Qualquer atraso no acesso à Síria ‘significará mais mortes’, alerta chefe humanitário da ONU

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Citando os ataques contra trabalhadores humanitários na Síria, a remoção de suprimentos essenciais dos comboios e os impedimentos burocráticos que restringem o acesso no país, o coordenador humanitário das Nações Unidas pediu que seja assegurado o acesso imediato e seguro para salvar vidas dependentes da assistência.

Comboio do UNICEF em meio a edifícios destruídos em Homs, na Síria. Foto: UNICEF / Ebo

Comboio do UNICEF em meio a edifícios destruídos em Homs, na Síria. Foto: UNICEF / Ebo

Citando os ataques contra trabalhadores humanitários na Síria, a remoção de suprimentos essenciais dos comboios e os impedimentos burocráticos que restringem o acesso no país, o coordenador humanitário das Nações Unidas pediu na quinta-feira (29) que seja assegurado o acesso imediato e seguro para salvar vidas dependentes da assistência.

Falando ao Conselho de Segurança, o subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários, Stephen O’Brien, sublinhou a necessidade de uma redução dos combates para aliviar a carga sobre os civis e criar um ambiente propício à assistência.

“Agora é a hora. Qualquer atraso significará mais mortes. O tempo está correndo”, advertiu.

O conflito sírio, que ocorre há mais de seis anos, teve um impacto terrível na população do país: centenas de milhares foram mortas, mais de 13,5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, cerca de 6,3 milhões estão deslocadas dentro do país e cerca de 5,1 milhões foram forçadas a fugir para outro país – se tornando refugiadas.

A situação é particularmente grave em Raqqa, onde as Forças Democráticas da Síria – apoiadas pelas forças da coalizão – lançaram uma ofensiva para tomar a cidade do Estado islâmico no Iraque e no Levant (ISIL/Da’esh), com a batalha se intensificando nos últimos dias.

De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), pelo menos 173 pessoas foram mortas em ataques aéreos e terrestres. Embora cerca de 25 mil pessoas tenham fugido da cidade desde a última fase das operações, cerca de 100 mil civis ainda podem estar presos lá, disse O’Brien.


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