RD Congo: ONU elogia declaração ‘histórica’ para combater estupro em conflitos

Comando do exército congolês se comprometeu a adotar política de tolerância zero em relação à violência sexual em conflito.

Forças de paz da ONU em Kivu do Norte, em julho de 2013. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Forças de paz da ONU em Kivu do Norte, em julho de 2013. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

A representante especial do secretário-geral da ONU sobre violência sexual em conflito, Zainab Hawa Bangura, afirmou nesta terça-feira (31) que a assinatura de uma declaração pelos comandantes militares na República Democrática do Congo (RDC) é um “marco” na caminhada para acabar com a violência sexual relacionada a conflitos.

“Esse é um dia que vamos nos lembrar como um grande salto adiante na luta contra a violência relacionada a conflitos”, disse Bangura falando de Kinshasa, capital da RDC.

“A assinatura dessa declaração pelos comandantes e a implementação do plano de ação da FARDC [Forças Armadas da República Democrática do Congo] representam o progresso que podemos fazer quando a vontade e o comprometimento político estão juntos com ações concretas e apoio da comunidade internacional. O governo e o exército da RDC devem estar muito orgulhosos por esta realização.”

O comando do exército congolês prometeu combater o estupro na guerra e todos os comandantes terão que cumpri-la e, para isso, todos os líderes militares devem adotar uma política de tolerância zero em relação à violência sexual em conflito. Também devem ser adotadas, de acordo com o compromisso, ações diretas contra soldados que cometerem violência sexual.