Quase 1 bilhão de pessoas serão vacinadas contra a febre amarela na África até 2026

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Quase 1 bilhão de pessoas serão vacinadas contra a febre amarela em 27 países africanos de alto risco até 2026.

A iniciativa conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), da ‘Gavi – the Vaccine Alliance’, do UNICEF e de mais de 50 parceiros na área de saúde.

Campanha sobre febre amarela em Darfur, no Sudão. Foto: UNAMID/Albert González Farran

Campanha sobre febre amarela em Darfur, no Sudão. Foto: UNAMID/Albert González Farran

Quase 1 bilhão de pessoas serão vacinadas contra a febre amarela em 27 países africanos de alto risco até 2026.

A iniciativa conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), da ‘Gavi – the Vaccine Alliance’, do UNICEF e de mais de 50 parceiros na área de saúde.

O compromisso faz parte da estratégia ‘Eliminate Yellow fever Epidemics’ (EYE) na África, que foi lançada por Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS; pelo professor Isaac Folorunso Adewole; pelo Ministro da Saúde da Nigéria; e parceiros em uma reunião regional em Abuja, Nigéria, nesta terça-feira (10).

“O mundo está enfrentando um aumento do risco de surtos de febre amarela e a África é particularmente vulnerável”, disse Tedros. “Com uma injeção, podemos proteger as pessoas por toda a vida contra esse patógeno perigoso. Esse compromisso dos países sem precedentes garantirá que até 2026 a África esteja livre de epidemias de febre amarela.”

O lançamento regional da estratégia EYE reuniu representantes dos principais países africanos, OMS, UNICEF, Gavi e outros parceiros que estão desenvolvendo um roteiro sobre como implementar o projeto em nível nacional. Esses esforços para a implementação seguem o endosso da estratégia, feito pelos ministros da saúde africanos no 67º comitê regional da OMS em setembro de 2017.

“Esta estratégia integral e global oferece uma oportunidade sem precedentes para acabar com as devastadoras epidemias de febre amarela que afetam periodicamente a África”, disse Seth Berkley, CEO da Gavi – the Vaccine Alliance.

“Garantir que as comunidades mais vulneráveis tenham acesso à vacina por meio de sistemas rotineiros desempenha um papel central para fazer isso acontecer. Fabricantes de vacinas e parceiros da Gavi trabalharam duro para melhorar a situação mundial de fornecimento de vacinas nos últimos anos, a fim de garantir que haja vacinas suficientes para responder a surtos, permitir campanhas preventivas e as funções de imunização de rotina em plena capacidade.”

Os objetivos da estratégia são proteger as populações em risco por meio de campanhas preventivas de vacinação em massa e programas de imunização de rotina, impedindo a disseminação internacional e contendo epidemias rapidamente; bem como desenvolver uma forte vigilância com redes laboratoriais robustas.

O UNICEF disponibilizará vacinas, defenderá um maior compromisso político e fornecerá apoio na vacinação de crianças por meio de imunização de rotina, bem como durante os surtos da doença.

“Hoje, a ameaça da febre amarela parece maior do que nunca, especialmente para milhares de crianças em toda a África”, disse Stefan Peterson, chefe de saúde do UNICEF. “Considerando que quase metade das pessoas a serem vacinadas são crianças com menos de 15 anos de idade, esta campanha é fundamental para salvar vidas de crianças e percorrerá um longo caminho para erradicar a febre amarela.”

Depois que surtos de febre amarela em cidades densamente povoadas em Angola e na República Democrática do Congo causaram 400 mortes em 2016, essa doença hemorrágica viral aguda ressurgiu como uma séria ameaça global à saúde pública.

O Brasil enfrenta atualmente o pior surto de febre amarela em décadas, com mais de mil casos confirmados. A facilidade e a velocidade dos movimentos populacionais, a rápida urbanização e o ressurgimento de mosquitos devido às mudanças climáticas aumentaram significativamente o risco de surtos urbanos com disseminação internacional.

A experiência na África Ocidental demonstra que a estratégia pode funcionar. Quando a febre amarela ressurgiu como problema de saúde pública no início dos anos 2000, os países da região controlaram a epidemia por meio de campanhas preventivas em massa, combinadas à imunização de rotina. Nenhuma epidemia de febre amarela foi registrada desde então em países que implementaram essa abordagem com sucesso.


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