”, disse Redmond.

A área de Dungu, que abriga atualmente cerca de 54 mil deslocados internos – dos quais 27 mil vivem na cidade -, tem capacidade limitada de absorção. Ela foi atacada pelo LRA em novembro do ano passado, o que forçou muitos de seus morados a fugir para vilas no sudeste da região.

“Alguns deles estão agora retornando para casa, o que aumenta a pressão humanitária na área. Estamos trabalhando com as autoridades locais e outros parceiros para encontrar formas de aumentar a capacidade de absorção de Dungu e seu entorno”, explicou o porta-voz do ACNUR.

Para mais informações sobre o tema:
Em Dungu, República Democrática do Congo:
David Nthengwe: +243 818 801 076

Em Kinshasa, República Democrática do Congo:
Francesca Fontanini : +243 817 009 484

Em Nairóbi, Quênia:
Yusuf Hassan: +254 737 564 033

Assessoria de Comunicação
ACNUR Brasil
(61) 3367-4187