Ratificação do tratado que proíbe testes nucleares é prioridade internacional, diz chefe da ONU

Ban Ki-moon pediu que China, Coreia do Norte, Egito, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos ratifiquem o tratado para que ele possa entrar em vigor rapidamente.

Teste nuclear realizado pelos Estados Unidos no estado de Nevada em 18 de abril de 1953. Foto: Governo dos Estados Unidos

Teste nuclear realizado pelos Estados Unidos no estado de Nevada em 18 de abril de 1953. Foto: Governo dos Estados Unidos

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na sexta-feira (27) que o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) entre em vigor o mais rápido possível, ressaltando que ele é indispensável para que os países avancem na agenda do desarmamento.

“Peço para todos os membros da comunidade internacional para romper a estagnação no processo de desarmamento. Devemos assegurar que o tratado entre em vigor, imponha uma proibição total de testes nucleares e promova novas medidas concretas para a criação de um mundo sem armas nucleares”, disse Ban na oitava conferência que pretende facilitar a entrada em vigor do CTBT.

O tratado proíbe quaisquer explosões nucleares tanto para fins militares quanto para civis. Ele foi adotado pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 1996, mas ainda não entrou em vigor.

De um total de 195 países listados, 183 assinaram o tratado e 161 o ratificaram. Para o tratado entrar em vigor, oito Estados ainda têm que ratificá-lo: China, Coreia do Norte, Egito, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos.

Ban acrescentou que esses oito países têm “uma responsabilidade especial” e observou que todos devem honrar as moratórias sobre as explosões dos testes de armas nucleares existentes.