Quase 30 milhões de jovens latino-americanos não estudam nem trabalham

Quase 30 milhões de jovens da região da América Latina e do Caribe não têm emprego, não estudam nem recebem capacitação. Eles representam 21% dos jovens da região, em comparação com 15% na mesma situação nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mais prejudicados são os mais pobres e as mulheres, segundo levantamento.

Estudo “Perspectivas Econômicas da América Latina 2017” mostrou realidade dos jovens latino-americanos e caribenhos. Foto: EBC

Estudo “Perspectivas Econômicas da América Latina 2017” mostrou realidade dos jovens latino-americanos e caribenhos. Foto: EBC

Quase 30 milhões de jovens da região da América Latina e do Caribe não têm emprego, não estudam nem recebem capacitação. Eles representam 21% dos jovens da região, em comparação com 15% na mesma situação nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A conclusão é de estudo “Perspectivas Econômicas da América Latina 2017”, divulgado na semana passada (28) e elaborado conjuntamente por Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Outros 19% dos jovens latino-americanos e caribenhos trabalham em empregos informais. As mulheres são particularmente prejudicadas, pois representam 76% daqueles que não têm emprego, não estudam, nem recebem capacitação, em parte porque se dedicam a tarefas do lar, não remuneradas.

Ao menos seis de cada dez jovens que vivem em lares pobres da região não têm emprego, não estudam, nem recebem capacitação ou trabalham no setor informal da economia, e quatro de cada dez jovens que vivem nos lares vulneráveis de classe média estão na mesma situação. Esses números contrastam com os lares de classe média, nos quais apenas dois de cada dez jovens estão nessa situação.

“A região poderia ser beneficiada se incluísse melhor seus jovens e lhes desse educação, capacitação e oportunidades de qualidade para fomentar o crescimento e a inclusão”, disse a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

“Em nossa região, a falta de boas oportunidades de emprego e a difícil transição da escola para o trabalho estão criando obstáculos para a inclusão dos jovens e decepcionando suas expectativas. Muitos jovens ficam sem conseguir acessar os serviços públicos, a poupança e a mobilidade social.”

Leia aqui o relatório completo (em espanhol).