Quase 1,5 milhão de pessoas precisam de comida no Malauí, afirma agência da ONU

Mau tempo e alimentos caros geram dificuldades para a população. Programa Mundial de Alimentos alerta que número de necessitados pode aumentar significativamente e inicia operação de ajuda humanitária.

Consumidores fazem fila para comprar suprimentos de milho em mercado em Rumphi, norte do Malauí. Foto: IRIN/Sanje Msiska

As Nações Unidas, o Governo do Malauí e parceiros lançaram uma operação de ajuda humanitária para atender às crescentes necessidades das quase 1,5 milhão de pessoas que precisam de assistência alimentar no país. A população passa por dificuldades por causa do mau tempo e dos altos preços dos alimentos.

De acordo com uma análise feita em julho pelo Comitê de Avaliação de Vulnerabilidade do Malawi (na sigla em inglês, MVAC) – composto pelo Governo do Malauí, agências da ONU e ONGs -, mais de 1,46 milhão de pessoas precisarão de ajuda alimentar nos próximos meses. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) disse em comunicado à imprensa que este número ainda pode aumentar significativamente.

A análise mostrou que as famílias mais afetadas sofreram um declínio de 50% na produção de alimentos por causa da estiagem prolongada deste ano. A diminuição da produção também contribuiu para que o preço do milho esteja até 100% mais alto em comparação ao ano passado.

Cerca de 1,9 milhão de pessoas precisavam de ajuda alimentar em 16 distritos no último período de escassez. De acordo com a análise da MVAC, 21 dos 28 distritos do Malauí serão afetados pela fome nesta baixa estação.

“O PMA está trabalhando com o Governo e parceiros-chave para garantir que os mais necessitados recebam a ajuda necessária”, disse a representante do PMA no país, Coco Ushiyama. “No entanto, estamos correndo contra o tempo para assegurar o financiamento para a pré-estocagem de comida antes que as chuvas e as taxas sobre alimentos e transporte aumentem ainda mais.”