RD Congo: Ataque a helicóptero de missão de paz é ‘inaceitável’, diz ONU

Helicóptero foi alvejado em área dominada por rebeldes. Enviada da ONU condenou ataque, enquanto chefe da Missão reiterou que ações para proteger civis continuarão, “incluindo pelo uso da força, se necessário”.

Imagem: MONUSCO

Imagem: MONUSCO

A enviada especial das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos da África condenou o ataque de rebeldes armados a um helicóptero da ONU na República Democrática do Congo (RDC), classificando o ato com “inaceitável”.

“Soube com profunda preocupação que um helicóptero da MONUSCO [Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo] ficou sob fogo direto de posições detidas pelo movimento rebelde M23 na região de Rumangabo”, disse Mary Robinson em um comunicado neste sábado (12).

“Condeno firmemente este grave incidente que ameaça a segurança do pessoal da MONUSCO.”

No ano passado, os confrontos continuaram esporadicamente em toda a região leste da República Democrática do Congo, com os rebeldes ocupando momentaneamente a principal cidade da região, Goma, em novembro de 2012.

O combate deslocou mais de 100 mil pessoas, agravando uma crise humanitária na região que inclui 2,6 milhões de deslocados internos e 6,4 milhões de pessoas que precisam de alimentos e ajuda de emergência.

“Gostaria de lembrar à liderança do M23 que qualquer ato destinado à obstrução da MONUSCO no exercício do seu mandato, conforme estipulado pela resolução 2098 do Conselho de Segurança das Nações, é inaceitável”, disse Robinson.

A MONUSCO é encarregada de proteger civis na RDC. Em março, o Conselho de Segurança autorizou o envio de uma brigada de intervenção no âmbito da Missão para realizar operações ofensivas direcionadas, com ou sem o exército nacional congolês, contra os grupos armados que ameaçam a paz no leste da RDC.

Na sexta-feira (11), o chefe da MONUSCO, Martin Kobler, condenou o ataque e reiterou a determinação da Missão em continuar suas operações.

“Os rebeldes do M23 não vão nos impedir de usar o espaço aéreo congolês. Vamos continuar fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para defender populações civis, incluindo pelo uso da força, se necessário”, disse Kobler.