Décadas de poder absoluto na Líbia só serão resolvidos com engajamento de toda sociedade, afirma ONU

Os últimos confrontos alertam para a necessidade das autoridades integrarem os rebeldes e recolherem as armas pesadas.

Representante Especial Ian Martin. (ONU/Mark Garten)Deplorando as reportagens de crescentes números de vítimas nas cidades Zuwara, al-Jumail e Regdalin, o Representante Especial e chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL), Ian Martin, expressou em um comunicado de imprensa nesta quarta-feira (04/04) profunda preocupação com a intensificação da violência no noroeste da Líbia. Ele apelou às partes envolvidas para cessarem as hostilidades enquanto as conversas continuam e saudou os esforços das autoridades locais para intermediar um cessar fogo.

O comunicado afirma que os últimos confrontos em Zuwara, na sequência dos conflitos ao sul do país, sublinham a necessidade das autoridades acelerarem os esforços para construir instituições de segurança, incluindo integrar os rebeldes e recolher as armas pesadas. “O povo da Líbia sacrificou suas vidas para garantir a sua liberdade para uma nova democrática Líbia para todos os seus cidadãos”. Além disso, o comunicado afirma que os confrontos são um legado de quatro décadas de regras de governo autocrático, de forma que toda a sociedade precisa trabalhar na reconciliação.