Rapper norte-americano Roben X usa música para superar bullying

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Robdarius Brown, nome artístico Roben X, conhece a solidão. Ele nasceu há 18 anos, filho de pais amorosos, em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos. Sua família nunca o tratou de forma diferente. O mundo, no entanto, não foi tão gentil.

Ele nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Brown acaba de se formar no Ensino Médio e encontrou seu espaço — é artista, modelo e ativista sobre albinismo e contra o bullying.

Brown nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Foto: ACNUDH

Brown nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Foto: ACNUDH

Robdarius Brown, nome artístico Roben X, conhece a solidão. Ele nasceu há 18 anos, filho de pais amorosos, em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos. Sua família nunca o tratou de forma diferente. O mundo, no entanto, não foi tão gentil.

Brown nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Ele conta que o sol machuca seus olhos, dificultando a visão; sua pele é branca porque não possui proteção para o sol e que um dia de praia o queima; ele vive com medo de câncer de pele. Sofreu bullying durante toda a juventude, e se sentiu triste durante maior parte de sua infância.

Há alguns anos, Brown foi entrevistado por uma emissora de TV em sua cidade natal sobre seu amor pela música e sobre os ataques e bullying que sofria por conta de seu albinismo. Ele queria compartilhar sua história com o mundo. Acaba de se formar no Ensino Médio e encontrou seu espaço — é artista, modelo e ativista sobre albinismo e contra bullying.

“O que me fez falar pelos jovens e por pessoas com albinismo foi tentar dar a eles alguém para se mirar caso precisassem de uma direção ou ajuda. Eu queria fazer a diferença, porque sei como é estar sozinho, sentir que você é a única pessoa na sala mesmo quando está cercado por uma multidão”, diz.

A música é parte essencial da vida de Brown. Quando era mais novo, ouvir música era uma forma de aliviar a dor. Ele diz que ter se tornado um rapper o ajudou a ganhar autoconfiança e, por sua vez, fazer amigos. “Eu me conectei com canções que me ajudaram durante minhas dificuldades”.

Brown frequentemente visita escolas para dar palestras motivacionais contra bullying para jovens estudantes. Durante estes encontros, também tenta informar pessoas sobre o albinismo.

“Enquanto eu estava falando em uma das escolas, uma jovem me perguntou se eu me identificava como branco ou negro. Disse simplesmente: ‘chocolate branco’, porque sinto que isto não deveria importar. Me identifico como afro-americano, mas todos somos parte da mesma raça, a raça humana”, diz com um toque de humor.

Brown diz compartilhar muitos dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos neste ano. “Como o Artigo 19, que fala sobre todos terem liberdade para se expressar. Eu concordo firmemente com isso, embora tenha havido vezes neste país em que isso foi jogado pela janela, mas não muda o fato de que concordo”.

Em 2015, Brown já havia mostrado seu comprometimento com os valores da Declaração Universal ao se tornar um defensor do albinismo para a ONU. Ele foi parte de uma campanha de conscientização sobre direitos de pessoas com albinismo pelo mundo.

Para Brown, a mudança começa consigo mesmo. “Para mudar sua comunidade e para mudar seus colegas, você precisa ter aquela energia que irá mostrar para as pessoas que: ‘ok, esta pessoa está tentando sair da lama, está tentando ir além’”, diz. “Eventualmente, pessoas irão se juntar à sua causa porque veem que você é apaixonado. Você pode criar esta imagem para elas”.


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